<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459</id><updated>2012-02-16T12:35:39.556-08:00</updated><category term='Notícia'/><category term='Relato de experiência'/><category term='Artigos'/><category term='Discussão'/><category term='depoimentos'/><category term='Textos literários'/><category term='Trabalhos'/><title type='text'>Aprender, ensinar e transformar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-1533841021687966364</id><published>2011-07-04T16:23:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T16:31:39.303-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Por que esconder nosso passado?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Sinto-me sempre honrada quando um pesquisador, poeta e/ou cidadão permite-me publicar seu texto neste blog. Desta vez, tive o privilégio de receber o texto do Prof. Vlamir, de um amigo nosso em comum. E ele, generosamente me permitiu publicá-lo neste blog. O Prof. Vlamir transita por diferentes áreas. É graduado em Direito e em Tecnologia em Microprocessadores e Automação Industrial e é especialista em Softwares de&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Microcomputadores. Mas sabe que nenhuma área esta desprovida de sua integração num contexto social. Este texto, com o qual nos brinda, mostra sua inquietação como pensador. Aproveitem! E se quiserem complementar estas reflexões, indico-lhes o texto de Thiago Fijos, também presente neste blog. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Por que esconder nosso passado?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Vlamir Belfante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Lendo o Diário do grande ABC, recebi de forma muito negativa a notícia no caderno Política, 7, de 28/06/2011, com o título “Papéis da ditadura desapareceram”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;O prejuízo a todos nós brasileiros é incomensurável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Mais do que a cúpula política que deseja esconder nosso passado, não tão recente, de um Brasil diferente do que se mostra hoje, deve ser manifestada e feita a vontade de milhões de brasileiros na busca da verdade e da nossa identidade. Portanto, acredito não estar sozinho, mas apoiado por outras tantas manifestações que devem surgir para mudarmos os rumos dessa atitude vergonhosa de alguns dos nossos representantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Fiquei estarrecido com a citação da Guerra do Paraguai, assunto que muito nos interessa, pois além de professor universitário, sou graduado em capoeira, e na minha formação, abarco quando ensino aos nossos alunos, aspectos históricos sobre o tema e aí temos uma grande lacuna, pois algumas bibliografias citam os negros, escravos na época, como que recrutados para representar o Brasil nessa guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Nestor Capoeira, em O Pequeno Manual do Jogador, na 6ª edição, em 2001, pela Editora Record, traz na página 42 que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Em 1865, o Brasil, juntamente com a Argentina e o Uruguai, entrou em guerra contra o Paraguai. A guerra foi “patrocinada” pela Inglaterra – que na época era o que os Estados Unidos são hoje -, que não via com bons olhos a economia autônoma do Paraguai. O exército brasileiro formou batalhões de capoeiras , tendo muitos sido agarrados à força nas ruas do Rio; aos escravos capoeiras foi prometida a liberdade no final do conflito. Os capoeiristas do Batalhão de Zuavos, especialistas em tomar as trincheiras inimigas na base da arma branca, fizeram misérias na Guerra do Paraguai, e cinco anos depois os que sobreviveram voltaram como heróis. Muitas dessas feras, agora transformadas em “heróis”, engrossaram as fileiras dos Guaiamus e Nagoas.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Por outro lado, Almir das Areias em O que é Capoeira, da Ed. Brasiliense,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;2ª Ed., p. 34 traz que em 1828, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“a Coroa se viu na contingência de contratar estrangeiros para engrossarem as fileiras do Exército Brasileiro, contratando elementos da Irlanda, Alemanha e Inglaterra. Desse contingente, uma parte seguiu para o Rio Grande do Sul e outra ficou aquartelada no Rio de Janeiro. Aconteceu, entretanto, que esses batalhões estavam tremendamente descontentes com o governo, e a todo instante davam prova disso praticando atos de indisciplina. Assim, o comandante do batalhão alemão mandou que se castigassem alguns soldados. O resultado, porém, foi que a 9 de junho eles se rebelaram, prenderam o major e saíram armados às ruas, matando, devastando e saqueando tudo, a eles se incorporando os outros contingentes estrangeiros.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Pois bem, em toda essa inquietação e balbúrdia tiveram papel de relevante importância os tão combatidos capoeiras, pois como nos descreve J. M. Pereira Silva, os sublevados foram “atacados por magotes de pretos denominados capoeiras, travando com eles combates mortíferos. Posto que armados com espingardas não puderam resistir-lhes com êxito feliz, e apedra, a pau, à força de braços, caíram os estrangeiros pelas ruas e praças públicas, ferindo grande parte e bastantes sem vida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Como vimos, os capoeiras, de perseguidos e tachados como o terrror e vergonha da civilização, passaram então a ser vistos “numa luta meritória” e assinalados na história como “heróis nacionais”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ainda citam que quem de fato deveriam ir para os campos de batalha, desistiram na última hora. Daí ser a capoeira, além de esporte, cultura brasileira, arte, também arte marcial (arte de guerra).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O prejuízo é de toda a sociedade que depende dos esclarecimentos do passado para construir um futuro melhor, corrigindo eventuais falhas e se espelhando nas virtudes anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não bastassem os documentos que foram extintos pelos políticos daquela época, deixando grande lacuna na história, o fato pode se repetir, se já não se repetiu, é deveras vergonhoso. Com certeza, há uma grande mazela junto aos historiadores, professores de história e simpatizantes pelo tema, que almejam esclarecimentos. Almir das Areias, já citado, em seu livro, p. 21, nos revela: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“...Outro ponto que dificulta&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o esclarecimento dessas questões é o fato, ridículo, da figura do nosso “ilustre Rui Barbosa”, o “Águia de Haia”, ter queimado &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;todos&lt;/b&gt; os documentos referentes à escravidão, na alegação de que tais documentos eram retratos da “vergonha nacional” que a escravidão tinha sido”...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Será que tais atos devem se repetir? Será que esconder por décadas, quando não, mais tempo, documentos de importância a todos os cidadãos brasileiros não equivale aos desfeitos de Rui Barbosa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Será que a segurança nacional seria tão afetada assim? Ou seria a segurança da vida pessoal de alguns políticos inescrupulosos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Será que já não se exauriram tantos fatos indesejáveis ocorridos na época dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor? Ainda mantém-se no poder e influenciam significativamente para obscurecer a verdade, e com respaldo da sociedade? Não consigo compreender. Me questiono se são tantos assim os interessados em mascarar nossa realidade? Fico na dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acreditando estar vivendo em uma sociedade onde a democracia plena deve se mostrar satisfatoriamente e inspirar confiança a todos, acredito que não seja demais exigir ao poder público, atitudes condizentes como representantes do país, merecedores de nossa confiança e respeito, que possam nos dar exemplos diante de fatos abomináveis que causam repulsa a todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Faço de antemão um apelo ao judiciário, ao MP e a OAB, inicialmente, e outros representantes efetivos de nossa sociedade, que se manifestem, buscando esclarecer fatos, buscando a verdade, em nome de todos nós brasileiros, sempre por um país mais digno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Vlamir Belfante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Professor universitário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Bacharel em direito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Graduado Alemão – Guerreiros da Ilha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Sinto-me sempre honrada quando um pesquisador, poeta e/ou cidadão permite-me publicar seu texto neste blog. Desta vez, tive o privilégio de receber o texto do Prof. Vlamir, de um amigo nosso em comum. E ele, generosamente me permitiu publicá-lo neste blog. O Prof. Vlamir transita por diferentes áreas. É graduado em Direito e em Tecnologia em Microprocessadores e Automação Industrial e é especialista em Softwares de&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Microcomputadores. Mas sabe que nenhuma área esta desprovida de sua integração num contexto social. Este texto, com o qual nos brinda, mostra sua inquietação como pensador. Aproveitem! E se quiserem complementar estas reflexões, indico-lhes o texto de Thiago Fijos, também presente neste blog. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-1533841021687966364?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/1533841021687966364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/07/por-que-esconder-nosso-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1533841021687966364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1533841021687966364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/07/por-que-esconder-nosso-passado.html' title='Por que esconder nosso passado?'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-724678792773808492</id><published>2011-03-31T08:46:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T08:47:55.547-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A  apropriação da propaganda sobre a arte e a  personificação  de um objeto de consumo</title><content type='html'>Nem sempre um tema de pesquisa vem fácil. Algumas vezes brigamos com ele, moldamo-o dentro de nós até ele sair. O artigo que Vicente Sinato Filho compartilha conosco foi o resultado desta briga. E quem ganha somos nós´por poder ler as reflexões que dela surgiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;apropriação da propaganda sobre a arte e a &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;personificação &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de um objeto de consumo &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;Vicente Sinato Filho&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Resumo&lt;span style="color: #1f497d;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Pretende-se mostrar no presente artigo como a propaganda se apropria da arte para atribuir qualidades que venham tornar atrativo determinado objeto para o consumo junto ao público. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os objetos artísticos que serão tratados aqui são dois: a propaganda e a forma artística de Pablo Picasso e os argumentos utilizados pela propaganda são que para um automóvel vender satisfatoriamente bem, necessita de agregar certos valores que vão além de qualidades mecânicas e funcionais, mas que também possua um diferencial com relação, por exemplo, ao seu desenho (forma da carroceria) e que remeta esse diferencial a um valor, (mesmo que subjetivo) relacionado com a beleza e exclusividade de uma obra de arte concebida por um determinado artista conceituado. Portanto se uma obra de arte de Pablo Picasso possui um valor estético desejável e exclusivo, reconhecido mundialmente, o automóvel Citroen Picasso, que leva o sobrenome do artista, também (sob o viés da propaganda) compartilhará de tais méritos.&lt;span style="color: #1f497d;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Palavras-Chaves&lt;/b&gt;: Qualidades Artísticas, Automóvel, Propaganda, Consumo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;À medida que novas tecnologias são empregadas na elaboração&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;/span&gt;de objetos de consumo, ainda há uma evidente apropriação de alguma forma artística que tem a clara intenção de convencer o consumidor de que ao adquirir determinada marca de um produto como&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;/span&gt;automóvel, por exemplo, não estará apenas adquirindo o (produto) automóvel, mas o status artístico que confere sua marca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Partindo desta premissa, noto que a cultura do consumismo é a divulgação intensa propagada pelos meios de comunicação que ditam preceitos sobre o que é desejável em determinado artigo ou objeto e quais as suas vantagens em adquiri-lo, pois o caso demonstrado aqui referente ao automóvel Citroen Picasso, traz em sua propaganda, que além de econômico ao usar combustível, possui linhas aerodinâmicas modernas e exclusivas e que devido a essas qualidades é interessante para o público comprar esse automóvel. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Esses produtos consumíveis podem inserir como estratégia da propaganda&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;,&lt;/span&gt; em objetos e ou artigos industrializados, elementos de qualidade humana, isto é, acabam adquirindo adjetivação humana (bonito, sofisticado, inteligente, arrojado...) e características artísticas de determinado personagem famoso, como notadamente ocorreu recentemente e amplamente divulgado nos meios de comunicação, principalmente televisão e revistas nas campanhas publicitárias da Citroen, fabricante de automóveis de luxo, que divulgou um modelo “inspirado” nas linhas artísticas de Pablo Picasso (1881 -1973).&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Percebo que esta relação estética – artística entre objeto e arte, ou seja, a apropriação de elementos característicos de uma obra artística para um objeto de consumo é demonstrada claramente por Edgar Morin (1967,&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;/span&gt;p.81): &lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;“A participação estética se diferencia das participações práticas, técnicas, religiosas,... se bem que possa se justapor a elas: um automóvel pode ser ao mesmo tempo bonito e útil...”.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Sob o olhar artístico que se funde entre o artista (Picasso), suas obras e seu estilo de vida ,reconhecidamente de vanguarda&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e o objeto (automóvel) , percebo que há uma intencionalidade da propaganda em apropriar essas idéias e características artísticas para&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;dar uma autoridade, uma espécie de assinatura atestando essas mesmas qualidades como sendo intrínsecas ao objeto. Senão, vejamos: A mídia da propaganda ao lançar, no caso o automóvel da marca Picasso, enfatiza suas linhas estéticas arrojadas, fora do padrão comum dos outros automóveis, sua velocidade nas estradas e o impacto visual que este causa ao passar em ruas e estradas... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Pois bem, essas características atribuídas ao automóvel (desenho com linhas arrojadas, impacto visual e estilo diferenciado) são derivadas das características das pinturas e esculturas de Pablo Picasso, que já era considerado um artista de vanguarda em sua época, é ainda cultuado, como se pode verificar, por exemplo, na exposição no museu de Málaga, na Espanha que reúne entre outras obras, esculturas deste artista que enfatizam seu estilo moderno e inovador. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Percebo que essas adjetivações artísticas apropriadas pela propaganda para inserirem-na em objetos industrializados, como um automóvel, com o objetivo de transferir essas qualidades ao público consumidor, através da aquisição de determinado produto, como exemplo, o automóvel Citroen Picasso, está em concordância com as palavras de Morin (1967, p.109): &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É uma imagem da vida desejável, o modelo de um estilo de vida... Essa imagem é ao mesmo tempo, hedonista e idealista; ela se constrói, por um lado, com os produtos industriais de consumo e por outro lado, com a representação das aspirações privadas – o amor, o êxito pessoal e a felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É notório, ainda utilizando a propaganda do automóvel Citroen Picasso como exemplo, que esta imagem de felicidade e êxito pessoal é compartilhada também por um grupo social - a família-, fugindo um pouco da individualização da posse isto é, a propaganda quer enfatizar que o consumidor, ao adquirir o automóvel Citroen Picasso, estará compartilhando com outras pessoas, da felicidade e bem estar devido ao automóvel que é , segundo intencionalidade da propaganda, agregado com elementos artísticos de Picasso, pois perceba que um dos muitos vídeos dessa propaganda na França quando do lançamento do Citroen Picasso, mostram, entre outras qualidades do automóvel, a sensação de bem estar familiar atreladas ao carro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Reforço essa idéia de apropriação artística pela propaganda com o objetivo de personificação (e, portanto, com forte adjetivação humana) em objetos de consumo através de observações a respeito do fetichismo da mercadoria notado com muita propriedade por Karl Marx: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;... A forma da madeira é alterada ao fazer-se dela uma mesa. Contudo, a mesa continua a ser madeira, uma coisa vulgar, material. Mas a partir do momento em que surgem como mercadoria, as coisas mudam completamente de figura: transforma-se numa coisa a um tempo palpável e impalpável. Não se limita a ter os pés no chão, apresenta-se de cabeça para baixo e dela saem caprichos mais fantásticos do que se ela começasse a dançar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Veja bem que, utilizando dessa análise de Marx, posso traçar alguma ambivalência com a transformação de um objeto por si inanimado (carro), tendo após o trabalho publicitário da propaganda, adquirido fantásticas qualidades tiradas dos traços e formas de uma obra de arte.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nestes parâmetros utilizados pela propaganda, perceba que existe uma tendência em atribuir e exaltar as qualidades não apenas mecânicas do objeto (automóvel), mas também de vincular sua imagem à do artista (Pablo Picasso), pois note que o objeto tenta pela propaganda se apropriar do valor intrínseco de uma obra de arte de um famoso artista, através de suas linhas e até da forma da escrita (logo) da marca, que é o mesmo da assinatura de Pablo Picasso, conferindo, portanto, a idéia para o consumidor de que não estará apenas comprando um automóvel com um propósito meramente utilitário, mas que está adquirindo algo que é também pela intencionalidade da propaganda, uma obra artística e exclusiva, como se fosse realmente algo produzido pelo próprio Picasso (afinal de contas ,assim como ter esse carro e um quadro de Pablo Picasso não é exclusivo para a maioria dos mortais) e que por isto justifique até seu preço, pois se trata também de uma série especial que a Citroen irá produzir por um curto espaço de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A conclusão que posso chegar sobre o tema apresentado é de que movida por interesses que atendam as metas de vendas de determinado bem de consumo, as indústrias, valendo-se das agências publicitárias das propagandas, que também querem obter mais capitais e lucro através de seus serviços publicitários, não faz por menos ao utilizar características artísticas de determinado pintor, escultor, músico,... como sendo características natas a determinado bem de consumo e , com isso ,despertar o interesse do público para um objeto que , pela criatividade, ainda e mesmo que por vezes de duvidosa qualidade, as propagandas tornam determinado objeto de consumo tão exclusivo quanto uma obre de arte ,esquecendo-se aqui , o propósito meramente utilitário de um automóvel por exemplo, mas que agora o que&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;está em jogo é conseguir, ( e isto não é explícito sobre nenhum pretexto) , essencialmente para o aumento do prestígio de determinado fabricante frente ao mercado consumidor e consequentemente o incremento das vendas de seus produtos e / ou bens de consumo. &lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Bibliografia&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;MARX, Karl: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O Capital&lt;/b&gt;. Secção 4 - O Fetichismo da Mercadoria e o Seu Segredo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Centelha - Promoção do Livro, SARL, Coimbra, 1974.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;MORIN, Edgar: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Cultura de Massas no Século XX&lt;/b&gt;. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;1 Edição Brasileira Forense , São Paulo,1967 &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Infografia:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Título: Mostra traz brinquedos de Picasso e outros artistas de vanguarda. Disponível em:&lt;a href="http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/08/17/mostra-traz-brinquedos-de-picasso-e-outros-artistas-de-vanguarda.jhtm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/08/17/mostra-traz-brinquedos-de-picasso-e-outros-artistas-de-vanguarda.jhtm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Título: O Capital – Volume 1- 1867.Disponível em:&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/marx/1867/ocapital-v1/index.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://www.marxists.org/portugues/marx/1867/ocapital-v1/index.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Título: Citroen Grand C4 Picasso. Disponível em: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GfZpW0eb4qk"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=GfZpW0eb4qk&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-724678792773808492?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/724678792773808492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/03/apropriacao-da-propaganda-sobre-arte-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/724678792773808492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/724678792773808492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/03/apropriacao-da-propaganda-sobre-arte-e.html' title='A  apropriação da propaganda sobre a arte e a  personificação  de um objeto de consumo'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-660270328353908465</id><published>2011-03-31T08:39:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T08:39:11.940-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Vidas secas dos retirantes</title><content type='html'>Queridos e queridas, &lt;br /&gt;Sabe quando temos um tema de pesquisa dentro de nós e ele conversa conosco até sair, aos poucos, amadurecendo e descobrimos que somos mais felizes com ele? Pois é, Carlos Alberto Maia descobriu um destes temas...que fala de sua história, de sua alma. E compartilha conosco o artigo que produziu.&amp;nbsp;Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;VIDAS SECAS DOS RETIRANTES: Uma questão de Governo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 7;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;CARLOS ALBERTO MAIA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;RESUMO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Com este tema - tão abrangente e insolúvel ao mesmo tempo – o artigo traz a proposta de discussão deste assunto partindo de duas fontes de pesquisas inspiradas na seca do nordeste brasileiro. A primeira fonte trata-se da obra de Graciliano Ramos intitulada “Vidas Secas”. A segunda fonte de pesquisa é um quadro de Candido Portinari intitulado “Os Retirantes”, praticamente uma imagem falada da obra escrita por Graciliano Ramos. Neste sentido as obras se relacionam, e é nesta comunicação que pretendo traçar um fio condutor entre estas duas obras, falando das condições gerais da população brasileira no tocante á seca, onde se vêem bairros inteiros em condições de perigo com relação á falta de água e a ação desastrosa do governo, sempre propondo o paliativo como solução para a dor de uma grande multidão que só queria ser reconhecida como cidadão brasileiro, como os mesmos direitos e obrigações.&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;PALAVRAS CHAVES: Vidas Secas, retirantes, falta de água, descaso, governo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;VIDAS SECAS DOS RETIRANTES: Uma questão de Governo&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Nas condições atuais de nosso planeta, a falta de água é algo inevitável para dias futuros. O problema da numerosa população terrena contrastando com a quantidade ínfima de água doce disponível no eco-sistema são preocupantes. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Essa é uma realidade que há muito tempo assola as multidões, sempre suscitando discussões e previsões, as mais apocalípticas possíveis. E em um curto espaço de tempo estamos fadados a graves aborrecimentos, incluindo-se aí grandes massas de migrações brasileiras e mundiais. Estas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;migrações brasileiras, vistas pelo ângulo da sua causa, são verdadeiras migrações forçadas, provocadas pelo fato de que o jogo do mercado não encontra qualquer contrapeso nos direitos dos cidadãos. São freqüentes as migrações ligadas ao consumo e a inacessibilidade a bens e serviços essenciais. (SANTOS, 1993, p. 44)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O Governo não tem uma política eficaz para resolver o problema na sua raiz. O descaso, a corrupção, a falta de um reconhecimento igualitário do povo, são aspectos que prevalessem na hora de emitir uma ajuda eficaz a um povo mais distante dos grandes centros urbanos. Principalmente quando, dentro desta visão de mundo, existem ingredientes envolvendo distinção de classe social, pré-conceito e discriminação. Neste sentido o Governo nem vai lá, de longe estuda qual a melhor saída, qual a menos onerosa. É como se os gritos de desespero do povo local “não encontrassem eco na capital federal”. (VILLA, 2000, P.106)&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Atualmente a migração não é conseqüência de uma escolha livre, mas tem uma raiz claramente compulsória. A maioria dos migrantes é impelida a abandonar a própria terra ou o próprio bairro, buscando melhores condições de vida e fugindo de situações de violência estrutural e doméstica. Este é um grande desafio, pois migrar é um direito humano, mas fazer migrar é uma violação dos direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; (MARINUCI apud ROCHA NETO, 2006, p. 22).&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt; &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O ato de migrar sem apoio de ninguém, antes por força da sobrevivência, está estampado na obra de Graciliano Ramos e muito clara no quadro de Portinari, quando se lê e visualiza a condição do despreparo, do abandono, da tristeza e da dor de não ter o que fazer, ou para onde ir, salvo esperar a morte em sofrimentos atrozes. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Além de tudo isto, existe o fato do povo ser tirado da sua terra natal nas piores condições de sobrevivência, e com um mínimo de confiança de um dia voltar e refazer a vida com os seus na terra natal. É como canta Luiz Gonzaga na sua bela música: A Triste Partida.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;Se o nosso destino&lt;br /&gt;Não for tão mesquinho&lt;br /&gt;Ai pro mesmo cantinho&lt;br /&gt;Nós torna a voltar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;No caso dos nordestinos, foi a saída que o governo achou - talvez a mais barata e menos comprometedora das divisas do país -, visto que “o governo, a igreja e os grandes proprietários e comerciantes não desejavam partilhar seus recursos socorrendo os milhares de retirantes; a emigração pareceu como uma solução”. (VILLA, 2000, P.57). Acharam melhor mandar para outra região onde muitos deles não voltaram mais, como canta o refrão da música de Luiz Gonzaga.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;Faz pena o nortista&lt;br /&gt;Tão forte, tão bravo&lt;br /&gt;Viver como escravo&lt;br /&gt;No Norte e no Sul&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Sendo assim, a tragédia já está desenhada. Em uma seca de grandes proporções, com falta de água generalizada, como a de 1877-1879, não haveria assistência eficaz para todos. Mesmo nos nossos dias, com um governo supostamente popular a falta de água generalizada causaria um movimento assustador de pessoas no campo e na cidade. O desespero com a falta de água é algo que muitos de nós ainda não experimentamos; o fato de ver a necessidade dentro de casa, sem poder fazer nada, obrigando-nos a partir sem saber para onde ir, é um espectro terribilíssimo que ameaça cada habitante da face da terra a médio e longo prazo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Um outro quadro de Candido Portinari, intitulado “Criança Morta”, (também em anexo nesta edição), &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;traz muito bem essa dor do desespero; o fato de se perder uma criança dentro de casa ou em uma retirada, massacrada pela sede e pela fome é desolador. Antonio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, em morte de Nãnã dizia que “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Na sua pequena boca, eu via o lábio tremendo, e naquela aflição louca, e também reconhecendo que a vida tava no fim foi regalando pra mim os tristes olhinhos seus, ai, ai, ai e disse: Bença Papai. Fechou os olhos e morreu”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;É a tristeza que afeta o mais pobre da terra; só quem está imune a isto é uma classe rica, com condições financeiras para mudar de região sem dificuldades. Todavia o egoísmo não deixa que essa classe dominante veja mais ninguém, só pensando nela própria. O próprio Papativa do Assaré diz que “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Vendo que não tinha inverno, o meu patrão, um tirano, sem temer a Deus nem o inferno, me deixou no desengano sem nada mais me arranjar”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn5" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;É a dor do nordestino abandonado na sua sorte, sem ter pra quem recorrer a não ser para Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Esse abandono a própria sorte está estampado na obra de Graciliano Ramos, uma família de retirantes constituída de quatro pessoas e um animal, o retrato do desprezo da sociedade “abandonados pelo poder público, tentavam encontrar por si só, se não a solução para os seus problemas, ao menos formas de minorar os sofrimentos”. (VILLA, 2007, p. 178), fugindo&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; c&lt;/b&gt;om desespero gerado pela fome e pela sede e pelo cansaço; mesma impressão presente no quadro de Candido Portinari, cujo espectro da morte está tão presente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-indent: 28.2pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt;"&gt;No céu, percebemos uma grande quantidade de pássaros que foram retratados num céu bastante azul. Estes pássaros foram pintados de preto, certamente com uma finalidade de retratação da morte, lembrados pela presença dos urubus, (...) que sorrateiramente aguardam a hora de se aproveitarem daqueles que não resistem mais e morrem. Percebemos também uma alusão alegórica à morte no encontro de uma destas aves com o cajado do personagem mais velho da composição, formando a conhecida foice que representa a presença desta que ceifa a vida. (ROCHA NETO, 2006, P. 36)&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn6" name="_ftnref6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Com o passar dos dias, ”os sertanejos que olhavam o nascer do sol baixavam a vista, alguns chorando a sua sentença de morte”. (VILLA, 2000, P. 45).&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;Estas condições favorecem os atos desesperadores. A população não vendo saída ou atitude do governo movem-se de forma desorganizada, “famílias inteiras mortas, estradas juncadas de cadáveres, povoações abandonadas, lares destruídos, a capital e as cidades cheias de famintos. (VILLA, 2000, P.106). O governo, por sua vez indiferente, achando que era um mal passageiro e que logo tudo voltaria á normalidade,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Percebe-se na fala de Marco Antonio Villa, que este descaso para com os pobres é uma marca do Brasil. O que aconteceu no final do século XIX e no século XX com o nordestino referente a seca, é o mesmo que acontece hoje em pleno século XXI em algumas regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, que o governo leva mais tempo tentando explicar o inexplicável do que tomando atitudes acertadas para resolver os problemas de forma definitivamente. O interessante é achar o culpado, o bode expiatório, aquele que será usado pela classe dominante para desviar de si a atenção da mídia e dos jornais. A solução dos problemas sociais, principalmente quando envolvem: Moradia, condição social, reforma agrária, desemprego e falta de água, tem que esperar; não será resolvido prontamente, mesmo porque “o governo ouve o grito das vítimas e constata a sua impotência para acudi-las”. (VILLA, 2000, P. 123)&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;"&gt;Os problemas existem, a desigualdades são históricas; o Brasil é um dos países com a pior distribuição de renda entre os cidadãos e com certeza a prioridade da elite brasileira difere da prioridade da classe baixa, onde os problemas são básicos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;Há desigualdades sociais que são, em primeiro lugar, desigualdades territoriais, por que derivam do lugar onde cada qual se encontra. A república somente será realmente democrática quando considerar todos os cidadãos como iguais, independente do lugar onde estejam. (SANTOS, 1993, p. 123)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Os interesses não são os mesmos para todos. Enquanto o homem rico está preocupado com água para encher sua piscina residencial, o pobre da região de Carapicuíba&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn7" name="_ftnref7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; sofre com a constante falta de água para tomar banho e fazer comida. É o caos, e depende muito do lugar que cada um está nesta sociedade que prioriza quem tem dinheiro e joga ao abandono, ao ostracismo aqueles que não têm para onde ir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Este artigo trouxe o problema da falta de água, da seca, que primeiro flagelou os nordestinos obrigando-os as migrações atrozes. O problema estampado nas duas obras é justamente a desigualdade territorial, quando a união, o governo, deveria considerar todos iguais, mas parece que alguns são mais iguais do que outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Tanto no texto de Marco Antonio Villa (2000) quanto no texto de Milton Santos (1993) os problemas estão na desigualdade social; o problema é ser nordestino, é estar mal localizado, é não ter educação; mas sabemos que mesmo em São Paulo ou Rio de Janeiro temos os escolhidos, uma pequena elite que escapará seja qual for a catástrofe. Os escolhidos serão eleitos pelos recursos que tem; o capitalismo é assim mesmo: patrão de um lado e empregado do outro; e as condições financeiras determinam quem deve escapar e quem deve morrer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Este artigo não pretende esgotar o assunto, mas quando teremos água para todos? Falo primeiro do Brasil, para depois falar do mundo. Até quando aqueles que não têm água suficiente para viver ficarão quietos em seus lugares padecendo necessidades atrozes, sem buscar retirada para este ou para aquele continente? Tenho para mim que muito em breve a luta não será mais por petróleo, e sim pela água e o Brasil sempre foi a menina dos olhos de quem sonha em ter água para vender e negociar, uma elite internacional poderosa que muitas vezes considera a América Latina como quintal de sua casa&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn8" name="_ftnref8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ou dizem que se os países sub-desenvolvidos não tem dinheiro para pagar as suas dívidas, devem pagar com os recursos que tem&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftn9" name="_ftnref9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica-Bold','sans-serif'; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: Helvetica-Bold; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Referência Bibliográfica.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;RAMOS, Graciliano. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Vidas secas&lt;/b&gt;. 109. Ed. Rio de Janeiro: Record, 2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;SANTOS, Milton. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O espaço do cidadão&lt;/b&gt;. 2. Ed. São Paulo, 1993.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;VILLA, Marco Antonio. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Vida e Morte no Sertão&lt;/b&gt;: Histórias das secas no nordeste nos séculos XIX e XX. 1ª Ed. São Paulo, Ática, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;ASSARÉ, Patativa do. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A morte de Nãnã&lt;/b&gt;. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif';"&gt;Disponível em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cWD0YoweNy4"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=cWD0YoweNy4&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: acessado em 12/03/2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;GONZAGA, Luis. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A triste Partida&lt;/b&gt;. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt;"&gt;Disponível: \Documents and Settings\Usuario\Meus documentos\Professora Angélica\ARTIGO OFICIAL\Textos WEB\A TRISTE PARTIDA - LUÍZ GONZAGA (letra e vídeo).mht, acesso em 12/03/2011&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;MARINUCCI, Roberto. &lt;b&gt;O fenômeno Migratório no Brasil&lt;/b&gt;. Disponível em Disponível em: &amp;lt;http://www.migrante.org.br/ofenomenomigratorioparaobrasil.doc&amp;gt;. Acesso em: 12 Mar. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt;"&gt;ROCHA NETO, Manuel Alves da. &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Possibilidades de leitura na Obra: “Retirantes” de Cândido Portinari&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;UBERLÂNDIA – MG. 2006. Disponível em 12/03/2011. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;PORTINARI, Candido. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Quadro: O Retirante&lt;/b&gt;. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif';"&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/images?hl=pt-br&amp;amp;rlz=1T4GGLR_pt-BRBR331BR332&amp;amp;q=quadro%20os%20retirantes%20de%20candido%20portinari&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1004&amp;amp;bih=523"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://www.google.com.br/images?hl=pt-br&amp;amp;rlz=1T4GGLR_pt-BRBR331BR332&amp;amp;q=quadro%20os%20retirantes%20de%20candido%20portinari&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1004&amp;amp;bih=523&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, acesso em 12/03/2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;PORTINARI, Candido. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Quadro: Criança Morta&lt;/b&gt;. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif';"&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/images?hl=pt-br&amp;amp;rlz=1T4GGLR_pt-BRBR331BR332&amp;amp;q=quadro%20os%20retirantes%20de%20candido%20portinari&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1004&amp;amp;bih=523"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://www.google.com.br/images?hl=pt-br&amp;amp;rlz=1T4GGLR_pt-BRBR331BR332&amp;amp;q=quadro%20os%20retirantes%20de%20candido%20portinari&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1004&amp;amp;bih=523&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, acesso em 12/03/2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Disponível em: &lt;a href="http://www.migrante.org.br/ofenomenomigratorioparaobrasil.doc"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://www.migrante.org.br/ofenomenomigratorioparaobrasil.doc&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; . Acesso em:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;12 Mar. 2011.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif';"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif';"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Disponível em http://letras.terra.com.br/luiz-gonzaga/82378/ acessado em 16/03/2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; Idem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cWD0YoweNy4"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=cWD0YoweNy4&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt;: acessado em 12/03/2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref5" name="_ftn5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; Idem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref6" name="_ftn6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.migrante.org.br/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt;HTTP://www.migrante.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; acesso em 12/03/2009. Pesquisando no Google como: Migrante o fenômeno migratório para o Brasil, é possível ter acesso a uma cópia deste artigo do Marinucci que foi citado no artigo do Professor Manoel Alves da Rocha Neto em descreve com maestria a obra “Os Retirantes” de Portinari. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref7" name="_ftn7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.radiocapital-1040.com.br/noticias/capitalsocialfaltaguaemcarapicuba/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt;http://www.radiocapital-1040.com.br/noticias/capitalsocialfaltaguaemcarapicuba/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt;, acessado em 16/03/2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn8" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref8" name="_ftn8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; Expressão muitas vezes usadas pelos norte americanos mas que achei disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://primeirocontramare.blogspot.com/2005/04/amrica-latina-quintal-dos-eua.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt;http://primeirocontramare.blogspot.com/2005/04/amrica-latina-quintal-dos-eua.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; para servir de exemplo. Acesso em 15/03/2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn9" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=351517318715386459#_ftnref9" name="_ftn9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-small;"&gt; Expressão usada pela Rainha da Inglaterra referindo-se ao Brasil e sua floresta amazônica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-660270328353908465?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/660270328353908465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/03/vidas-secas-dos-retirantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/660270328353908465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/660270328353908465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/03/vidas-secas-dos-retirantes.html' title='Vidas secas dos retirantes'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-3323085163275838024</id><published>2011-03-31T08:29:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T08:29:46.384-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><title type='text'>Prosa legionária</title><content type='html'>Queridos e queridas, &lt;br /&gt;Recebi um presente neste ano. Comecei a lecionar num curso de pós-graduação em que me couber compartilhar com os alunos Intersecções entre Arte e História. E &lt;span style="background-color: white;"&gt;foi numa desta noites de quinta-feira que conheci um aluno apaixonado por música. Ele encaminhou-me um texto que permitiu que compartilhasse com vocês. Aproveitem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;u&gt;UMA PROSA LEGIONÁRIA&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;u&gt;Juscelino Neto&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Ainda é Cedo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; para terminar, talvez &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Antes das Seis&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; seria o ideal. Não foi &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Tempo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Perdido&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; o período que passei com você. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Eu Sei&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;que&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;será &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Um Dia Perfeito&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, sem chuva forte ou frio em demasia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Vinte e Nove&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, apenas de quatro em quatro anos o mês de fevereiro conta este número de dias. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Será&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;que consigo lembrar disto a minha vida inteira? As lágrimas que caíram dos meus olhos foram&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Dezesseis&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, mas foi bom, fiquei com o &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sagrado Coração&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Sou religioso, mas não pertenço &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;A Ordem dos Templários&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ler é um excelente hábito, quero algo novo, preciso de &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O Livro dos Dias&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, em &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;1º de Julho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; começo a leitura. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Leila&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;disse que tem esse livro, ela fala a verdade, trata-se de uma pessoa &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sereníssima&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;. &lt;b&gt;Só Por Hoje&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; fiquei até mais tarde na &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Fábrica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;, &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Há Tempos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; não fazia extra, ainda mais nessa &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Metrópole&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; que está &lt;personname productid="em Mil Peda￧os." w:st="on"&gt;em &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Mil Pedaços&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/personname&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Preciso passear, &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Os Barcos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; ancorados me deram ânimo. Senti o &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Vento no Litoral&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;apenas uma vez, dei azar, estava chovendo. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;As Quatro Estações do Ano&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, fui na errada, deveria ter ido &lt;personname productid="em Uma Outra Esta￧￣o." w:st="on"&gt;em &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Uma Outra Estação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/personname&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Geração Coca-Cola&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; acabou. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O Reggae&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; não era &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;A Dança&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; preferida na época, gostavam de uma &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Química&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; mais pesada. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Conexão Amazônica&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; era a porta de entrada. Passava por &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sete Cidades&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; antes de chegar a &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Maurício&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: blue;"&gt;Eduardo e Mônica&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Tinha até alguns &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Índios&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;envolvidos; &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Quase Sem Querer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, é verdade. Estavam &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Perdidos no Espaço&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Clarisse&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;avisa: &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Por Enquanto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, só aos &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Meninos e Meninas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. -&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“cuidado na &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Travessia do Eixão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Mariane&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;não estava com o &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Daniel na Cova dos Leões&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, preferiu a companhia de &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Andrea Doria&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;, &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Os Anjos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; são testemunhas. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O Mundo Anda Tão Complicado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, não há mais amizade entre &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Pais e Filhos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;A Tempestade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; de inimizades e o &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Tédio (com T bem grande para você)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; contribuem para isso. Não conheço &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Angra dos Reis&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, mas já a desenhei várias vezes com um pedaço de &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Giz&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Mais do Mesmo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; amor é o que necessito, vou até &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;A Fonte&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; para encontrá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Que País é Este&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, onde existe um &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Teorema&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de paz? &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O Descobrimento do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;foi em 1500, os portugueses avistaram o monte Pascoal, e não o &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Monte Castelo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, desde então buscaram o &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Petróleo do Futuro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Eles foram &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;As Flores do Mal&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; para muita gente. &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;A Montanha Mágica&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; era certeza de riqueza, foi uma correria em busca de lucro e não de justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tenho uma idéia, &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Vamos Fazer um Filme&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Já fiz um em que o &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Faroeste Caboclo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;era&lt;b&gt; &lt;/b&gt;cantor de &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Música Urbana&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;,&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Eu Era um Lobisomem Juvenil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; que trabalhava na &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Central do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; Nesta nova trama, &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Marcianos Invadem a Terra&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, cortam as &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Plantas em Baixo do Aquário&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e vão embora. Haverá uma chuva de &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Metal Contra as Nuvens&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, são as aeronaves dos marcianos que passeiam pelo céu a caminho de casa. Não é um filme de guerra, é uma &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Comédia Romântica&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. O &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Dado Viciado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; não é um perdido, é apenas mais um dos &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Soldados&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Uma &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Perfeição&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, nada de morte, dor, fome ou tristeza. O nome do filme? &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Depois do Começo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ah! Quase esqueci de falar onde passará o filme, será naquele lugar de nome estranho: &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O Teatro dos Vampiros&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Eu vou, depois eu falo &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Se Fiquei Esperando o Meu Passar&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-3323085163275838024?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/3323085163275838024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/03/prosa-legionaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3323085163275838024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3323085163275838024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2011/03/prosa-legionaria.html' title='Prosa legionária'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-5169914535131875944</id><published>2010-09-24T11:30:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T11:30:31.885-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Machado de Assis e a escravidão</title><content type='html'>Educar é um delicioso desafio.&amp;nbsp;E aprender também deve ser. É a Educação que desafia e constrói que possibilita a constituição de seres pensantes. E são estes seres que conseguem encontrar perspectivas dentro de um mundo&amp;nbsp;que não parece oferecê-las senão enquanto discurso.&amp;nbsp;É a educação que possibilita o pensar e portanto o ser que permite ao indivíduo constituir-se como cidadão, visualizar um mundo maior do que aquele que lhe foi dado. E é esta Educação que permite ao professor ampliar seu mundo também. &lt;strong&gt;Thiago&amp;nbsp; Leonardo de Sousa&lt;/strong&gt; sempre me ensinou muito sobre seu mundo, suas aflições e sobretudo, sobre seus ideais. Ele encarou o desafio de tratar um texto literário como documento histórico com seriedade. E o resultado do desafio que propus e ele aceitou, foi uma paixão: este jovem apaixonou-se pela Literatura, disciplina irmã da História. E hoje, o artigo que segue, é o resultado de alguns meses de pesquisa deste jovem historiador e educador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;strong&gt;Dialética da escravidão: Um olhar de Machado de Assis.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 8pt; line-height: 150%;"&gt;Thiago Leonardo de Sousa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Resumo: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Através da analise de &lt;i&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/i&gt;, obra de Machado de Assis, se busca traçar o olhar que este autor direcionou a uma das dialéticas do sistema escravista, sendo as contradições entre o escravo e o senhor, e como seus escritos trazem a gênese da discriminação e segregação vividas hoje, pelo expoente que brotou deste processo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Palavras-chave:&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Machado de Assis, escravidão, dialética.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Vários escritores da literatura brasileira trataram da questão da escravidão, e em seus mais diversos aspectos, costumes, questões econômicas, questões sociais, Machado de Assis contribuiu de maneira significante para a apresentação deste quadro. Sendo descendente de negro e criado no Morro do Livramento, área periférica do Rio de Janeiro, Machado sentiu na pele, o que é ser este negro e a lutar por uma ascensão social. Neste artigo trataremos da visão da dialética entre senhores e escravos presente na obra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Memória Póstumas de Brás Cubas&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Dialética porque trata de antagônicos, onde a tese produzida pela classe dominante entra em choque com a antítese dos elementos que compõem a sociedade e sendo esta por sua vez a própria síntese gerada. Dialética também por trazer a contradição da visão de inferioridade de quem na verdade constrói a economia, seja como mão de obra, seja como mercadoria. Por ser um plano visando riquezas, mais que em sua própria estrutura trouxe miséria, e fome no pós-escravismo, quando o escravo é alforriado vem no pacote sua exclusão social. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt;"&gt;Na acepção moderna dialética: é o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em permanente transformação. (KONDER, 1990, p.8)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Voltemos a Machado, esse desejo de ser reconhecido e de se estabelecer como personagem importante da história da literatura, propiciou a Machado o contato com as duas realidades distintas, a da marginalização ao sentir na pele as contradições do seu cotidiano quando ainda era chamado Machadinho e criado pela sua Madrasta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Maria Inês, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;que o ensinou seu primeiro oficio de vender doces. E como escritor aclamado coabitando com a elite intelectual da época representada pela &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;à sociedade Lítero-humorística petalógica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Desembocando na fundação da academia brasileira de letras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O livro &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/i&gt; é lançado no ano de 1881, onde o autor vai trabalhar estas duas realidades, senhor versos servo, o primeiro partir da boa vida levada pelo protagonista Brás Cubas, jovem burguês, descomprometido, desejoso de status porem desde que não cause muito esforço, determinista, acredita uns nascem para glória e outros para servir e ou fracassar. O segundo na figura de Prudêncio, escravo que acompanha nosso protagonista desde o seu tempo de criança até a alforria dada pelo pai de Brás. Machado vai trabalhar esta questão a partir do ponto de vista da elite, o olhar que era lançado para tratar da questão do negro, passa pela concepção de mundo do senhor, como ele enxerga este negro, o entendimento cultural do negro a partir da visão do outro, o que foi característico deste tempo histórico, onde não havia sido dada voz aos excluídos podendo ser representada pela música &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Palmares&lt;/i&gt;, do álbum &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Povo Brasileiro&lt;/i&gt; da Banda Natiruts. “A cultura e o folclore são meus, mas os livros foi você que escreveu [...] perseguidos sem direitos nem escolas como podiam registrar as suas glórias, nossa história foi contada por vocês e é julgada verdadeira como a própria lei.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Machado trata da escravidão em diversos fragmentos, da obra analisada, e por conta de ser a visão do dominador não coloca o negro em uma apoteose guerreira, como os contos dos quilombos com insurgências negras contra os senhores, ou mesmo a imposição cultural feita pelos negros em 1809, em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, mais sim como um elemento que compõe as contradições de uma sociedade que passava por um processo de transformação, ou seja, o período em que campanhas abolicionistas e movimentos republicanos eclodiam na sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Período em que a sociedade decide quem pode fazer parte de sua constituição, e exclui os demais na peculiaridade de ser humano, mas mantém a característica de mão de obra com futuro incerto, em concordância com Darcy Ribeiro que fala sobre a sorte incerta, já que a princípio são tratados como mercadoria, no ato da compra e venda porem depois em posse dos senhores ficava as duvidas sobre quantas funções diferentes poderiam surgir a este “possuído”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Configuração social que institui comportamentos, determinando valores, criando hierarquias entre os senhores, a quem ser livre traz a significância da posse como primeiro elemento, e que na infância já se educam para agirem e pensarem de forma sádica e tirânica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt;"&gt;Nascem, criam-se e continuam a viver rodeado de escravos, sem experimentarem a mais ligeira contrariedade, concebendo exaltada opinião de sua superioridade sobre as outras criaturas humanas, e nunca imaginando que possam estar em erro (FREIRE, 1987, p. 337).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Esse sentido de posse por parte do senhor vem se justificando a partir de questões religiosas, com afirmações do tipo, “o negro não tem alma” ou “devemos dotar este negro dos bons costumes cristãos”. De denominações cientificas, onde as correntes filosóficas, como o determinismo, o positivismo, e o evolucionismo, acabam por gerar múltiplas interpretações, e de preferência servindo a classe dominante, como no caso de Herbert Spencer e a criação do Darwinismo Social, com sua celebre frase “sobrevivência do mais apto”, (STRATHERN, 1998, p. 41). Ou por fim as questões jurídicas de direito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm -0.05pt 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O que atuou eficazmente em todo esse período de construção do Brasil como Estado autônomo foi um ideário de fundo conservador; no caso, um complexo de normas jurídico - políticas capazes de garantir a propriedade fundiária e escrava até o seu limite possível. (BOSSI, 1992. p. 179)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Retornando a questão das teorias evolucionistas como justificativa, figura um capitulo intitulado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Borboleta preta&lt;/i&gt;, onde através de uso simbólico, Machado expões como os donos de escravo justificavam seu papel social, a inferioridade do negro é motivo predominante para que se escravize.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esta inferioridade vem desde o nascimento e das características herdadas ao nascer. Todos agem predeterminados, em concordância com seu tempo e as relações sociais que o cercavam. &lt;span style="background: yellow; mso-highlight: yellow;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Na dia seguinte, [...] entrou no meu quarto uma borboleta, tão negra [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. [...] negra como a noite. [...] Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. [...]. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;— Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;E esta reflexão, [...], me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. [...] Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última idéia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as próvidas formigas... Não, volto à primeira idéia; creio que para ela era melhor ter nascido azul. (ASSIS, 1997, p. 79)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No capitulo o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vergalho&lt;/i&gt; Machado continua a elaborar acerca do determinismo e avança para a questão do escravo urbano e o reflexo de uma escravidão além da senzala&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;, uma escravidão interna que transformava, acabava por gerar uma submissão desse negro que mesmo liberto ainda mantinha uma identificação e uma especie de gratidão ao senhor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;. Assim desprovido da capacidade de identificar no negro uma matriz comum a sua, desejoso de compor a parcela social expoente do poder, muitas vezes quando em liberdade repetiam as mesmas condições a que foram submetidos na escravidão, não havia a reflexão de sua parte sobre a injustiça e sim uma repetição de tratamento recebido. Acreditando que ao se colocar como carnífice do outro, como se colocaram a ele em tempo de cativeiro, tentando se tornar parte da sociedade que o excluía, buscava o status do que, ideologicamente, se considerava superior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[..]Interrompeu-mas um ajuntamento; era um preto que vergalhava outro na praça. O outro não se atrevia a fugir; gemia somente estas únicas palavras: — “Não, perdão, meu senhor; meu senhor, perdão!” Mas o primeiro não fazia caso, e, a cada súplica, respondia com uma vergalhada nova.[...] Parei, olhei... Justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? Nada menos que o meu moleque Prudêncio, — o que meu pai libertara alguns anos antes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Cheguei-me; ele deteve-se logo e pediu-me a bênção; perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;— É, sim, nhonhô.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;— Fez-te alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;— É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, enquanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;— Está bom, perdoa-lhe, disse eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;— Pois não, nhonhô. Nhonhô manda, não pede. Entra para casa, bêbado! (ASSIS, 1997, p.131)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Machado continua a reflexão sobre como a reação de Prudêncio é reflexo dos castigos que o próprio Cubas dirigia a ele, porém sem remorsos chega a ironicamente justificar seus atos e de Prudêncio, de acordo com os moldes da sociedade, age como se espera que se façam os senhores, sendo livre faz aquilo permitido a qualquer pessoa em sua condição, adiquire escravos, e conforme aprendera, seu igual, em tempos anteriores, era agora menos que ele, era objeto e não uma pessoa, imputa ao seu cativo o mesmo mal de que padecera em tempo de escravo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Logo que meti mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo gaiato, fino, e até profundo. Era um modo que o Prudêncio tinha de se desfazer das pancadas recebidas, — transmitindo-as a outro. Eu, em criança, montava-o, punha-lhe um freio na boca, e desancava-o sem compaixão; ele gemia e sofria. Agora, porém, que era livre, dispunha de si mesmo, dos braços, das pernas, podia trabalhar, folgar, dormir, desagrilhoado da antiga condição, agora é que ele se desbancava: comprou um escravo, e ia-lhe pagando, com alto juro, as quantias que de mim recebera. Vejam as sutilezas do maroto! (ASSIS, 1997, p.132)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ainda nos termos de justificação, Machado se utiliza da figura do Cotrin, Cunhado de Brás Cubas, para demonstrar que a analise feita destes homens, que se beneficiavam do modelo escravocrata, se baiseia na condição de homens de seu tempo e agiam conforme a sociedade lhes imputava, em um determinismo do qual não se escapa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Como era muito seco de maneiras tinha inimigos, que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste particular era o de mandar com freqüência escravos ao calabouço, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais. (ASSIS, 1997, p.198)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT;"&gt;Estas realidades coexistiam na mente de Machado, questões que permeavam o relacionamento, em um espaço geográfico comum, mais em ideais de mundo muito distantes, pois se de um lado um aprende desde de pequeno a inferiorizar o diferente, o outro aprende, com valores forjados a se submeter ao outro. Essa não compreensão mutua, de artistas que compoe uma mesma realidade, mesmo que em papéis tão descrepantes um dos outros, acabou por gerar processos de inferiorização visto até hoje.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas, mas sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos. (RIBEIRO, 2008. p.16)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Vários elementos como a falta da composição de uma identidade étnica pelos escravos, o agrupamento em torno de um ideal comum e a gestação de uma resistência que faça valer os direitos de liberdade “conquistada”, somados aos modelos de justificativa da escravidão e que hoje justifica o preconceito, já que as ideologias sobreviveram através de outras mascaras, terminologias e formas de expressão, que associam ao negro qualquer mazela, sem citar a grande quantidade de piadinhas infames. Acaba por gestar uma sociedade que mediante interesses econômicos, continua a se esforçar por manter a sociedade nesta contradição entre desenvolvimento e exploração, Tudo em nome da mais velha do que boa manutenção do poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Bibliografia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;ASSIS, Machado. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Memória Póstumas de Brás Cubras&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;______&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Pai contra a Mãe&lt;/b&gt;. In._____. Relíquias da Casa Velha. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000107.pdf Acesso em 23/03/2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: TimesNewRomanPSMT; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;BOSI, Alfredo. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Dialética da colonização: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A escravidão entre dois liberalismos,&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; mso-ansi-language: PT;"&gt;KONDER, Leandro. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O que é Dialética. &lt;/b&gt;25. ed. São Paulo: Brasiliense, 1990.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;FAUSTO, Boris. &lt;b&gt;Historia do Brasil&lt;/b&gt;. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Fundação para o Desenvolvimento, 1996. p. 142-152.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;FREYRE, Gilberto. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Casa-grande e Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal,&lt;/b&gt; 25. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. p. 409-461.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Darcy_Ribeiro" title="Darcy Ribeiro"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; mso-ansi-language: PT; mso-ascii-font-family: Arial; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;RIBEIRO, Darcy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; font-family: 'Arial','sans-serif'; mso-ansi-language: PT;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_povo_brasileiro" title="O povo brasileiro"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; mso-ansi-language: PT; mso-ascii-font-family: Arial; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;O povo brasileiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; font-family: 'Arial','sans-serif'; mso-ansi-language: PT;"&gt;: a formação e o sentido do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; font-family: 'Arial','sans-serif'; mso-ansi-language: PT;"&gt; São Paulo: Companhia das Letras, 1995.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Darcy_Ribeiro" title="Darcy Ribeiro"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; mso-ansi-language: PT; mso-ascii-font-family: Arial; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;RIBEIRO, Darcy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Sobre o obvio. In._____&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; Políticas Públicas sociais e os desafios para o jornalismo. &lt;/b&gt;São Paulo; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cortez, 2008.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;STRATHEN, Paul. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Darwin e a Evolução em 90 minutos. &lt;/b&gt;Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; mso-ansi-language: PT;"&gt;SANTOS, José Rufino dos. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O que é Racismo.&lt;/b&gt; 5.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt; ed.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Arial','sans-serif'; mso-ansi-language: PT;"&gt; São Paulo: Brasiliense, 1982.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;TRÍPOLI, Mailde J. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Machado de Assis e a Escravidão. &lt;/b&gt;Disponível em http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2008/ju408_pag02.php, Acessado em 29/03/2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;MORAES, Renata Figueiredo&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;. Pai contra a mãe: a permanência da escravidão nos contos de Machado de Assis&lt;/b&gt; Disponível em &lt;a href="http://www.labhstc.ufsc.br/ivencontro/pdfs/comunicacoes/RenataMoraes.pdf"&gt;&lt;span style="color: windowtext; mso-ascii-font-family: Arial; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;http://www.labhstc.ufsc.br/ivencontro/pdfs/comunicacoes/RenataMoraes.pdf&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Acessado em 29/03/2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-5169914535131875944?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/5169914535131875944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/09/machado-de-assis-e-escravidao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5169914535131875944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5169914535131875944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/09/machado-de-assis-e-escravidao.html' title='Machado de Assis e a escravidão'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7509561015207753835</id><published>2010-08-25T13:11:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T13:11:20.594-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Blog de Lingua Portuguesa</title><content type='html'>Queridos e queridas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Profa. Eleandra Lelli criou um blog para divulgar textos e discussões a respeito da Lingua Portuguesa. Confiram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdaprofessoraeleandralelli.blogspot.com/"&gt;http://blogdaprofessoraeleandralelli.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7509561015207753835?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7509561015207753835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/blog-de-lingua-portuguesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7509561015207753835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7509561015207753835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/blog-de-lingua-portuguesa.html' title='Blog de Lingua Portuguesa'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-225267493061066050</id><published>2010-08-25T12:48:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T12:50:31.358-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Utopia da educação 7</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Utopia da Educação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Lauber Machado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Utopia é a teoria de um estado perfeito, onde todos vivem em harmonia e trabalham pelo bem comum. Essa ilha imaginaria foi relata por Thomas Morus no século XVI e até hoje ainda se busca o modelo de sociedade ideal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como seria a Utopia da Educação, o modelo ideal que atinja todas as expectativas esperadas na educação, no ensino escolar, levando em consideração o modelo de sociedade que temos hoje. Vou relatar como seria uma instituição de ensino que atingi todos os níveis educacionais esperados por nossa sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Felix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felix (significa feliz em Latim), é uma instituição de ensino publica onde todos são responsáveis pela sua conservação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Felix a parte administrativa trabalha junto com a pedagógica, onde não existe hierarquia, a forma de gestão predominada é a horizontalidade. Ela tem maior autonomia com formas de administrar mais flexíveis onde o professor também é um gestor no processo educativo. Ela tem a autoridade com base na competência de todo os envolvidos na gestão da escola antes que pela lei, com isso os seus interesses não ficam barrados em questões burocráticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O professor na Felix não é um simples transmissor de conhecimento, ele é um produtor de conhecimento ou um mediador dele, ele aprende junto com o aluno, buscando o seu desenvolvimento. Mas ele não trabalha isoladamente, sempre procura discutir com seus colegas de profissão para que juntos busquem soluções para os problemas comuns.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Felix é uma organização construída socialmente, é aberta para o mundo exterior mantendo uma relação com a sociedade para resolver problemas comuns entre todos, onde as decisões não se separam, ficam no mesmo nível. Dessa maneira consegue fazer com os pais dos alunos fiquem sabendo do desenvolvimento dos seus filhos. Os pais vão sempre a escola conversar com os professores, ver se existe alguma dificuldade que possa ser resolvida por eles. Mas o papel dos pais começa mesmo antes dos filhos terem idade suficiente para entrar na Felix, ainda crianças os filhos já recebem apoio dos pais, com leituras e programas culturais. A Felix disponibiliza livros infantis que são de toda a sociedade e quem pega um livro tem um prazo para devolver, e deve devolver no mesmo estado que pegou, ao contrario terá que pagar pelo dano, e esse dinheiro é destinado na compra de mais livros. Foi uma formar eficiente que a Felix encontrou de conservar melhor seus livros e ampliar sua biblioteca, com isso, é sempre alto o desempenho dos alunos da Felix.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Felix sempre busca formar cidadãos ativos, com consciência social, com habilidades cognitivas para pesquisar, escolher, desenvolver idéias próprias etc. Alem de tudo ela prepara o aluno para o mercado de trabalho com capacidade de ajustar-se a novas situações. Nela tem pessoas te todos os tipos, tanto social como cultural, com isso ela não padroniza as atividades, pelo contrario, ela incentiva o trabalho em equipe promovendo oportunidades variadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse bom desenvolvimento dos alunos esta ligado ao professor, a Felix da um grande suporte aos professores e os alunos só aprendem bem com professores que aprendem bem, porque sem ele não é possível fazer nenhuma inovação nessa instituição, tudo que a Felix faz passa pelo professor. Dessa maneira o professor da aula daquilo que produz não daquilo que copiou, porque quem não pesquisa não tem nada para ensinar. Com isso os professores são valorizados, podem contar com a instituição no momento que precisarem, são verdadeiros pesquisadores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os envolvidos na gestão e administração educacional da Felix dividem responsabilidades, conjugam esforços, criam condições favoráveis nos procedimentos educacionais, através de planejamentos, avaliando constantemente as ações desenvolvidas, buscando melhoria por toda a instituição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado disso é uma sociedade mais humana, que se importaria com o próximo, mais justa, sem individualismo, todos trabalhariam pensando no próximo, porque só se consegue o bem que faz o bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-225267493061066050?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/225267493061066050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/225267493061066050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/225267493061066050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-8.html' title='Utopia da educação 7'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-3503597798514237511</id><published>2010-08-25T12:45:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T12:50:08.162-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Utopia da educação 6</title><content type='html'>Queridos e queridas, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Das Terras de Paideia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Priscila Miranda Caetano&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dia levantei sedento de novas aventuras, sempre fui peregrino, nunca tive casa minha, nem nunca me apeguei a nada desta vida. Sempre olhei o mundo ao meu redor e nunca me conformei com a desigualdade, ricos cada vez mais ricos, pobres cada vez mais pobres, o egoísmo humano alcançando níveis inimagináveis, cada um se preocupa apenas consigo mesmo e com seus próprios interesses, decidi me afastar de tudo, resolvi me isolar do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao porto de Santa Luzia e logo avistei um barco velho, todo desgastado, mas algo de muito especial senti naquela modesta embarcação, curioso comecei a me aproximar e logo veio ao meu encontro um homem de barbas cumpridas, semblante cansado, mãos e pés calejados, mas com um belo sorriso no rosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ajudá-lo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atônito com a estranha alegria do velho mal consegui pronunciar palavra e ele continuou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que estás tão assustado? Tenho boas novas para você. Já o esperava, nossos destinos estão ligados, temos uma longa jornada pela frente, entre logo precisamos partir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que a primeira vista acabara de encontrar o sujeito mais maluco que já cheguei a conhecer, mas a sua loucura me pareceu tão convicta e racional que sem pensar entrei... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a navegar e enfim consegui dizer minhas primeiras palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para onde estamos indo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pensei que não me perguntaria nunca! Exclamou o velho homem... Estás à procura de aventura? Pois terás a sua aventura... Estamos indo a uma terra nunca antes conhecida, tão distante quando o final de tudo... Uma ilha de beleza incomparável e habitantes interessantíssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de meses de viagem, finalmente avistamos a ilha, ao nos aproximarmos muitas pessoas vieram à praia nos receber. A Ilha se chamava Paideia, era realmente fascinante a beleza do lugar, mas o que mais me impressionou foi a calorosa recepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos à cidade chamada Das Cachoeiras, fomos levados até o prefeito, que prontamente nos recebeu. Descobri então que o velho do barco era um paideiense, o prefeito o cumprimentou com muito respeito e pediu-lhe que apresentasse a sua visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este é o homem escolhido pelo destino para contar ao mundo nossa história, enfim o encontrei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que notícia maravilhosa! Exclamou o prefeito em grande vibração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De que destino falas? Que história é esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma meu jovem... Terás muito tempo para descobrir este lugar! Respondeu-me o prefeito com um enorme sorriso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da prefeitura, comecei a passear pela praça da cidade, avistei logo um grande parque com muitas crianças brincando e espaço muito amplo onde os jovens praticavam todos os tipos de esportes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho então me contou que aquele era o horário de lazer para os habitantes da cidade, o fim de semana era sagrado para eles, descansavam e procuravam praticar esportes, pois o corpo era considerado o bem material maior. Ninguém trabalhava mais do que era necessário, todos viviam muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o indaguei sobre a tal história que a pouco falara, história que já despertava minha curiosidade de uma maneira muito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho começou então a falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há três décadas, Paideia vivia em caos total, os políticos corruptos se proliferaram no poder, instruídos por um único homem, que chegou a Paideia com boa oratória e grande carisma, conquistando a todos com suas palavras. Descobrimos tarde demais que eram palavras vazias, jogadas ao vento, sem nenhuma verdade ou lealdade. Desenvolveram um sistema político de fachadas e manipulações, nomeando ministros preocupados apenas com seus cargos e o quanto poderiam ganhar com eles. Entre estes ministros, o pior de todos foi o da Educação, ele instituiu nas escolas um sistema de gestão e metodologia ditatoriais e totalmente sem base educativa. Diminuíram o salário dos professores, diretores e funcionários, atando-lhes as mãos com conteúdos prontos e os proibindo-lhes de sair do “programa” instituído por estes homens. Isto para nós significou a grande ruína, sempre aprendemos que o conhecimento é poder, que o conhecimento é liberdade, o produto de tudo isto foi enfraquecimento e escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alienação tomou conta das pessoas, que para sobreviverem trabalhavam muito e ganhavam pouco, os mais desafortunados nem trabalhar conseguiam e a nossa sociedade mergulhou na fome e na miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faculdades eram apenas para os ricos que descendiam ou tinham alguma ligação com a política. As vagas públicas foram restringidas por meio de processos seletivos de nivelamento muito acima do que ofereciam nas escolas, assim somente os que tinham educação particular na maioria das vezes ocupavam as vagas. Nosso povo era destruído aos poucos, recebiam migalhas e não conseguiam exercer com valor a democracia que naquele momento tinha sentido oposto, significava prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que aconteceu? Como superaram essa realidade? Perguntei ansioso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nenhuma mudança acontece se as pessoas não reagirem, dizem que as grandes revoluções partiram de iniciativa estudantil... Alguns jovens pobres freqüentadores dessas escolas resolveram se manifestar, liderados por um homem de trinta anos chamado Petter. Uma grande comitiva saiu às ruas para protestar, pararam seus afazeres e começaram a discursar nas praças, a chamar a população para refletirem sobre sua realidade, para unirem-se e exercerem com competência seu direito a democracia e a liberdade. A popularidade desse grupo tanto cresceu que nas eleições seguintes, lançaram Petter candidato, sua vitória foi esmagadora e novamente a população saiu pelas ruas agora para levá-lo até a prefeitura e ver sua posse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas depois que se apossou do cargo não se acomodou também? Perguntei desconfiado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito pelo contrário, a primeira coisa que fez foi acabar com o sistema de conteúdos prontos e padronizados nas escolas. A segunda foi aumentar significativamente os salários de todos os membros da escola, valorizando a profissão de professor como deve ser valorizada, já que ensinar é tarefa acima de tudo nobre. Motivando assim os funcionários e eliminando os acomodados que não tinham compromisso com a educação de qualidade. A terceira e não menos importante foi promover um grande evento para reunir os alunos e os que tinham se afastado da escola para a inauguração do Dia do Saber, data que se tornou feriado nacional, comemorado todos os anos com muita festa e atividades educativas de todas as espécies. Neste grande evento, muitos mestres de todos os campos de conhecimento palestraram sobre temas universais, sobre conceitos que todos a partir daquela data deveriam adotar, estavam todos finalmente livres! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquela data histórica, passamos a viver de fato a liberdade que ansiávamos e pela qual lutamos bravamente. Nas escolas, os professores usavam de diversos métodos para trazer à realidade de seus alunos todos os conteúdos que aprendiam, passaram a promover fóruns de debates sobre política, economia, ciência, meio ambiente etc. Todos tinham direitos iguais e eram motivados a desenvolver seu pensamento crítico, a pensar na sociedade em que estavam inseridos e o que poderiam fazer para melhorá-la sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos passaram a conhecer a si mesmos e a suas realidades, conquistaram o poder de pensar, de saber e de ansiar por conhecer mais, por aprender com tudo o que estava ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta data, os lazeres voltaram para o cotidiano das pessoas, aos finais de semana todos procuramos praticar esportes, freqüentamos também teatros, cinemas e shows, que estão ao alcance de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a semana começa, o estudo é a primeiro dever e o maior dos direitos, o tempo de estudo e trabalho são balanceados de maneira a ressaltar a importância de ambos, ninguém trabalha por um tempo que o faça se cansar para os estudos e ninguém estuda por tempo exagerado que o faça sedentário. Muitos cidadãos que tinham abandonado a escola por motivos diversos, depois disto voltaram para as escolas e eram incentivados a conhecer, eram ensinados que o conhecimento os tornava livres e prósperos, que os capacitava para trabalhar e para viver com qualidade e mudar seus próprios destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que incrível... Suspirei emocionado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ouvir esta história e de passar alguns maravilhosos meses em Paideia, estou agora a escrever não simplesmente sobre o que os meus ouvidos ouviram daquele modesto senhor, mas relato-vos o que contemplei, tive a certeza que a maior realização de um povo é a Educação, passei dias inteiros refletindo sobre o porquê “minha terra” também não pode experimentar essa revolução, abrindo suas mentes para viverem a vida plenamente, o homem existe para pensar, isto o diferencia do resto dos animais, fomos criados para mudar o mundo, fomos criados para crescermos e atingirmos nossos ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento é poder, precisei ir longe para enxergar o resultado disto, numa sociedade onde o saber é valorizado, onde o expressar-se é direito de todos, onde a manipulação não cega as pessoas, onde a democracia funciona, onde todos têm a visão da posição que podem atingir e o que precisam fazer para isso, num lugar onde a acomodação não é proliferada, onde os “panos quentes” são tirados, onde o ensinar e o aprender são valorizados, onde não há conformismo, onde há esperança de um futuro diferente, onde existe ideal e luta, neste lugar há liberdade, há plenitude, há homens e mulheres que encontraram sua verdadeira essência, seu verdadeiro sentido de viver, sua real identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das terras de Paideia voltei para mudar, trazer até o maior número de pessoas o verdadeiro conceito de Educação, de conhecer a si e ao mundo, de encontrar um sentido para sua própria existência, de lutar por seus direitos e cumprir seus deveres, de abandonar a visão de que não existe mais solução para a “coisa”, de que tudo é perdido. A Educação transforma, o conhecimento é liberdade e o pensar é o caminho! Esta é minha missão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-3503597798514237511?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/3503597798514237511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3503597798514237511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3503597798514237511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-7.html' title='Utopia da educação 6'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-1972008549194984880</id><published>2010-08-25T12:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T12:41:24.442-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Utopia da educação 5</title><content type='html'>TUDO PODE MUDAR, BASTA QUERER!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elisabete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou em uma linda manhã de segunda-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá estava eu, uma garotinha desengonçada, de 11 anos, acordando com o som do meu despertador, eram seis e meia da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acreditei que a noite tivesse passado tão rápido. Veio a mente Dona Enriqueta, logo ela na primeira aula desta segunda-feira. Dona Enriqueta era bem velhinha, com óculos fundo de garrafa, quase ceda coitada, com um birote enorme em sua cabeça branca, muito chata, desatualizada, desde que a conheci na 4ª série ela insiste em dar o mesmo conteúdo, só que agora já estou na 6ª série e continuo vendo “oxítona, paroxítona, proparoxítona, ditongo, hiato...”, e nem se quer nos passou as mudanças ortográficas que foram implantadas no início do ano...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não bastando a chatice de suas aula, sua tirania era total, nem os mosquitos se atreviam a entrar na sala, o silêncio era total, parecia até que ouvia nossa respiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora do intervalo era outra tortura, crianças se espancando, xingando-se, correndo, derrubando nossos lanches, nos empurrando, eu odiava, me escondia em um cantinho bem escondido atrás do ginásio para comer e não ser perturbada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nesta escola não há organização, na secretaria ninguém informa nada, pois sabem menos que nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os muros, paredes, portas e janelas, já faz tempo que não vêem um tinta, os portões de entrada todos enferrujados e mau fecham direito, possibilitando a fuga dos mais levados por entre as frechas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Organizando meu material, lembrei-me que no segundo período terei aula de geografia com o professor Adolfo, um pobre coitado, embora carregue diversos diplomas nas melhores universidades do país, ninguém o respeita, isto porque ele é muito “bonzinho”, todos o satirizam fazendo a continência de nazismo, (“Adolf Hitler”), ele não entendia nada e ainda acha engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É impossível fazer anotações em sua alma, todos conversando, rindo, jogando papeizinhos e giz uns nos outros, mesmo para nós que sentamos nas primeiras carteiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabei de arrumar minha mochila e fui à escola, com uma vontade enorme de sumir, mas não podia, meus pais me matariam, com certeza ficaria um bom tempo de castigo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Distraída com meus pensamentos, tropiquei em uma raiz enorme que havia trincado a calçada. Segui-a com os olhos para saber a qual das árvores pertencera tão grande raiz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não demorou muito, logo a avistei, ela era linda, gigantesca, sua copa sumia entre as nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti-me atraída por aquele ser tão exuberante, fui direito ao seu encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando fiquei embaixo da árvore, meus olhos não acreditavam no que viam, era muito mais bela, suas folhas e flores tinham cores muito vivas, seu tronco era muito grosso, tentei abraçá-la com meus braços tão pequeninos, mas para poder completar a circunferências, precisaria de mais uns 15 pares de braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao encostar o meu rosto em seu tronco, ouvi barulhos, vozes, risadas e percebi que viam de dentro da árvore, bati no tronco e percebi que este era oco, comecei a circular à procura de uma entrada, mas parecia que nunca conseguiria completar toda a volta, quando notei um sensível relevo no tronco, a cor era diferente do resta, tinha o formato de uma pomba com asas enormes, me encantei e não pude me conter, fui em busca daquela figura magnífica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coloquei umas pedras no chão para poder alcançá-la, finalmente quando consegui, uma frecha se abriu, uma luz muito forte que me cegou e algo me puxou com muita força, senti meus cabelos voando, um vento frio em meu rosto, senti a ponto de meu nariz congelar, parecia estar voando, mas com uma velocidade inexplicável, meu coração batia acelerado, não sabia o que estava acontecendo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subitamente caí de costas em algo macio, abri os olhos e me deslumbrei com a beleza que estava ao meu redor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O céu azul cheio de pássaros coloridos, um sol maravilhoso, muitas árvores e comecei a sentir um perfume maravilhoso que vinha do jardim de flores que haviam amortecido a minha queda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia flores de todos os tipos, cores e tamanhos, me levantei, recolhi os meus livros e cadernos e olhei para todos os lados para descobrir aonde eu poderia estar para encontrar o caminho de volta para a escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para meu desespero e angústia, não conhecia nada, estava ficando com medo, quando comecei a ouvir vozes de crianças, segui aquele som e cheguei a uma trilha, logo adiante avistei um grupo de meninas e meninos com uniforme de escola, com cadernos e livros nas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corri para alcançá-los, quando estava a poucos metros chamei-os, eles viraram para trás e vieram ao meu encontro. Achei estranho, pois parecia que me conheciam, e me conheciam mesmo, isso porque uma das meninas chamou-me pelo nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Belinha, onde estava, achávamos que não iria à escola, apresse-se estamos atrasados! O sinal irá tocar em alguns minutos. E puxou-me pelo braço, sem entender nada, me deixei levar, no final da trilha lá estava, uma espécie de prédio com características de casarão, enorme, com cores azul, branco e detalhes em relevo de livros, de lápis, de borrachas por todas as paredes, não havia pichações, tudo muito bem conservado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na frente do prédio havia um jardim muito florido, cheio de borboletas e beija-flores, entre os jardins haviam vários caminho, onde ficavam algumas mesas cobertas com vários estudantes com livros lendo e fazendo lição, estudando em grupo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do lado esquerdo do prédio havia quatro quadras, que eram utilizadas para a prática de vários esportes, basquete, vôlei, tênis, futebol, atletismo..., do lado direito duas piscinas, uma para os pequeninos e iniciantes na prática de natação e a outra para os maiores onde faziam competições, elas tinham o formato da figura da árvore, ou seja, de pombas com asas enormes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos fundo avistei um galpão enorme, parecia uma fábrica, alguns alunos mais velhos saiam e entravam por uma porta bem grande, todos de uniforme cinza, com sapatos pretos, óculos de proteção e capacete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei curiosa e não hesitei e perguntei se não poderíamos entrar naquela fábrica. Todos me olharam estranhamente e disseram:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que você bebeu no café da manhã, Belinha? E você não sabe o que é?... São as oficinas profissionalizantes para os alunos do colégio, ainda temos muito chão antes de podermos estudar lá, temos que nos contentar com nossas matérias básicas....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sinal tocou, todos se dirigiam calmamente para a porta de entrada, não entendia nada, principalmente a empolgação, não só dos meus “novos/velhos” amiguinhos, mas de todos os alunos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podia acreditar! Como podiam gostar de ir à escola?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei a frente do prédio, me dirigi para o portão de madeira maciça que ficava na entrada, todo trabalhado, fiquei encantada com seu tamanho, era enorme, ao atravessá-lo acessei o corredor principal, foi quando comecei a entender, tudo muito limpo e cheiroso, organizado, não haviam crianças gritando, se espancando, correndo, mau educados, pelo contrário, todos conversando, brincando uns com os outros, andando isso mesmo andando e entrando de forma organizada em suas salas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final do corredor havia uma senhora muito distinta, elegante, simpática, os pequeninos do primário iam na sua direção para abraçá-la e beijá-la, me encantei com seu sorriso e seus lindos olhos azuis, que nos olhavam com muita ternura, parecia até um anjo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das meninas, a Ana, que encontrei na trilha, me puxou o cabelo e me indicou a sala para entrar e me “lembrou” que aquela senhora era a diretora, Senhora Clara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao entrar na sala não acreditei, carteiras arrumadas em filas, muito bem conservadas pareciam recém compradas, limpinhas, a sala cheirava gostoso, tudo limpinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentei ao lado de Ana, fiquei sabendo que a aula seria de Língua Portuguesa, não acreditei, já me veio na mente a tal da Dona Enriqueta e a tal “oxítona, paroxítona...”, mas para minha surpresa a professora da matéria era uma jovem mulher, seu nome era Beatriz, parecia ter uns 40 anos mais ou menos, estava com um vestido colorido, era bonita e muito sorridente, cumprimentou a sala, sentou-se e começou a fazer a chamada, e estranhamente meu nome estava na lista e a professora me conhecia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminada a chamada, a professora Beatriz começou a passar a matéria na lousa, não acreditei, finalmente análise sintática, comecei a ri sozinha, todos me olhavam sem entender nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como Dona Enriqueta não ensinava nada, comecei a estudar sozinha, mas como toda matéria nova, tinha muitas dificuldades, principalmente em análise, fiquei tão feliz, pois agora sim conseguiria entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona Beatriz era muito gentil e paciente, ensinava todos da mesma forma, e tirava dúvidas daqueles que a questionavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei encantada com a aula e a professora. Ah!!... bem que ela poderia ficar no lugar da Dona Enriqueta!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando soou o sinal do intervalo, não quis sair da sala, Ana insistiu tanto que concordei e a acompanhei, mas já estava esperando para o pior, crianças gritando, caindo, se matando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, mais uma vez fui surpreendida, as crianças estavam brincando no ginásio, rindo, se divertindo, os grandes cuidando dos menores, ensinando regras de jogos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No refeitório, tudo muito organizado, as tia da cozinha com luvas e tocas na cabeça serviam aos alunos, Na parede o cardápio com os dias da semana, nas segundas:arroz, feijão, salada de batata com ovos e frango assado; nas terças: macarronada com molho bolonhesa com almôndegas; nas quartas: arroz, feijão, bife com batata frita; nas quintas: arroz, peixe em molho com purê de batata; e as sextas: sopas, ás vezes de palmito, legumes, canja, de feijão.(todas as refeições acompanhavam salada de alface, tomate, sucos naturais, e sobremesas, gelatina, creme de chocolate, pudim, sagu, arroz doce, canjica)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acreditei, na minha escola só tínhamos chocolate com três bolachas de maizena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o intervalo fomos para o segundo período, a matéria era geografia, coincidência demais!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando entramos na sala, o professor já encontrava-se na sala, com um globo em cima da mesa,seu nome era Pacífico muito sério, de óculos, meio calvo, gordinho, de descendência oriental, parecia bravo, nos cumprimentou e nos sentamos. Com o sinal de início do período começou a fazer a chamada, todos em silêncio iam respondendo “presente senhor”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O senhor Pacífico abriu o livro de mapas e começou a nos explicar sobre as demarcações dos territórios, dos países que estavam em conflito, Iran, Iraque, Golfo Pérsico, Kuait, os motivos da guerra, o número de mortos, as destruições das cidades. Explicou-nos que muitos dos conflitos naquela região eram por diversos motivos entre eles a religião, a política, a economia, os poços de petróleo, a disputa pelo controle do poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mostrou-nos um vídeo de crianças que viviam nestes países e fiquei chocada com o que vi, algumas haviam perdido os pais, irmãos, parte de seu corpo, mas o que mais me tocou foi que todos tinham um sorriso enorme em seu rosto, mesmo com tantos problemas, catástrofes, eles se mostravam fortes, com livros nas mãos, com força de vontade de enfrentar todo o caos para chegar a uma pequena sala, sem cadeiras, sem mesa, sem nada, simplesmente se sentavam no chão para ouvir os ensinamentos da professora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao término do vídeo fiquei muito triste comigo, pois embora minha escola não fosse bem o modelo que gostaria, eu tinha uma sala de aula, cadeiras, mesas, professores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos minutos finais estava pensativa, se não estava feliz com minha escola, se não concordava como era administrada, deveria lutar pela mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí da escola com meus pensamentos fervendo, comecei a listar as prioridades a serem reivindicadas, utilizaria como base essa escola o qual gostei tanto, se ela pode ser assim, vou fazer de tudo para que a minha também o seja, quando de repente caí em uma poça de lama, que se abriu abaixo dos meus pés e lá estava eu novamente,voando rapidamente através de uma luz muito forte, caí, senti uma enorme dor no tornozelo, quando abri os olhos lá estava eu no chão, havia tropicado naquela raiz, não acreditei, havia voltado no tempo, olhei o relógio faltavam alguns minutos para o sinal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Corri, consegui chegar a tempo para a aula da Dona Enriqueta, e não é que a aula que ela havia preparado era sobre as mudanças ortográficas!!!!Não acreditei e Pensei essa escola tem jeito, só basta querermos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-1972008549194984880?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/1972008549194984880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1972008549194984880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1972008549194984880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-5.html' title='Utopia da educação 5'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-9024087189997856327</id><published>2010-08-25T12:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T12:34:17.856-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Arte, tradição e modernidade</title><content type='html'>Queridos e queridas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reproduzo aqui texto escrito por Gilmar de Carvalho Para o Diário do Nordeste, de Fortaleza, em 24 de janeiro deste ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre, ele nos possibilita boas reflexões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pesquisador Gilmar de Carvalho realiza uma análise das relações da arte com a tradição, a partir de suas conexões com a mídia e as novas tecnologias&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ponto de partida para se pensar a relação da arte com a tradição é analisar suas relações com a mídia e com as novas tecnologias, num contexto de valorização do mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tradições podem ser pensadas como as práticas de longa duração. Isso não significa que se mantenham à margem das modificações provocadas pela dinâmica da cultura. Pelo contrário, constituem a parte menos vulnerável à tensão das transformações sociais, às mudanças provocadas pelos novos padrões de comportamento, pelas questões de mercado, e pelo impacto das novas mídias e tecnologias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observar e acompanhar essas mudanças pode ser um exercício criativo e complicado nos dias em que vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De certo modo, a tradição vive um impasse: pode ser vista como anacrônica ou conservadora, por muitos, e é compreendida como fator de sedimentação social por outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem juízos de valor, preconceitos ou sem obedecer ao senso comum, vale menos o que se pode deduzir e mais a oportunidade desta discussão na contemporaneidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Partamos do pressuposto de que a tradição não se fecha às influências recebidas, cada vez maiores e de maior impacto sobre crenças, valores, manifestações, saberes, ofícios, celebrações, o que a Unesco achou por bem delimitar como o campo do "patrimônio imaterial".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um importante teórico da Semiótica da Cultura, o ucraniano Iuri Lotman (1922 - 1983), afirmou que "toda obra de arte inovadora é elaborada com um material tradicional".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale ir adiante e pensar as relações da tradição com a mídia e o mercado, com todas as implicações possíveis no campo da economia, da antropologia e da comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mídia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mídia há muito deixou de ser um conjunto de aparatos tecnológicos com a finalidade de difundir mensagens. Esta seria apenas uma de suas funções, talvez a mais evidente e a menos importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se pensar a mídia como o lugar central ou nodal onde a sociedade se pensa e onde decisões são tomadas. Considere-se aqui o campo fértil das ideologias, a explosão demográfica, o processo de urbanização e a facilitação de equipamentos como rádios, televisores, computadores, "smartphones", câmeras digitais, mp3, e teremos uma babel de imagens, sons e material informativo que cria novas teias e novas redes de usuários e produtores, tornando viável a aldeia global antecipada por McLuhan.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impossível pensar a sociedade atual sem o primado das mídias e sem as tecnologias de ponta que avançam, inexoravelmente, numa velocidade que nos deixa atônitos diante das reações que provocam e das situações com as quais nos deparamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tudo muito novo, sem a ancoragem de grandes teóricos, numa abordagem multidisciplinar, onde vamos beber na fonte dos filósofos, dos sociólogos, dos antropólogos e dos semioticistas, com a inserção social de muitas tribos, novos públicos e a consequente ampliação do mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso brasileiro, esta passagem é muitas vezes mais abrupta, quando segmentos marginalizados, com pouco acesso à palavra impressa, são jogados para o universo virtual, sem escalas e sem uma preparação para a aceitação de novos parâmetros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo é que muitas situações são irreversíveis e não adianta lamentar, de modo reacionário, o avanço das tecnologias e das mídias, numa visão mais apocalíptica ou, de outro lado, também não vale festejar esse acesso como conquista ou como panaceia, como pretendem os mais integrados, na visão lúcida de Umberto Eco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos situações curiosas que nos levam a reflexões mais densas nesse campo que envolve vida, cotidiano, arte e trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se partir do pressuposto de que as manifestações que fazem sentido para as comunidades continuarão sendo praticadas, ainda que com fortes mudanças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio aos "iluminismos" de toda ordem, interferências do mercado, da mídia e do impacto das tecnologias, fica difícil manter um ritmo de produção que satisfaça as expectativa de consumidores ávidos por novidades e que atenda ao ritmo de vida, de possibilidades e de superação dos artistas das camadas subalternas, perplexos, como todos nós, diante do frenesi contemporâneo de novas tendências, de superação do costumeiro e de manutenção da "aura" num contexto que se propõe serial, ainda que com as marcas sofridas de seus autores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apropriação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia da tradição artesanal como ponto de partida para a criação ou releitura nas artes plásticas começa a dar sinais de vigor com o fim do academicismo. O desmoronamento do cânone e a falência de um modelo que dava evidentes sinais de desgastes, depois da fotografia, do cinema e de outras técnicas, fez chegar os ideais modernos, ainda que muitas vezes fora de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O modernismo brasileiro trouxe vislumbres do que seria uma "ingenuidade" caipira nas cores e em certa temática de Tarsila do Amaral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso cearense, de modo mais tardio, estes referenciais só entram muito depois, porque esta apropriação da tradição e as bases do que seria uma cultura brasileira, com a valorização do barroco mineiro, da figura de Aleijadinho, e do conceito de miscigenação vai se reforçar com as viagens de Mário de Andrade, com o ideal antropofágico e explode com o Tropicalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos encontrar no jornal literário "José" xilogravuras de Aldemir Martins e Barboza Leite. Sérvulo Esmeraldo corria por fora, aqui, em São Paulo, e em Paris, cortando gravuras, levando o trabalho de Noza e se reforçando como o grande artista que é. Zenon Barreto pintou uma moça que virou cachorra, com visível influência das capas dos folhetos de feira e recorreu a quengas de coco, bilros, e outros materiais menos nobres para fazer esculturas que equivaleriam a uma versão politizada de nossa "pop art".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Tarcísio vai dar o salto em grande estilo. Adérson Medeiros, com a apropriação dos ex-votos, escreve um capítulo importante das artes no Ceará. A parceria de Mariza Viana com Stênio Diniz ainda hoje rende frutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não se trata apenas de colocar a tradição como "motivo" ou recorrer ao que fazem as camadas subalternas para se ter cor local. O modismo e o episódico não se sustentam no campo da arte que assume outro estatuto, o das experimentações das linguagens, que são levadas para outros limiares e o da significação mesma, uma questão filosófica, felizmente sem respostas prontas e acabadas e que têm feito a delícia das polêmicas, provocações e rupturas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada mais falso que "assemblages" de bonecos de barro. Isto se sustenta nestas vitrines de decoração e supérfluo, que acontecem uma vez por ano, para gáudio de decoradores e "peruas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata de dar receitas ou encontrar soluções; mas Espedito Seleiro, "designer" do couro, com sua oficina em Nova Olinda, com a criação de peças para as grifes Cavalera e Triton, faz o percurso inverso e é aceito porque tem competência e talento e não porque é exótico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A família Cândido, que vive e atua em Juazeiro do Norte, parece ter encontrado na modelagem em barro das cenas, "temas" do cotidiano do Cariri, uma síntese, um ponto de equilíbrio entre criação e encomenda, entre tradição e contemporaneidade, atingindo uma aceitação pelo mercado que não implica em perda da força do ofício ou diluição de seus próprios fazeres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Irmãos Aniceto, banda cabaçal do Crato, aliando música e performance (conceito tão caro a Paul Zumthor), parecem "eternos" diante da performance dos mitos Cariri e "clássicos" quando se discute mais uma vez a velha questão do popular um contexto em que a ênfase deveria ser dada à tradição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na outra mão desta vertente, os exemplos são poucos. A tradição é rejeitada e é bom que isto aconteça, na maioria das vezes. Não se pode cair na folclorização da arte. Até mesmo o artesanato precisa de um sopro renovador, que não se faz com os "modelos" da Ceart (Centro de Artesanato do Ceará), mas quando o próprio artista sente a necessidade da superação e tenta responder às cobranças e às exigências do mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "mangue-beat", movimento que agitou a cena cultural pernambucana fez isso bem, mas não se pode fazer isso indefinidamente. Esgotou-se a "fusão", o estranhamento se tornou redundância e acabou aqui num pretenso movimento cabaçal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cearense Efrain Almeida, radicado no Rio de Janeiro, retomou os ex-votos de Zé Tarcísio e Aderson e fez uma nova leitura, em tempos de delicadeza e agressão. Apontavam para endemias que falavam em grupos de risco e antecipavam, o apocalipse. Herbert Rolim também circulou pelo terreno das memórias. Stênio Burgos vai em busca de um sertão encantado e de um litoral ameaçado e faz uma grande pintura, com uma força surpreendente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João Pedro do Juazeiro se supera na escavação de grandes pranchas de madeira industrializada para cortar suas xilogravuras que ganham cores e causam forte impacto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bordado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso leva a uma viagem de volta aos cangaceiros de Aldemir Martins, aos bonecos de sucata de Zé Pinto e às festas do Nogueira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a grande referência desta relação entre o artesanal e a chamada "alta cultura" serão os bordados de Leonilson. Aqui, a tradição cearense do artesanato e da habilidade, construída desde os aldeamentos indígenas, explode com força, lirismo e contundência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os bordados, que dialogam, com as propostas artesanais de Artur Bispo do Rosário, como o manto que usaria para estar diante de Deus, são a mais perfeita tradução destes saberes e fazeres deslocados para um contexto de dor, onde a agonia ganha o estatuto de obra de arte, não pela morbidez, mas pela possibilidade de significar mais do que sugere a nossa vã filosofia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leonilson borda a impossibilidade, como uma Penélope que espera pelo mistério e olha para o infinito. Seu bordado não é desfeito, antes nos enreda nestes fios e nestas tramas de cumplicidade e sedução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda é cedo para saber o que tem sido feito no campo do vídeo-arte, da instalação e de outras propostas contemporâneas. Talvez os artistas jovens tenham uma extrema urgência, talvez o mal-estar porque sabem que viverão de editais e terão muitas dificuldades de acesso ao mercado ou talvez porque seja da essência da arte não ser compreendida e aceita no instante em que é feita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um excessivo narcisismo faz com que a proposta seja associada a fogo e ferro ao artista, preocupado com o próprio umbigo e querendo ser o criador, o curador, o galerista e até mesmo o comprador, leva a uma excessiva fragmentação e a uma impossibilidade de compreensão do que está sendo dito (ou não dito).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale pensar nos grafites de hoje como possíveis pontos de partida para nossa perplexidade diante da exclusão de parte da juventude do mercado de trabalho. Cifrados, eles significam pouco diante do que poderiam representar. Basquiat, Alex Valauri e Weaver Lima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja o momento de questionar a prevalência de um modelo. Se vivemos tempos de diversidade cultural por que a insistência no envelhecimento dos suportes tradicionais? Por que a instalação precisa matar a pintura, o desenho, a gravura e a escultura?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a pluralidade é a palavra-chave e politicamente correta de hoje em dia, talvez seja a hora de aceitar o que venha marcado pela sinceridade, pela consistência de uma proposta e pela seriedade de um percurso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tradição e contemporaneidade não são antagônicas, tampouco duas faces de uma mesma moeda. Parecem mais possibilidades de se olhar o mundo de modo mais rico, mais aberto e menos dogmático. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;GILMAR DE CARVALHO*&lt;/div&gt;ESPECIAL PARA O CADERNO 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Gilmar de Carvalho é jornalista, professor da UFC e autor de livros como "Artes da tradição" e "Mestres Santeiros"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-9024087189997856327?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/9024087189997856327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/arte-tradicao-e-modernidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/9024087189997856327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/9024087189997856327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/arte-tradicao-e-modernidade.html' title='Arte, tradição e modernidade'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-4064513843515422436</id><published>2010-08-25T12:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T12:30:25.453-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Utopia da educação 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi mais um texto da turma de Filosofia da educação, do curso de Letras: para ler e pensar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Terra dos contrários.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Gabriel Seif&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estive passeando por muitos lugares, e conheci tanta coisa por esse mundo que ficaria anos aqui tentando explicá-las sem conseguir alcançar uma descritiva honrosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto o lugar que mais me impressionou, e não poderia deixar de tecer algum comentário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Terra dos Contrários – é este o nome - praticamente igual ao mundo que estamos acostumados, com algum detalhe diferente. Essa terra tem problemas assim como temos aqui, mas lá eles são chamados de soluções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas não pensam em sexo, e podem passar horas conversando e sonhando em encontrar o Amor. O casamento só acontece uma vez na vida. Lá as pessoas ganham dinheiro pra trabalhar e algumas pessoas andam pelas ruas para entregar carros, carteiras, dinheiro e jóias para outras pessoas, e são conhecidas pelo nome de “marginais”. Os “participantes de grupos de apoio” são economistas que ajudam pessoas com algum vício. As instituições de detenção servem para instruir as pessoas que lá ficam por certo tempo, além de banir a ação criminosa dessa terra. A polícia é formada pelos melhores cidadãos dessa terra, já que a proteção e garantia do cumprimento da lei é obrigação de todos os habitantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas são divididas em grupos individuais por características coletivas, e os “emos” são as pessoas que mais fazem piada e dão risada, assemelhando-se aos nossos palhaços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Terra dos Contrários ninguém acredita em heróis, e a esperança morre muito cedo. Eles sempre enxergam a realidade, e aqueles que mantém essa esperança são os políticos vocacionados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Terra dos contrários a música é usada no diálogo e a conversa é a melhor animação de uma festa. Lá os animais são irracionais e os homens usam a inteligência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Terra dos contrários, em casa de ferro o espeto é de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Terra dos contrários, as pessoas se amam como se não houvesse amanhã, pois na verdade amanhã existe e será muito melhor se nos amarmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Terra dos contrários, nada acaba em pizza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Terra dos contrários não existe conto de fadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Terra dos contrários existe final feliz. Mas todo final feliz tem uma história!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acerca da Educação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisei retornar à Terra dos Contrários, pois me pediram para criar um modelo de educação. Qual lugar seria mais interessante para observar modelo de qualquer coisa do que a já conhecida, por mim, Terra dos Contrários? Dessa maneira visitei aquele lugar por mais uma vez para verificar a maneira de organização e funcionamento – parte mais importante – da educação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que cheguei já notei uma mudança. Mas nessa terra, uma mudança de organização está ligada ao todo. Então a organização do todo é motivo e auxílio de cada particularidade. A ordem está presente na formação do indivíduo, assim como o lazer. E o lazer parece muito mais interessante pela existência das ordens. Foi-me dito que por essa ordem, todos os habitantes em todas as idades têm direito a este lazer, então ninguém busca nenhum refúgio parecido com drogas ou outros vícios autodestrutivos. Tive que observar isto por minha conta, pois ninguém sabia o que era a “droga” quando lhes perguntava, além de ter sido confundida com medicamentos por quase todos os perguntados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visitei a escola do país, e fui muito bem recebido. Havia um local para refeições e lá estavam professores e alunos em uma aula de alimentação. Continuei meu caminho para outras salas de aula. Não havia anotações informativas sobre qual sala era qual. Percebi então que as salas eram divididas entre as idades. Com uma pesquisa mais aprofundada percebi a existência de uma escola por bairro, e estes eram divididos em espaços iguais. Assim as escolas tinham mesma maneira de organização em todos os lugares naquela terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os alunos ingressavam sem processo seletivo, e desde pequenos entravam na escola com o objetivo de aprender. Aliás, era esta a matéria do primeiro ano: como aprender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do quinto ano, os professores recebiam lição de casa dos alunos, para responder dúvidas e atingir os pontos de mais dificuldade dos alunos. Não havia reforço. Ninguém tinha problema de faltas. Quando um faltava, outro companheiro de sala já transmitia o que havia aprendido ao aluno faltante. O conteúdo era explicado em teoria e demonstrado em prática, assim, nenhum aluno se perguntava “para quê serve isto?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproximei-me de um professor e perguntei sobre o método de avaliação. Este professor me pediu para acompanhá-lo, e dirigiu-me ao distrito policial da Terra dos Contrários. Ele prestou queixa de distúrbio da ordem, e fomos presos. Ele e eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passamos o final daquele dia e mais uma noite inteira na cadeia. Lá pudemos conversar sobre tudo, e lho fiz as perguntas que recordava. Ele me explicou que a organização, ou secretaria, das escolas eram muito organizadas, e ligadas às instituições penais. As pessoas que cometiam algum crime cumpriam pena, e durante o primeiro e último dias desta pena, o professor deste indivíduo passaria uma noite com o detido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele também me explicou que o decreto nas escolas era o ensino e o aprendizado efetivo. Não havia motivo na avaliação de conhecimento dos alunos, pois o interesse era deles. Da mesma maneira, não havia motivo na avaliação de conhecimento dos professores, pois não era motivo de orgulho ser um professor com longa ficha criminal. Ao sermos liberados, decidi por não perguntar sobre minha acusação, por mais absurda que tivesse achado. Hoje penso que absurdo é não ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-4064513843515422436?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/4064513843515422436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4064513843515422436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4064513843515422436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-4.html' title='Utopia da educação 4'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7023892181557809008</id><published>2010-08-24T10:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T12:49:24.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Utopia da educação3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O país da educação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Luana Teodoro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom dia professora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom dia Felipe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E caminhei mais um pouquinho......&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Professora já consegui terminar o trabalho que a senhora nos pediu, já posso entregar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Maria, esse trabalho é para a semana que vem, você está bem adiantada! Parabéns! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sala dos professores os comentários são:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Hoje vou dar aula no 8°ano, como eles são bons alunos! – disse a professora de português.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu tenho que aplicar uma prova, os alunos estão entusiasmados com a atividade. – comentou o professor de matemática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E eu vou pedir que os alunos do 3°ano me ajudem a fazer alguns mapas para colocarmos na Exposição Cultural de Geografia de Encantamento. – Disse o professor de geografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio da conversa a diretora entra na sala e diz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Precisamos fazer uma reunião logo mais à tarde para decidir sobre os novos uniformes dos alunos e sobre as bonificações que o governo no enviou devido às boas notas do provão anual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim começou mais um dia de trabalho na escola onde leciono. Desculpa, não me apresentei, moro num país chamado Encantamento, meu nome é Luíza e sou professora de Língua Portuguesa na Escola Machado de Assis – a escola tem este nome porque o país considera este autor um dos melhores que já existiu quando o assunto é escrever, é uma homenagem a esta pessoa que escreveu tantos livros e que contribuiu para a literatura de um outro país. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encantamento é país pequeno, muito organizado e desenvolvido, ao contrário os grandes e famosos países que formam nosso mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não nasci em Encantamento. Sou natural de um país da América do Sul muito grande que tem tudo para ser considerado um ótimo país para viver, pois não existem terremotos, vulcões, vendavais, enfim, nenhum efeito catastrófico da natureza, mas por outro lado, a fome, miséria, corrupção, pobreza e violência são constantes, ninguém toma as medidas necessárias para melhorar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu me mudei para cá logo depois que conheci este país, passei férias com minha família aqui e ficamos muito animados com este local - que por sinal tem a Língua Portuguesa como língua materna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esforcei-me muito para conseguir mudar com minha família para cá, porque os governantes são extremamente rígidos quando o assunto é fixar residência em Encantamento. É preciso mostrar todos os documentos e convencê-los de que é uma boa pessoa e tem as melhores intenções, além de ter que provar que quer ajudar de alguma maneira o país. O governo não admite falhas nem bagunças, as coisas são muito certinhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo funciona corretamente por aqui, dificilmente é encontrada alguma falha e ao ser descoberta as medidas necessárias são rapidamente tomadas. Como minha área é a educação, vou apresentar-lhes como ela funciona por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A educação faz parte de uma das áreas mais importantes para o governo. O governo não mede esforços para ver todas as crianças na escola e ter todos os cidadãos alfabetizados. Estudar é algo importante e valioso para as pessoas que moram no país. Os governantes dizem que sem educação o país não cresce e se desenvolve, já que é o povo que faz isso acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde pequenos os pais matriculam seus filhos na escola. A idade de iniciação escolar é aos 6 anos, pois é nesta idade que a criança começa a compreender a importância da escola e se “amadurecer”. Antes dessa idade, as crianças ficam em casa com os pais ou outro parente aprendendo cantigas educativas e desenvolvendo atividades que ensinam brincando, como pintar, confeccionar os próprios brinquedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os alunos são incentivados a estudar e eles gostam de estar na escola. O interesse por parte dos alunos é imensa, todos são interessados na aula, tiram dúvidas, lêem, escrevem, pesquisam sobre novos assuntos e sobre o que foi explicado durante a aula, realizam as atividades e até gostam de fazer provas, pois são nas provas que eles mostram o quanto aprenderam e o que precisam melhorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As avaliações são contínuas, ao término de cada ponto novo o professor aplica uma prova para ver o que o aluno aprendeu e se é preciso retomar alguma coisa, dessa forma fica fácil para o aluno como para o professor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O professor tem liberdade para ensinar, ele precisa seguir o que é indicado para cada série/ano, mas pode fazer a aula como bem quiser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existem regras e materiais que precisam ser seguidos diariamente. Ele tem liberdade de escolher dar aula ao ar livre, por exemplo em biologia, como usar objetos do dia-a-dia e que estão em todas as partes para ensinar geometria, levar os alunos para conhecer os relevos, realizar atividades de educação física em parques, ensinar o português a partir de músicas, folhetos, propagandas, enfim, o professor monta a própria aula utilizando quais materiais quiser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interesse do professor em ensinar não está totalmente ligado ao salário justo que ele recebe no final do mês, pelo contrário, a satisfação de ver um de seus alunos ingressando na melhor universidade do país, conseguindo um emprego decente e compreendendo o que acontece a sua volta é maior do que prêmios salariais. O professor faz o que ele gosta: ensinar corretamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;comum ver pais de alunos ou outra pessoa da comunidade na escola, pois são essas pessoas que ajudam no bom funcionamento da instituição. Eles opinam, ajudam a organizar eventos, participam de reuniões e de tudo o que for preciso. Essa participação acontece porque existe uma conscientização de que é preciso trabalhar junto com a escola para conseguir ser ou ter um morador cada vez melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escola serve merenda de boa qualidade, nutritiva e saborosa. A maioria dos alimentos são cultivados dentro da escola e os alunos ajudam a cuidar e a preparar a merenda. Parece loucura, mas não é, cada dia é uma turma que prepara o que todos vão comer. Isso não é difícil porque as escolas de Encantamento são pequenas. Por serem escolas pequenas, existem muitas instituições e todas as crianças têm onde estudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aluno fica o dia inteiro na unidade, eles entram às 7 horas da manhã e saem às 17 horas. Parece muito tempo, mas cada minuto é aproveitado. No período da manhã, as crianças e jovens têm aulas teóricas com matérias que contribuem para o seu conhecimento, após o almoço – é servido almoço para todos e têm-se 1 hora livre -, os alunos recebem aulas práticas, como música, teatro, esportes, dança artes e outras línguas. Os professores das matérias convencionais são capacitados para ajudar no que for possível e se quiser participar das aulas práticas também podem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe uma idade determinada para terminar os estudos. Só existe a idade correta para começar. O ensino obrigado leva 14 anos para ser concluído, depois é opcional do estudante continuar ou não. A maioria dos jovens continua estudando porque gostam de estudar e porque procuram se profissionalizar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso ficar horas e horas escrevendo sobre este país, mas está na hora de eu ir para a sala de aula, preciso fazer o que mais gosto: ensinar. Os alunos já devem estar na sala acomodados e esperando o momento de começar a aula e aprender coisas novas. O país da educação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Lecionar em um lugar onde todos valorizam a educação é mais que satisfatório, é gratificante!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7023892181557809008?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7023892181557809008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7023892181557809008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7023892181557809008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao3.html' title='Utopia da educação3'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-5092856152078179086</id><published>2010-08-24T10:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:44:35.777-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Utopia da educação-2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;UMA FORMA DE SONHAR&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Renata Vieira Lima&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TUDO COMEÇOU EM UMA SEXTA-FEIRA DIA 15 DE JANEIRO. LEMBRO-ME COMO SE FOSSE HOJE.ESTAVA ANGUSTIADA, PENSATIVA, A QUESTÃO DE QUE COMO SERIA A EDUCAÇÃO DAQUI ALGUNS ANOS.MAS, POR QUÊ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SEREI UMA FUTURA PROFESSORA E JÁ ME SINTO COM A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR A FUTURA GERAÇÃO. COMO SERÁ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SE HOJE A EDUCAÇÃO SE ENCONTRA EM UMA DECADÊNCIA PROFUNDA, EDUCADORES CONFORMISTAS, DESANIMADOS, PREPOTENTES E ALUNOS REBELDES DENTOR DE UAM SALA DE AULA, COMO LIDAR COM ESSA SITUAÇÃO?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MUITOS ALUNOS E PROFESSORES PERDERAM A ESSÊNCIA DE QUE A EDUCAÇÃO É PRIORIDADE NA VIDA DE UM SER HUMANO, É ELE QUE FORNECE A BASE PARA CONSTRUIRMOS UM PRESENTE E FUTURO MELHOR.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DEPOIS DE REFLETIR TUDO O QUE ESCREVI NESTAS LINHAS, FUI ME DEITAR E ACAB EI SONHANDO...]E TUDO COMEÇOU ASSIM:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ERA FEVEREIRO DE 2012 E NAQUELE ANO, SÓ SE OUVIAM FALAR NAS RÁDIOS E NOTICIÁRIOS DE QUE A EDUCAÇÃO DO NOSSO PAÍS ERA MODELO MUNDIAL.A NOTÍCIA SE ESPALHOU NOS QUATRO CANTOS DA TERRA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EU ESTAVA MINISTARNDO AULA, COM APROXIMADAMENTE 45 ALUNOS, TODOS UNIFORMIZADOS, ANSIOSOS ESPERANDO A AULA COMEÇAR.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO HAVIA CONTRATADO UM GRANDE NÚMERO DE PROFISSIONAIS DE DIVERSAS MATÉRIAS, SALAS AMPLIADAS, LABORATÓRIOS DE PESQUISA, SALA DE INTERNET ALTAMENTE AVANÇADA, BIBLIOTECA QUE ANTES ESTAVA DESATIVADA, FORAM ATIVADAS COM UM ACERVO DIVERSIFICADO COM ATÉ EXEMPLARES RARÍSSIMOS DE SE ENCONTRAR, POLICIAMENTO AO REDOE DA ESCOLA, MERENDA DE QUALIDADE COM A PRESENÇA DE UMA NUTRICIONISTA RESPONSÁVEL PELA ALIMENTAÇÃO DAS CRIANÇAS .ENFIM, UMA EQUIPE TOTALMENTE ESPECIALIZADA EM ORGANIZAR DIVERSOS PROJETOS COM ALUNOS, INCLUSIVE NAS PERIFERIAS CARENTES DA REGIÃO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TODOS ESTVAM ANIMADOS E ENTUSIASMADOS COM ESTE NOVO PROGRESSO.O GOVERNO NAQUELE ANO INVESTIU 80% SOMENTE PARA O SETOR DA EDUCAÇÃO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NA SALA DE AULA , UM DOS TEMAS DISCUTIDO ERA SOBRE A CONQUISTA DE UMA NOVA EDUCAÇÃO .JOVENS, ADOLESCENTES E ADULTOS QUE ABANDONARAM OS ESTUDOS , RETORNAVAM COM A ESPERANÇA DE GARNTIREM UMA OPORTUNIDADE MELHOR NO MERCADO DE TRABALHO .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A MOVIMENTAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO, ESTAVA EM ALTA, O ÍNDICE DE DESEMPREGO ERA MENOR NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, OU SEJA, COM A FORMAÇÃO DE NOVOS PROFISSIONAIS QUALIFICADOS E UMA POPULAÇÃO ALFABETIZADA, O MERCADO ADMITE PARA AS ÁREAS QUE ESTÃO VAGAS E COM ISSO O PAÍS SÓ TENDE A CRESCER.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ERA ALGO INCRÍVEL E INACREDITÁVEL. NUNCA HOUVE EVOLUÇÃO INÉDITA COMO FORA ESSA, NEM MESMO QUANDO O HOMEM FOI Á LUA, TEVE TANTA REPERCUSSÃO COMO FOI A GRANDE MUDANÇA EDUCACIONAL DO NOSSO PAÍS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NA ESCOLA EM QUE EU LECIONAVA, TIVEMOS A VISITA DE VÁRIOS REPRESENTANTES DE VÁRIOS PAÍSES, INCLUSIVE O JAPÃO, PAÍS CONSIDERADO 1º MUNDO. ELOGIAVAM MUITO SOBRE O NOSSO TRABALHO E O EMPREENDIMENTO QUE O GOVERNO INVESTIU NA EDUCAÇÃO. UM DOS PROJETOS QUE OS ALUNOS FIZERAM JUNTAMENTE COM PESQUISADORES NAQUELE PERÍODO, ERA A EXPLORAÇÃO DE PLANTAS DA AMAZÔNIA E A LUTA CONTRA O DESMATAMENTO.OS LAUNOS RECEBIAM LIVROS DIDÁTICOS, MATERIAIS E AINDA UMA BOLSA ESTUDANTIL PARA QUE FUTURAMENTE PUDESSE AJUDÁ-LO NA UNIVERSIDADE.AS UNIVERSIDADES TAMBÉM FORAM INVESTIDAS, DANDO OPORTUNIDADE PARA OS MAIS CARENTES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EU ESTAVA MUITO SATISFEITA, ADMIRADA E FELIZ COM ESSA REVOLUÇÃO HISTÓRICA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MAS, DE REPENTE O SINAL TOCOU E EU ACORDEI...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EU ACORDEI ASSUSTADA E VI QUE TUDO QUE ESTAVA EM MINHA VOLTA, CONTINUAVA NO MESMO LUGAR.OLHEI PARA O RELÓGIO PONTAVA MARCAVA 09:00 HS DA NOITE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O DIA 15 DE JANEIRO FOI APENAS UM SONHO, UM SONHO BOM. A ANGÚSTIA FOI EMBORA E NO LUGAR BROTOU A ESPERANÇA DE UM DIA DESSE SONHO SE TORNAR REALIDADE.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;RENATA VIEIRA LIMA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-5092856152078179086?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/5092856152078179086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5092856152078179086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5092856152078179086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao-2.html' title='Utopia da educação-2'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-9069813375454815912</id><published>2010-08-24T10:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:41:21.477-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Utopia da educação</title><content type='html'>Queridos e queridas, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem que sou uma professora apaixonada mas estou cada vez mais feliz com as possibilidades que a disciplina Filosofia da educação me oferece. Entendo que Filosofia é você pode olhar para o mundo questionando-o e a partir dos questionamentos que fizer, posicionar-se, sem se acomodar. Neste semestre, surgiu o desafio de fazer uma turma de 2o. semestre de Letras refletir sobre a educação de nosso país, sem estar na sala de aula como professores. Pensei, então, em aproveitar A Utopia, de Thomas More, para provocá-los a pensar no que seria a educação atual frente às mazelas que vivenciamos. Eles realizaram uma pesquisa sobre Educação no Brasil e leram o texto de More. Escreveram, então, uma utopia de educação a partir de suas reflexões. A seguir, reproduzo alguns dos bons textos que surgiram nesta turma. Vale ler todos e pensar: qual é a sua utopia de educação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade dos Sonhos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Midian Santos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um casal que vivia numa sociedade tomada pela violência, desigualdade social, totalmente destruída, descobriu que logo logo teriam uma linda criança para cuidar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preocupados com tantas coisas ruins que aconteciam naquela cidade, procuraram um lugar distante que nunca tivesse sido habitado por seres humanos. Escolheram uma ilha pequena e bela e por serem conscientes, fizeram o convite para alguns casais a fim de lá criarem uma sociedade perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O convite foi aceito por algumas pessoas que com seus conhecimentos ajudariam no desenvolvimento da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que eram pessoas com costumes diferentes, que até então também tinham interesses diferentes e abriram mão de algumas conquistas por um ideal que todos a partir daquele momento tinham em comum. Por isso a primeira decisão tomada foi que as crianças sempre saberiam que fora dali existiam outras sociedades e também que na cidade dos Sonhos prevalecia o amor, independente de qualquer diferença, até porque algumas diferenças acabariam com o tempo, já que ali não existiria concorrência nem desigualdade social..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começaram a trocar informações sobre suas profissões, permitindo que todos soubessem um pouco de tudo, e assim, se formaria uma sociedade uniforme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas crianças começaram a crescer, aprenderam a escrever, ler a cuidar dos animais, das plantas e criar suas próprias brincadeiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pais podiam acompanhar seus filhos nas brincadeiras, afinal ninguém se matava de trabalhar, todos faziam suas tarefas e quem acabava primeiro ajudava o companheiro terminar sua tarefa também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existia venda nem troca, pois tudo era feito por todos e para todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As crianças até uma determinada idade apenas brincavam e aprendiam sobre natureza e sabiam que num determinado momento trabalhariam com os adultos. Mas sabiam esperar, porque ali não havia ansiedade, pressa, inveja, desespero, roubo e etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final da tarde os adultos contavam muitas histórias para as crianças, entre elas, contavam como era desastrosa a sociedade em que viveram antigamente. As crianças não entendiam e não acreditava como tantas coisas ruins aconteciam. Sempre perguntavam como uma criança podia ir à escola e não aprender, ou como alguém não tem acesso a água limpa, custavam acreditar que alguém podia dormir embaixo da ponte e ao mesmo tempo outra dormir tranquilamente com todo conforto sem se preocupar com o próximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como as crianças da cidade dos Sonhos foram criadas com muito amor, imediatamente pediram que seus pais buscassem as pessoas das sociedades para morarem com eles. Isso se repetia todas às vezes que essa história era contada. Mas infelizmente não era possível atender esse pedido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após escutarem mais uma vez essas histórias, todos foram dormir, mas uma delas não parava de pensar em tudo que escutou e ao adormecer sonhou que estava visitando crianças de outras sociedades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao chegar à cidade ela encontrou várias crianças brincando, respirando ar puro, animais sem serem maltratados. De uma casa sai um adulto e avisa que todos devem se arrumar pois logo chegará a hora de irem à escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As crianças pararam de brincar mais continuaram felizes pois amavam estudar e com certeza continuariam se divertindo . Passando algumas horas todas as crianças saíram de suas casas de banho tomado, com uniformes de escola e materiais escolares impecáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao chegar à escola que tinha escrito ESCOLA PÚBLICA, percebeu que nada era como haviam lhe contado. As cadeiras, mesas, torneiras, banheiros, lanches, tudo era perfeito, então ela percebeu porque as crianças continuavam tão felizes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sala de aula as professoras davam atenção para todos os alunos, afinal o número de crianças era pequeno e havia muitas salas de aula com grupos pequenos de alunos e professores dispostos. Percebeu que na sala de aula tinha um menininho sentado numa cadeira de rodas e ele não encontrava nenhuma dificuldade para se locomover, pois a escola estava totalmente adaptada, tinha rampas, elevadores e também pessoas com vontade de ajudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perto de terminar a aula, uma das crianças lembrou à professora que ela ainda não havia passado o dever de casa, que era sempre algum trabalho relacionado à natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente ela começou a escutar risadas e conversas e acordou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou motivada, disposta a fazer algo para mudar as histórias tristes que havia escutado. Reuniu-se com as demais crianças e descobriu uma forma de tentar mudar a humanidade que tinha tantas histórias tristes. Resolveram fazer vários barquinhos e colocá-los no mar com mensagens de respeito, incentivo à educação, paz e amor ao próximo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das criancinhas colocou no barquinho a história da sua cidade, da sua felicidade, da bondade que existe no coração do homem. E sabia que se os adultos não acreditassem no que estava sendo contado pelo menos contariam para as crianças uma historinha de faz de conta com final feliz e quem sabe com isso novamente a vontade de mudar surgiria em alguém daquela sociedade, criando outras belas e novas cidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-9069813375454815912?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/9069813375454815912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/9069813375454815912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/9069813375454815912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/utopia-da-educacao.html' title='Utopia da educação'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7328170041868405735</id><published>2010-08-24T10:37:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:37:29.355-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><title type='text'>Movimentos sociais e educação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, é muito bom compartilhar o mundo com seres pensantes e reflexivos. Na semana passada, "cutuquei" uma destas pessoas maravilhosas que me permitem estar em sala de aula e pedi-lhe mais textos para o blog. Eis o que Rutimiriam Porto enviou. Texto polêmico. Vale ler e debater. O blog é pra isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;A caça às escolas itinerantes&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por: Rutimirian Porto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Segunda-feira, dia 02 de março, notícia inicial do Jornal da Globo: Ministério Público do RS fecha escola itinerante do MST. Em poucos minutos, a notícia: Presidente Lula crítica assassinato do fulano por parte de integrantes do Movimento dos Sem-terra. Overdose ideológica na veia. Sem anestésico”. (1)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é novidade que as principais fontes de informação populares, como jornal da Globo e a revista Veja, com frequência articulam notícias de interesse público de forma distorcida, ou seja, deixando lacunas como diz Marilena Chauí, dessa forma tem formado opiniões de acordo com os interesses políticos desse ou daquele partido. Mostrar o fechamento de escolas do MST e mostrar o presidente Lula contrário ao assassinato supostamente cometido por um integrante do movimento deixa transparecer que essa já não é mais uma causa apoiada pelo mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que o MST conta com o apoio do atual governo brasileiro. E não deveria ser diferente, já que na essência o PT é ou pelo menos dizia ser um partido de trabalhadores, sendo assim, é coerente que movimentos de reivindicação de trabalhadores rurais por reforma agrária tenham simpatia petista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, contar com esse apoio não justificaria – caso seja constatado pela CPI que foi aprovada hoje quinta-feira 22 de outubro – que verbas públicas sejam utilizadas por esse movimento. Ao contrário, existem discussões sobre a legitimidade desse movimento como movimento social. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O promotor de justiça do Rio Grande do Sul, Gilberto Thums, defende que o MST transformou-se em movimento político ideológico, financiado por ONGs que recebem verbas públicas e são repassadas ao movimento, com base nessas afirmações algumas medidas foram tomadas como bloqueio às contas bancárias e fechamento das escolas itinerantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso das escolas é curioso, o promotor afirma que nas escolas desses acampamentos são ensinadas táticas de guerrilha armada. Já o Ministério Público alega que seu fechamento deve-se ao fato de que “elas não seguem as diretrizes pedagógicas oficiais e implantam a ideologia socialista nos alunos.” (segundo o Jornal O Globo de 19/02). Por estes motivos foram fechadas no início desse ano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O intuito do promotor é defender sua opinião pessoal (segundo o mesmo) de que o movimento deve ser extinto e jogado na ilegalidade por incitar o vandalismo, a violência e a invasão ao patrimônio privado produtivo e que seus membros deveriam ser tratados como criminosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Utilizar-se desse discurso pejorativo a respeito da educação nos acampamentos é tão polêmica quanto o próprio movimento, que é amado por muitos e odiado por tantos outros. Se de um lado encontramos entre seus defensores ícones nacionais da educação como Paulo Freire e Florestan Fernandes que defendiam de forma bastante contundente que nosso país é carente de movimentos sociais e que o MST é um símbolo de tal resistência contra o latifúndio e defensor da consciência de classe, por outro somos bombardeados por manifestações da mídia contrárias a ele como é o caso da publicação na revista Veja em setembro de 2004. A jornalista protesta contra o fato dos estudantes terem um calendário alternativo que difere da cartilha do Ministério da Educação, ela afirma que em visita a acampamentos no RS notou que “os professores utilizam, uma espécie de calendário alternativo que inclui a celebração da revolução chinesa, a morte de Che Guevara e o nascimento de Karl Marx. O Sete de Setembro virou o "Dia dos Excluídos", e a Independência do Brasil é grafada entre aspas. "Continuamos dependentes dos países ricos”. (3) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que a intolerância sempre existiu porque o ser humano não sabe viver com os desiguais, ou não quer saber por medo de perder o poder, não é novidade. Que nosso país se recusa a admitir as discriminações contra mulheres, negros, pobres e aí por diante continuam fazendo parte do nosso cotidiano, também não se discute aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico com a definição de Maria Eleusa Mota Santana, representante dos movimentos sociais em Uberlândia, “o MST não foi invenção de alguns (as) trabalhadores (as) brasileiros (as). Trata-se de um movimento social de extrema importância, uma vez que tem uma especificidade classista, uma dimensão contestatória radical. São camponeses e camponesas que se organizaram na luta pela terra e passaram a ser reconhecidos mundialmente como Sem-Terras do MST, numa denominação que a imprensa adota e divulga como sendo a saga do povo camponês ao buscar o fio da meada que havia ficado solto desde o desmoronamento das Ligas Camponesas pelos militares na Ditadura.” (2).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A preocupação real e que não podemos deixar de refletir, é que deixando o maniqueísmo de lado acerca desse assunto, os engajados nesse movimento poderiam ou deveriam pensar até que ponto os protestos do promotor Gilberto Thums são infundados, será que o MST e sua causa nobre não está sendo usado como massa de manobra? De fato sua base é formada por pessoas com extremas dificuldades em vários âmbitos, mas o que há por trás disso tudo, que por que depois de tanto tempo de existência, ultimamente esses pobres famintos vêm incomodando tanto as autoridades? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não nos esqueçamos que por trás do lema “brioche para todos” gritado pelo povo faminto na Revolução Francesa, estava um forte interesse político burguês que em nenhum momento depois de sua vitória possibilitou o brioche para todos, ao contrário, a fome continuou, a exploração aumentou e deu asas ao vôo do capitalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, podemos dar asas também ao “terrível” pensamento feminista do poeta Zé Pinto que tanto me encantou: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Não nos faça essa maldade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se queres lavar meu prato&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só porque tu és mulher,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imploro-te de joelhos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não nos faça essa maldade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reforçar este machismo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca trará recompensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a consciência tem flores&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas também dita a sentença&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem deveria viver&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem te faz reconhecer,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que teu caminho é apenas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre o fogão e a despensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Zé Pinto é cantador, poeta e compositor do MST)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rutimiriam&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fontes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1)http://livresassociacoesdafifi.blogspot.com/2009/03/escolas-itinerantes-fechadas.html(aceso em 22-out-2009)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(2)www.revistadeeducacaopopular.proex.ufu.br/.../getdoc.php?id...(acesso em 22 out-2009 &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(3)http://veja.abril.com.br/080904/p_046.html(acesso em 22-out-2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7328170041868405735?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7328170041868405735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/movimentos-sociais-e-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7328170041868405735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7328170041868405735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/movimentos-sociais-e-educacao.html' title='Movimentos sociais e educação'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-4814910911689144005</id><published>2010-08-24T10:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:31:02.458-07:00</updated><title type='text'>Favela tem memória</title><content type='html'>Queridos e queridas,&lt;br /&gt;Descobri um site que vale espiar : trata-se um um espaço destinado a divulgar histórias sobre as favelas do Rio de Janeiro, inclusive com depoimentos de moradores.&lt;br /&gt;Quando puderem, acessem:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.favelatemmemoria.com.br/"&gt;http://www.favelatemmemoria.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-4814910911689144005?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/4814910911689144005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/favela-tem-memoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4814910911689144005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4814910911689144005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/favela-tem-memoria.html' title='Favela tem memória'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-43669820090085679</id><published>2010-08-24T10:29:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:29:34.925-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Loucura, poesia e poder</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gustavo Querodia Talerow já dispensa apresentações neste blog. Historiador, professor e mestrando deixa seu olhar e marca presença em seus textos. Gustavo tem se mostrado apaixonado também neste novo caminho que percorre: ao longo das pesquisas para o mestrado, deparou-se com cartas dos internos de instituições de “saúde mental” e deliciou-se com o conteúdo delas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Generoso, compartilha conosco suas primeiras reflexões sobre o material.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tem razão! O oceano entre os continentes da loucura: A arte de pensar (n) o Hospital do Juquery.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simão Bacamarte, protagonista da clássica obra de Machado de Assis, “O Alienista”, ao buscar as causas, as manifestações e as formas de lidar com a loucura, já apontava a dimensão da tarefa a que se havia proposto ele e os “alienistas” de seu tempo: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta tarefa se torna ainda maior quando consideramos os portadores de transtornos mentais pessoas capazes de pensar, criar e refletir, independentemente da sua doença, uma vez que, nesta abordagem, o limite entre a razão e a “loucura” se torna tênue, muitas vezes quase imperceptível. A discussão sobre a possibilidade de haver ou não uma “razão” por trás das doenças mentais permeou toda a história da Psiquiatria e provocou em determinados momentos o seu afastamento da Psicologia, por exemplo, em suas diversas vertentes. Entretanto, com o movimento de Reforma Psiquiátrica [1], que propõe uma análise multidisciplinar sobre os doentes mentais, as produções artísticas, culturais e políticas destas pessoas passaram a receber uma atenção mais efetiva e pormenorizada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é que já nas décadas de 1930 e 1940, alguns médicos brasileiros buscavam nas artes a solução para os transtornos mentais de seus pacientes, como é o caso da Dra. Nise da Silveira no Rio de Janeiro e de Osório Cesar no Juquery, São Paulo. Todavia, tanto os psiquiatras quanto a sociedade em geral construíram ao longo do tempo uma imagem de incapacidade destes doentes, de modo que as suas palavras, opiniões, escritos e manifestações artísticas eram consideradas somente a comprovações da presença de delírios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como parte das pesquisas para a composição da minha futura dissertação de Mestrado, analiso os prontuários médicos produzidos no Hospital do Juquery entre 1923 e 1945, compondo um perfil dos pacientes ali internados e transcrevendo alguns trechos que julgo elucidativos. Esta verdadeira incursão na realidade que os pacientes ali internados viviam e nas histórias de vida ali apresentadas, foi possível verificar o conflito entre a “razão” e a “loucura”, em tentativas de imposição de suas concepções de normalidade por parte dos médicos e na luta por ter voz por parte dos pacientes. Sem a pretensão de fazer maiores discussões sobre as formas de atuação dos médicos ou sobre o próprio histórico do Juquery, pretendo compartilhar aqui algumas etapas destes conflitos, mais que de “dominação” ou de “controle” em termos foucaltianos [2], mas de mostrar a razão que há por trás da loucura diagnosticada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prática comum naquele hospital era a de interceptar as cartas redigidas pelos pacientes para comprovar os delírios apresentados a partir da análise de seus conteúdos e da própria grafia dos doentes (“estudo grafopatológico”). Este acervo se constitui importante fonte documental para compreendermos a visão que os pacientes tinham sobre a sua doença, sua condição de reclusão e sobre o atendimento que recebiam no hospital e a avaliação que os médicos faziam sobre esta produção. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo interessante é o do paciente Benedicto R. P, 30 anos, internado em 21/07/1923, negro, sargento da “Força Pública”. No relato de sua doença, o psiquiatra afirma que não encontrou nele a “presença de delírios”, mas que ele é “tolo, ambicioso e tem mania de perseguição”. O paciente redigiu uma carta, que foi interceptada pelos médicos, ao seu superior da Força Pública e ela acabou por constituir a base para o seu diagnóstico de “Parafrenia”. As observações em destaque são a reprodução exata das realizadas pelos médicos na carta em questão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“[...] estando em bom estado, tomo a liberdade de pedir a V.S., por especial fineza a dispensa do meu irmão cabo-tambor deste mesmo batalhão, afim de que ele possa vir ao hospício entender-se comigo a respeito de minha saída.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Meu mano virá com a minha senhora e as crianças. Provavelmente ele lembrará de trazer as roupas, cigarro, fumo e dinheiro para as despesas que forem necessárias &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falta de lógica &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem mais, queria aceitar a recomendação afetiva do meu fiel camarada e amigo B.R.P, do regimento de cavalaria”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Egocentrismo e falta de respeito &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui é possível perceber que o fato de o paciente tratar com certa intimidade o seu superior, faz com que se legitime o seu diagnóstico, uma vez que ele estaria violando as normas e hierarquias estabelecidas. A clareza da escrita e a coerência nela expressa em nenhum momento são analisadas. Este paciente faleceu em março de 1925, sem que a causa fosse relatada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com esta mesma conotação, um rapaz de 28 anos, branco, internado em 29/04/1928 teve as suas cartas endereçadas para sua família interceptadas para comprovar seu diagnóstico de “Melancolia ansiosa”, que fazia com que suas lamentações “entrassem pelo crepúsculo e o encontravam ainda no raiar do dia”:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Querida família:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei qual o motivo que deixou de vir me visitar. Sinto saudades de todos daí e ninguém vem me visitar. Será possível que vossos corações transformaram em pedra, ou morreram todos? Eu faço questão que minha família venha me visitar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de escrever a vocês e não obtenha resposta. Esta será a última carta que escrevo antes de ir para o suplício eterno. Quero que ninguém senão chamarei todos vocês de traidores”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste caso, a súplica do rapaz para que a sua família o fosse visitar serviu somente para que se comprovasse a “melancolia” que provocou sua internação. Vale dizer que em seu prontuário consta que ele tinha “inteligência lúcida, caráter reto. Era estudante de Medicina”. Todavia, a lucidez de seus escritos não foi capaz de fazer sucumbir o estigma de loucura que foi colocado sobre ele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, tive o prazer de encontrar verdadeiras obras de arte anexadas junto aos relatórios médicos. Pude observar poemas, esboços de livros escritos dentro de hospital, partituras de músicas e desenhos diversos com uma qualidade excepcional, que confesso que me despertaram admiração e a certeza de que poucos “normais” ou “não-loucos” fariam melhor. Entretanto, muitas vezes essas composições acabavam passando despercebido pelos médicos, que tão somente as anexavam nos prontuários, sem vê-las, em sua grande maioria, como arte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste sentido, muito me chamou a atenção um poema escrito por Benedicto Antonio N., 37 anos, branco, brasileiro, lavrador, internado em 06/11/1929. Oriundo de Jacareí trabalhava com a plantação de café e teve as suas finanças prejudicadas pela crise econômica ocorrida no ano de sua internação. Neste poema, escrito em 1932, o “paciente” busca demonstrar o que gerou a sua doença e as arbitrariedades e a incipiência da medicina mental que passou a cuidar de seus conflitos pessoais:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Senhor médico e amigo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou contar a minha situação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quatro anos de sofrimento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que me corta o coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu a sete anos atraz estive &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gozando a minha saúde perfeita,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veio esta baixa do café &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veio esta doença desgraçada todos defeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu quando vi isso fui procurar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um médico para curar para ficar forte,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu na confiança dele quazi &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me poz mais a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas eu percebi isto passei com outro &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elle me receitou injeção de bismutho &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu pensei que era bom &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era outro bruto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim foi até que elle me mandou &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao Hospital de Juquery,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixando mai pai e minha terra &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E amigos que justamente a Jacarehy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora quando cheguei no Juquery&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei muito desanimado,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A olhar para a cara daqueles doentes &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão feia que parecia cara de um dia de tempestade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu pensei cá comigo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui neste hospital estou desgraçado,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que lhe hei de fazer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se me sinto nesta chave trancado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim de dezesseis mezes &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá em desgraça e febre,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá foi meia dúzia de corcoveos &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ver se escapa dos 7 palmos que é debaixo da terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto tudo é contado pela subida e baixa do café&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todo o mundo e 7 em 7 anos,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pelo sangue e nervos que todos morrem &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E&amp;nbsp;assim o mundo vai se acabando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês estão vendo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Povos tão doentes e fracos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o sangue e os nervos que estão &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matando e mandando para os buracos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dou este verso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim terminado,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem os bons médicos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que se morrer está tudo desgraçado”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incrível pensar que 80 anos depois as diversas crises econômicas e o próprio mundo em crise, continua a levar muitos “para os buracos” e continua a mexer com os nervos de muitos. O autor do poema foi diagnosticado com “psicose maníaco-depressiva”, o que é fácil de relacionar com seu estado econômico após a perda de seus bens. Um duro golpe àqueles que sempre diagnosticaram a loucura a partir de “sinais de degeneração” [3] ou por questões raciais. Talvez por isso o poema não tenha recebido a atenção que merecia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, é impossível deixar de refletir sobre o caso de Laura L. P., 33 anos, branca, brasileira, internada em 01/08/1930. Diagnosticada com “Esquizofrenia”, passou a recebeu as terapias mais agressivas da história da Psiquiatria, como a Insulinoterapia, o Choque cardiazólico e a Eletroconvulsoterapia, o ECT [4], e foi encaminhada para ser submetida a uma leucotomia, o que acabou não se efetivando. Em seu prontuário consta que sua doença se manifestou a partir da morte de sua mãe, o que ocasionou “perda de afetividade” e delírios persecutórios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ponto chave para o seu diagnóstico é o fato de ela recitar poemas em francês, alemão e inglês e “cantar insistentemente”, passando de “uma cançoneta italiana para uma canção alemã ou ainda para um trecho de uma ópera qualquer”. Este seu “estado de agitação” e o volume de poemas recitados e escritos justificavam a sua permanência no Hospital. Em seu prontuário, consta um poema de Vicente de Carvalho, copiado pela paciente em questão, que reforçava, assim, o argumento dos médicos: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Cahir das rosas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa-me, deixa-me fonte, dizia a flor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonta de terror e a fonte sonora e fria &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rolava levando a flor!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ahi, balança meu galho, balanços do berço &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu, ahi claras gottas de orvalho colhida do&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Azul do céu! Chorava a flor e gemia branca&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Branca de terror e a fonte sonora e fria rolava levando a flor!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...]”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta maneira, todo um arsenal terapêutico foi mobilizado somente para conter estas expressões de uma pessoa que possuía uma “perda de afetividade”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante ressaltar que não devemos ver os médicos como “brutos” ou “maquiavélicos”, numa visão maniqueísta. Aquela era a medicina da época que com sua lógica, suas terapias e concepções buscava a cura daqueles que estavam sob a sua responsabilidade. Todavia, o fato é que a herança de estigmatização dos doentes mentais, bem como a sua exclusão social e a subjugação de suas produções permanecem latentes em nossa sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os novos estabelecimentos extra-manicomiais têm buscado construir uma abordagem mais inclusiva e que valorize a razão que há na loucura. Numa análise recente podemos verificar esta concepção no documentário “Estamira” [5], que mostra a vida de uma senhora que após sofrer vários reveses em sua vida, manifesta um transtorno mental e passa a viver dentro de um aterro sanitário, o que não a impede de filosofar sobre a vida, religião, sobre questões ambientais e sobre o atendimento médico que recebe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, voltando à conclusão de Simão Bacamarte, como os oceanos são maiores que os continentes, a razão sempre envolve a “loucura”. Numa sociedade em que tudo deve ser “comprovado cientificamente”, o número de pessoas que sofrem de algum distúrbio mental é crescente. O que é mais racional? O que é ser louco? Talvez tenhamos perdido muito tempo marginalizando os “diferentes” que acabamos nos esquecendo que todos somos iguais. Vale a reflexão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;[1] Movimento presente em vários países que propõe a extinção dos Hospitais Psiquiátricos e a implantação de uma rede de atendimento alternativo, sem que haja a exclusão social e a manutenção de doentes em regime asilar de longa duração. Para maiores informações, ler: AMARANTE, P. D. de C. (coord.). Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica na Brasil. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1995&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Michel Foucault, filósofo francês (1926 – 1984). Autor de obras consagradas como “História da loucura”, “Vigiar e punir” e “Microfísica do poder”. &lt;br /&gt;[3] Para maiores informações sobre Eugenia e as discussões sobre “degeneração”, ver: SCHWARCZ, L. M.. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.&lt;br /&gt;[4] Essas terapias são chamadas de “Terapias biológicas”, pois cada uma com sua especificidade busca provocar uma alteração no funcionamento corpóreo, seja pelo coma, pelas febres ou pela convulsão, o que teoricamente provocaria a cura das doenças mentais. &lt;br /&gt;[5] Direção de Marcos Prado, 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-43669820090085679?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/43669820090085679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/loucura-poesia-e-poder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/43669820090085679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/43669820090085679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/loucura-poesia-e-poder.html' title='Loucura, poesia e poder'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-5995159974947511456</id><published>2010-08-24T10:11:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:11:27.346-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Teatro latino-americano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A querida e talentosa Queila, que sempre nos brinda com anúncios dos eventos que o grupo do qual faz parte preparou, agora nos possibilita ler uma parte da pesquisa que sei que levará para toda a vida. Os primeiros escritos desta jovem pesquisadora são extremamente promissores, não só em função de sua competência intelectual e disciplina esmerada na elaboração do trabalho mas também pelo "sentir o tema" que lhe fala diretamente à alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segue convite que recebi e repasso para vocês:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabou de ser lançado o primeiro número da revista eletrônica Todas as Musas, na qual foi publicado o artigo que escrevi em parceria com a minha orientadora Lucirene Carignato: Teatro e história: um jogo de viceversa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra quem tiver a fim de ler este e outros artigos é só acessar o link abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.todasasmusas.org/"&gt;http://www.todasasmusas.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aproveito pra agradecer Gi e Leide pelo "help" na tradução...rs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-5995159974947511456?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/5995159974947511456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/teatro-latino-americano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5995159974947511456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5995159974947511456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/teatro-latino-americano.html' title='Teatro latino-americano'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7073906737662788580</id><published>2010-08-24T10:09:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:09:42.993-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Olhares para o quilombo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Flavia Aparecida Silva já anunciei como alguém que ainda vai revolucionar a historiografia brasiliera. No final do 5o. semestre do curso de História, escreveu seu primeiro artigo que agora podemos ler, pois foi publicado. Compartilhar com os leitores deste blog os primeiros trabalhos publicados dos meus queridos e queridas muito me honra. É muito bom vê-los criando asas e ganhando o mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segue o link para o artigo escrito pela Flavia.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ceedo.com.br/agora/agora8/indiceagora8.htm"&gt;http://www.ceedo.com.br/agora/agora8/indiceagora8.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7073906737662788580?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7073906737662788580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/olhares-para-o-quilombo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7073906737662788580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7073906737662788580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/olhares-para-o-quilombo.html' title='Olhares para o quilombo'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-8066476945031231277</id><published>2010-08-24T10:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:08:03.388-07:00</updated><title type='text'>Fotografia, arte e sensibilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase sempre, não sabemos ao certo onde dará o caminho que percorremos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de algumas viagens a Juazeiro do Norte, fui convidada, por indicação de meu querido Gilmar de Carvalho, para participar do Barraco MTV, apresentado na época pela Soninha, e que trataria da temática do Fim do Mundo (era ano2000).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual não foi minha surpresa quando, após o programa, recebi um telefonema da produção dizendo que um fotógrafo gostaria de conversar comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias depois, conheci José Bassit. Cabelos longos, jeitão descolado, ele apareceu no portão da casa dos meus pais com uma pasta cheia de histórias. Fotos, preciosas, de um olhar único sobre o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornei-me fã incondicional de seu trabalho. O registro que seu olhar faz do mundo não pode ser traduzido por palavras, mas as suas imagens falam. Zé Bassit tem uma sensibilidade que transborda seu corpo e preenche a lente com o que ele captura do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria que vocês pudessem contemplar um pouco desta arte e por isso convido-os a acessar seu portfolio, idealizado por ele e por Alexandre Borba, talentoso webdesigner que soube aproveitar-se da poesia das fotos de Bassit para traduzi-las no site.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deliciem-se:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.josebassit.com/"&gt;http://www.josebassit.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-8066476945031231277?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/8066476945031231277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/fotografia-arte-e-sensibilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/8066476945031231277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/8066476945031231277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/fotografia-arte-e-sensibilidade.html' title='Fotografia, arte e sensibilidade'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7131975180055039206</id><published>2010-08-24T10:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:05:13.423-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>As mulheres em Germinal</title><content type='html'>Simone Ribeiro de Sousa é graduanda em História. É uma daquelas alunas quietas, curiosas, que sempre surpreendem positivamente o professor. Foi pedido à sua turma que escolhesse uma obra entre o século XV e XVIII e escrevesse um artigo. Simone não surpreendeu apenas na apresentação, mas também no texto que escreveu e que graciosamente permitiu que fosse publicado no blog. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AS MULHERES BURGUESAS E OPERARIAS NA OBRA GERMINAL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;REPRESENTAÇÕES DAS DIFERENÇAS SOCIAIS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simone Ribeiro de Sousa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumo: o artigo propõe um estudo, da obra literária naturalista, Germinal (1881), de Émile Zola (1840-1902). Uma das principais obras do escritor, que mostra a realidade dos trabalhadores de uma mina de carvão, no interior da França. Visando entender, o papel da mulher na sociedade francesa do século XIX, através, das personagens femininas do livro. Mostrando o cotidiano das mulheres burguesas, com suas abonanças e ociosidade, representada no livro pela família Gregoire, donos da mina de carvão Voreux, e das mulheres operárias, na sua extrema pobreza e exploração através da família Maheu, na qual o sustento esta no trabalho na voreux. As diferenças sociais gritantes, que geram revoltas e repressões, e concluindo com a mulher minimizada pela sociedade, excluída das principais decisões inclusive da sua própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavra chave: Mulher; Sociedade; Diferenças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emile Èdouard Charles Antoine Zola, nasceu em Paris (França), em 2 de abril 1840, e morreu na mesma cidade, em 28 de setembro 1902. Foi o criador do gênero de romance naturalista, influenciando autores muito importantes da literatura em língua portuguesa, como o português Eça de Queirós e o brasileiro Aluísio de Azevedo. Para compor Germinal (1881), trabalhou durante dois meses como mineiro de extração de carvão, Sentiu as dificuldades do trabalho árduo e extenuante das minas, o calor, as moradias insalubres, as doenças e as greves conflitos durante todo o período. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivendo nas décadas finais do século XIX, em que a fé no progresso e o culto à ciência imperavam nos círculos intelectuais em nível praticamente mundial, o estilo de Zola decorre a de uma fusão do romance realista de Balzac, Stendhal e Flaubert, baseados na crítica de costumes sociais, com autores da biologia e da medicina, como Darwin e Claude Bernard. Da fusão do realismo com a biologia, Zola criou a escola naturalista, em que a análise social, crítica, do comportamento de seus personagens busca fundamentos no conhecimento científico da biologia de sua época. Assim, as características mais marcantes de sua obra, presentes também nos demais autores naturalistas, como o zoomorfismo, a visão do homem como animal, totalmente guiado pelos instintos, a ação humana influenciada por questões patológicas, e o determinismo pelo meio, sendo o homem um animal como todos os outros, vive em busca de se adaptar ao meio, portanto, o meio é um fator determinante ao comportamento humano, é mais forte que qualquer ação individual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro Germinal se inicia com a chegada de um novo operário Etienne, que esta desempregado, e procura emprego na companhia de mineração, ele se depara com o velho "Boa Morte", apelido dado ao velho Vincent Maheu, por ter sobrevivido a Três acidentes na mina. Este senhor está com 58 anos, sendo que trabalha na mina desde seus oito anos. "Boa Morte", tosse muito, tendo sua saúde totalmente debilitada. Toda sua família trabalha nas minas de carvão, sendo uma "tradição" da família Maheu: seu avô começou com quinze anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Etienne se surpreende com o processo de produção, com as precariedades das condições de trabalho, miséria e exploração. Maheu, um dos trabalhadores mais antigo e respeitado, consegue vaga para ele, uma vez que uma operária havia falecido Aqui, todos os membros das famílias trabalham das crianças aos idosos, sendo que o número de salários por pessoa garante o sustento de toda família. Quando alguém morre ou deixa a família é necessário substituí-la imediatamente, para não baixar a renda familiar. Na família só os menores não trabalham (Lénore, 6anos; Henri, 4anos, Alzire, 9anos, por ser enferma) e sua esposa, a qual fica em casa cuidando de Estelle, três meses. Os filhos maiores todos descem nas minas: Catherine de 15 anos, Jealin de 14 anos, e Zacharie, de 21 anos. Eles acordam às 4 horas da manhã, cumprem jornada pesada de trabalho, e mesmo assim, a renda não é suficiente devido aos baixos salários. Essa era a triste realidade da família, neste trecho Zola ilustra o desespero, na esposa de Maheu: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a mulher de Maheu continuou a lamentar-se, cabeça imóvel, fechando os olhos de vez em quando, à triste claridade da vela. Falou do guarda-comida vazio, das crianças que pediam pão, do café que faltava, da água que dava cólica e dos longos dias passados a enganar a fome com folhas de couve cozidas. (...). Novo silêncio, Maheu estava pronto; ficou imóvel um momento para, a seguir, encerrar a conversa com sua voz profunda: - Que queres? Não há outro jeito, arranja a sopa como puderes. Melhor é ir trabalhar do que ficar aqui conversando. - Claro - respondeu a mulher. - Apaga a vela, não quero ver a cor dos meus pensamentos (ZOLA, 1979, P.25-26). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Voreux faz parte, das treze minas que ficavam ao redor da região de Monstou. Aqui os operários não sabiam quem eram os donos, porém sabiam que o Sr. Hennebeau era o diretor geral da Voreux. Já o Sr. Grégoire era acionista e herdara da seu bisavô a mina Piolaine, sendo que seu primo, o Sr. Deneulin era o diretor desta. Estes três senhores estavam preocupados com as notícias da economia e da política, as quais estavam afetando seus negócios e com a provável greve que se anunciara. Preocupavam-se porque pertenciam à burguesia detentora de poder e riqueza, os contrastes são revoltantes:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela manhã, os Grégoire levantaram-se às oito horas. De ordinário, só saíam da cama uma hora mais tarde, dormindo muito e com paixão, mas a tempestade os enervara. E enquanto o marido fora logo ver se o vento não fizera estragos, a Sta.Grégoire descera a cozinha em chinelos e roupão de flanela. (...) a cozinha era muito grande e percebia-se a importância que davam a essa peça pelo seu extremo asseio e pelo arsenal de caçarolas, utensílios e potes que a enchiam; cheirava a comidas boas; as provisões chegavam a não caber nas prateleiras e armários. (ZOLA, 1979, P.81-82).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua propriedade os Grégoire moravam em um casarão, com criadagem, cocheiro jardineiro “e como o serviço era patriarcal, de uma pacatez familiar, esse pequeno mundo vivia em harmonia” (ZOLA, 1979, P.82). Tinham uma única filha Cècile de 18 anos, a qual devotava muito carinho. “Ambos se curvaram para contemplar com adoração àquela filha tanto tempo desejada, vinda tardiamente quando não esperavam mais” (ZOLA, 1979, P, 83).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa situação de falta de segurança no trabalho, extrema pobreza dos mineiros gera uma greve. “E os estômagos gritavam, e esse sofrimento vinha a aumentar a raiva contra os traidores. - Às minas! Nada de trabalho! Pão!" (ZOLA, 1979, p.339). Na obra, o autor explicita que as mulheres para conseguirem comida, tinham que manter relações com o proprietário do armazém. E quando a greve se inicia, elas invadem o armazém para saqueá-lo. O dono se esconde num telhado, no entanto cai e com tamanha fúria e revolta elas, no ato de barbárie, arrancam-lhe o membro. A insatisfação pelas condições e a penúria são tão extremas que impulsionam os grevistas a inlucidez e a revolta. Em que "as mulheres é que, sobretudo, se exaltavam; a mulher do Maheu fora de si, com a vertigem da fome (...)" (ZOLA, 1979, p. 251) é a que mais impressiona, pela sua garra e determinação, em querer mudar àquela situação subumana e degradante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As greves, mais do que por maiores salários ou jornadas de trabalhos menores, eram greves pela forma de vida e de trabalho que os operários estavam vendo acabar. A revolução industrial mudou a vida das mulheres agora transformadas em proletárias Para Michelle embora cada vez mais mulheres tomassem lugares nas fabricas cada sexo continuava a ter suas funções, seus papeis, quase que predeterminados “ao homem, as madeiras e os metais. A mulher, a família e os tecidos” PERROT (1988, p.178).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em toda esta trajetória, Michele Perrot, mostra de forma clara, a dupla discriminação que a mulher operária e esposa sofrem. Se não bastasse perder o emprego para as novas máquinas, a mulher vê o seu marido também perder o emprego e desta forma ela sofre duplamente, pois perde como operária e como esposa/mãe. ”Quando as mulheres entraram em casa com as mãos vazias, os homens as olharam em silêncio e baixaram a cabeça. Era o fim... o dia terminaria sem uma colherada de sopa”. (ZOLA, 1979, p.266)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é só a mulher das classes menos favorecidas, que sofrem esta exclusão da vida pública, a mulher burguesa também sai de cena aos poucos. A fábrica sai da casa do patrão, e vai para o subúrbio ou para o interior, a mulher burguesa vai perdendo a liberdade, sendo aprisionada em casa. ”A sta. Hennebeau já estava ficando cansada; a princípio sentira-se bem naquele papel de mostrar bichos, distraída por um instante no tédio do seu exílio”.(ZOLA,1979, p.113). E com normas de comportamento cada vez mais rígidas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela cobre seu corpo segundo um código estrito que a cinge, espartilha-a, vela-a, enluva-a dos pés a cabeça. E é longa a lista de lugares onde uma mulher ‘honesta’ não poderia se mostrar sem se desagradar. A suspeita persegue-a em seus movimentos; a vizinhança, é espiã da sua reputação, até seus criados a espreitam; ela é escrava mesmo em sua casa (PERROT, 1988, p.200).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobra-lhe somente às obras de caridade como forma de atividade pública: “Os Grégoire encarregavam Cécile da distribuição de suas esmolas. Com isso pensavam estar inculcando na filha uma bela educação.”. (ZOLA, 1979, p.98)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até mesmo nos sindicatos, a presença das mulheres, muito comum no início de sua história, é cada vez mais vista pior. O movimento sindical vê no movimento feminino algo desordenado, e que não incorpora a luta de classe, acha que a presença das mulheres, nas greves é perigosa, porque desorganiza o movimento que perde sua força. O que se pretende aqui é exemplificar, não só a mulher dona-de-casa, ou a mulher operária ou ainda a mulher mãe, mas a mulher em todas as suas atividades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sua eterna luta, para ter seus direitos de igualdade, garantidos e respeitados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Referências Bibliográficas: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FARACO. C.E. &lt;strong&gt;Língua e literatura&lt;/strong&gt;. 6. ed. São Paulo: ática, 1986.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PERROT, Michelle &lt;strong&gt;Os excluídos da historia:&lt;/strong&gt; operários, mulheres e prisioneiros. Tradução Denise Bottmann. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. 332 p. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;ZOLA, Émile. &lt;strong&gt;Germinal.&lt;/strong&gt; Tradução Francisco Bittencourt. São Paulo: Abril Cultura, 1979. 535 p&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7131975180055039206?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7131975180055039206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/as-mulheres-em-germinal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7131975180055039206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7131975180055039206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/as-mulheres-em-germinal.html' title='As mulheres em Germinal'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-4322934198995921501</id><published>2010-08-24T10:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T10:01:23.783-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relato de experiência'/><title type='text'>Um dia no museu</title><content type='html'>Denis Aparecido Mendes de Oliveira é aluno do curso de História e desde o ano passado se descobriu um professor apaixonado pela profissão. Sua dedicação esmerada ao curso unida à criatividade artística (Dênis é vocalista da Banda Denis Grillo e Os Gafanhotos) permite que ele tenha um olhar singular sobre a profissão que abraçou e uma postura ímpar diante dos alunos. Em todas as conversas que tenho com ele, aprendo muito e adoraria que ele repetisse a experiência de dar mais aulas que eu pudesse assistir. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua participação nas aulas de Patrimônios, museus e arquivos foi intensa. Além de produzir uma aula para os seus colegas e para a turma de primeiro semestre do curso, colocou as reflexões em prática com seus alunos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto que segue é um relatório que ele fez para as atividades culturais narrando a experiência de uma visita ao MIS, Museu da Imagem e do Som.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THP6kBKEcjI/AAAAAAAAAAk/j9Y2MTf3Wok/s1600/377405.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THP6kBKEcjI/AAAAAAAAAAk/j9Y2MTf3Wok/s320/377405.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um Dia no Museu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Local: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Museu da Imagem e do som – MIS, Av. Europa, 158 – JD. Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Entre-Temps” – Obras do Museu de Paris.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras chave: Museu – Educação – Escola – Educador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabendo da visita que faria com a sala da 7ª série do ensino fundamental da escola “Ivone Palma Todorov Ruggieri”, à exposição “Entre-Temps” procurei entrar em contato com a temática abordada pelas obras e fiz algumas leituras para instruir os alunos antes do passeio para aumentar a perspectiva que teriam das obras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mostra abrange várias obras de vídeoartistas que imprimiram discussões fundamentais para arte contemporânea como Dominique Gonzalez-Foerster, Philippe Parreno e Pierre Huygue e outros expoentes que emergiram na década de 90.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As obras estão ligadas diretamente a temas contemporâneos como solidão, a ideologia capitalista, depressão, a velocidade do cotidiano, estresse, o medo entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os alunos sentiram-se mais nas obras. Há um vídeo, por exemplo, que mostra um homem fazendo Cooper e, o tempo todo, dialoga como se falasse para alguém que o ouve, mas não corre com ele. Passa-nos a impressão da velocidade da vida, de saltos em momentos, da maior atenção ao trabalho do que para família e com minhas interferências, até por compreender também a realidade dos meus alunos, fiz observações que os motivassem a pensar em suas próprias vidas e como tratam seus momentos, se aproveitam realmente suas experiências, logo se identificaram, identificaram seus pais ou amigos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao observar as obras entraram nelas, criticaram, concordaram. Ao sair do museu ficou um sentimento bem diferente de quando saíram, mas como historiador eu tenho certeza de que este fato, aquele momento abriu rupturas positivas na educação e na história individual de cada um. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, o ponto mais fascinante ainda foi o trajeto de ida até o museu. A escola fica numa região muito pobre e o museu no bairro dos Jardins, em São Paulo. Ao verem as grandes casas daqueles bairros nobres por onde passamos, enxergando o contraste social em que vivem, eles se espantaram. Ao saber que eles moram em barraco com seis ou sete pessoas e que, naquelas mansões, muitas vezes moravam um casal de velhinhos, eles sentiram o porquê da expressão artística de maneira crítica e o porquê de tantas obras que mostram normalmente coisas tristes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta visita me deu oportunidade de enxergar muito além da sala de aula ou do museu. A quantidade de informação que jorra sobre nós todos os dias, como bairros que fazem contrapontos imensos em relação à distribuição de renda nacional, podem cada vez mais fazer sentido à medida que os alunos entram em contato com as contradições a partir da ampliação da visão de sua realidade e quando passo a construir aulas que considerem muito mais essas relações sociais tão contrastantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Complementando ainda costumo dizer, nesta minha curta carreira de educador (que parece ser promissora), dentro da sala de aula, que estar na escola é entender o ser humano, suas criações e tecnologias. E “Ser” humano é ter sentimentos, distintos, espero sempre considerá-los, respeitá-los, pois, só poderemos diminuir a gama de coisas ruins pelas quais hoje temos que temer, quanto mais lemos, vivemos experiências e aproveitamos delas o máximo podendo construir outra realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo não é cor de rosa estas ações não são fáceis, assim como certa vez ouvi numa peça de Shakespeare: “O mundo não para, para que você recolha os cacos do seu coração”, porém, existe a possibilidade de desmoronar os momentos que esmerilham corações, mas para isso temos que ter em mente “o tempo”. O tempo de observar, registrar e refletir. Acredito que assim podemos tornar algo mais viável, mais possível a realidade do educando fazendo com que haja ferramentas para viver e não sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Paulo Freire disse algo simples, porém que ecoa mais que teorias longas sobre a educação e que talvez neste momento para muitos educadores possa fazer sentido, diz assim: “Não há Educação sem amor.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-4322934198995921501?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/4322934198995921501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/um-dia-no-museu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4322934198995921501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4322934198995921501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/um-dia-no-museu.html' title='Um dia no museu'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THP6kBKEcjI/AAAAAAAAAAk/j9Y2MTf3Wok/s72-c/377405.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-1203328678818488568</id><published>2010-08-24T09:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:57:31.458-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Pesquisa para toda vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mauro Rizo é um daqueles alunos que levou algum tempo para escolher o tema a ser defendido no Trabalho de Conclusão de Curso. E quando o descobriu, se apaixonou. Paixão que envolveu amor e sofrimento. Mauro percebeu que os caminhos que levam à construção de nossa História podem ser revelados por lugares que queremos esquecer, mas que registram nossa memória. Ele decidiu estudar um patrimônio histórico brasileiro, Paranapiacaba, a partir de seu cemitério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As dificuldades foram enormes, mas o empenho maior. O tema da pesquisa não rendeu apenas um TCC, mas hoje Mauro prossegue suas pesquisas em história cemiterial e criou um blog para divulgá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convido-os a conhecerem: &lt;a href="http://www.tumulodaneblina.blogspot.com/"&gt;http://www.tumulodaneblina.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-1203328678818488568?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/1203328678818488568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/pesquisa-para-toda-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1203328678818488568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1203328678818488568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/pesquisa-para-toda-vida.html' title='Pesquisa para toda vida'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7092357139261632179</id><published>2010-08-24T09:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:55:33.435-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Biblioteca Mundial Digital</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi notícia por e-mail encaminhado por nosso sempre colaborador Marcel Alves Martins e repasso para vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Unesco lança biblioteca mundial digital&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daniela Fernandes &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De Paris para a BBC Brasil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lança nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (www.wdl.org).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 18, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;32 instituições&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol", diz Billington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7092357139261632179?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7092357139261632179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/biblioteca-mundial-digital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7092357139261632179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7092357139261632179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/biblioteca-mundial-digital.html' title='Biblioteca Mundial Digital'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-422360040254713682</id><published>2010-08-24T09:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:53:03.009-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Patrimônio e ideologia</title><content type='html'>Uma das coisas que mais me fascinam no magistério é poder descobrir em cada aluno sua subjetividade. E a grande mágica acontece quando o aluno e o professor, vinculados pelo desejo de saber, se encontram e brilham juntos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro semestre de 2009&amp;nbsp;tive uma experiência maravilhosa numa turma de 5º. Semestre de História. É uma turma brilhante, viva, muito intensa e criativa. Vocês já leram alguns trabalhos produzidos por alunos desta turma: Marcel, nosso permanente colaborador, Alecos, que possui uma escrita instigante capaz de traduzir com cuidado os desdobramentos de sua inteligência minuciosa, Gideoni Cardoso da Costa, com um olhar criativo e inovador sobre o mundo e Flávia Silva, pesquisadora apaixonada que ainda inscreverá seu nome na historiografia brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes meninos são apenas uma amostra do brilhantismo desta turma. E juntos, vivemos um momento especial. Uma das aulas que realizamos neste semestre foi sobre globalização e regionalismo, diante da sociedade do espetáculo. E esta aula mexeu com todo mundo. Mas um par de olhos vivos me chamou atenção. Rutimiriam, sempre muito atenta, mas quieta, logo se manifestou encaminhando-me por e-mail um texto cheio de idéias que foram além do conteúdo que tivemos condições de discutir em 90 min. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conhecimento em construção é assim...permanece para além da aula e lá fora cresce, toma corpo. E Rutimiriam deu corpo às nossas discussões. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que aqui não há imagem de seus olhos. Porque o saber só faz sentido quando toca, pois só quando toca transforma. E como brilham os olhos desta menina!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo, segue a generosidade que teve ao compartilhar o texto de sua avaliação conosco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Relação Ideologia X Patrimônio Cultural&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Rutimiriam Ferreira Porto Costa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sociedade propriamente histórica” segundo Marilena Chauí, é o termo que identifica uma sociedade específica que desenvolveu ao longo de sua existência, ferramentas para controle de massas, por meio da Ideologia. Essa Ideologia não exerce controle específico do dominante para o dominado, ela necessita de uma adesão total de crenças já que a divisão ideológica feita, não está centrada na divisão de trabalho ou financeira dentro daquela sociedade, mas ela deve representar uma divisão universal, ou seja, aquela determinada cultura, aquele determinado país torna-se a referência do que há de melhor para ser seguido. Mas não basta implantar um modo de pensar e viver só aparente, é assim que deve viver também a sociedade que a implanta. Nicolau Sevcenko(1999, p.123) cita dados concretos sobre a interatividade dos americanos com os meios visuais interativos “Vinte e três milhões de americanos estavam conectados com a rede em 1998, com as adesões crescendo a cada dia. Em meio a esse turbilhão de imagens, ver significa muito mais que acreditar.” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A justificativa para que vários povos de diversas culturas acreditem e aceitem como verdade que seu bem estar e seu progresso estejam vinculados a similaridade aos padrões de comportamento e consumo dos países mais ricos, foi desenvolvida por várias gerações que se moldam e se mascaram apoiadas em explicações míticas ou teológicas sobre sua origem e permanência, atribuindo-se a si mesma autoridade e poder. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso só é possível porque segundo Marilena Chauí (1981, p. 19) “o campo da ideologia é o campo do imaginário, não no sentido de irrealidade ou de fantasia, mas no sentido de conjunto coerente e sistemático de imagens ou representações tidas como capazes de explicar e justificar a realidade concreta.”. Esse sistema é elaborado para ocultar o domínio de um grupo social sobre o outro e esconde-se e fortalece-se sob a imagem da globalização, ou seja, todos devem ter acesso às novas ordens mundiais para que possam fazer parte dela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As diversas formas de mídias e a informatização bombardeiam as sociedades pelo mundo todo com sua ideologia através da “Indústria Cultural” que é o meio para realização da cultura dominante. Mas não seria possível tal efeito caso houvesse por parte das sociedades que não as dominantes, o reconhecimento de que seu próprio Patrimônio Cultural lhes basta e que é possível tirar dele os subsídios para manutenção de sua existência futura dentro das suas reais e particulares necessidades, e não as que são ditadas pelo modal. O Patrimônio Cultural de um povo está ligado a sua identidade e interesses, e por temor a essa identidade é que a ideologia prega a descartabilidade e a renovação, seja de imagens como as das igrejas, monumentos, literaturas, caminhos, heróis, enfim tudo que possa lembrar o momento de unificação daquele povo ao longo da sua história, esses símbolos devem parecer obsoletos e ultrapassados dando lugar ao “atual”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pensamento, que é a maior área de atuação da ideologia deve ser mudado e adequar-se ao pensamento global através da alienação. Marilena Chauí defende que uma poderosa arma contra os discursos ideológicos seria o contradiscurso, não no sentido de preencher as lacunas em branco deixadas por ele, mas encontrar pontos divergentes em si. É nesse ambiente de distorções e disfarces que se concretiza o imperialismo. Um contradiscurso poderia encontrar bases a partir da apropriação e conscientização de cada comunidade de seu Patrimônio Cultural. O sentimento de identidade e de cidadania estaria fortalecido e questionaria a autencidade de documentos e monumentos utilizados pelos outros Estados. Em contraposição ao que deve ou não entrar em desuso, mantêm-se os registros e monumentos da historiografia da “sociedade propriamente histórica”, aquela responsável pelo desenvolvimento da humanidade, segundo Le Goff em suas diversas formas, seja pela arquitetura, escultura ou como documento histórico escrito, os documentos servem de testemunho do poder. Esse poder objetiva ficar registrado na memória coletiva a fim de permanecer e mostrar às gerações futuras sobre sua existência, e, mais que isso, avisando e instruindo as massas sobre sua força.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro artifício é o discurso para as massas onde se ignora o individual. Esta é uma questão importante a refletir. O indivíduo na sociedade atual não existe, o que existe é a busca de um espelho para que ele possa escolher com quem mais se identifica, ele busca seu eu no outro para que possa encaixar-se em algum nicho. Em sua obra “Sociedade do Espetáculo”, Guy Débord percebe que essa projeção da imagem transforma o cotidiano em cenas de um Espetáculo, onde as pessoas escolhem atuar na vida real desempenhando um determinado papel estabelecido de acordo com suas possibilidades de consumo. Existe então uma confusão do real de fato que se transforma em realidade condicionada, repetida e divulgada inconscientemente. “O espetáculo – diz Débord – consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida. É a forma mais elaborada de uma sociedade que desenvolveu ao extremo o ‘fetichismo da mercadoria’ (felicidade identifica-se a consumo). Os meios de comunicação de massa são apenas ‘a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio à massa de consumidores’.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enxergar-se enquanto indivíduo pertencente a uma realidade regional e distanciar-se do ser consumidor globalizado torna-se uma possibilidade cada dia mais distante, porque o que a grande massa tem como projeto de futuro está desenhado a partir de estéticas preestabelecidas e negá-lo causaria uma perda de referências, esse vazio precisaria ser preenchido com uma nova imagem, mais independente, mais autêntica, mais concreta, mas onde ela está? Em suas memórias culturais? Talvez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gilmar de Carvalho, um pensador das produções do povo nordestino, expressa esse desejo falando de raízes, “Viemos do sertão. Essa negação problemática é responsável por muitos traumas. Queremos deixar de ser caboclos e assumir novos códigos, na marra. Fomos ingleses no tempo da Casa Manchester. Passamos para a França com a bandeira tricolor dos paquetes da Boris Frères. Durante a Segunda Grande Guerra, fomos invadidos pelos norte-americanos que até hoje não saíram daqui e trouxeram uma bebida gasosa, cuja fórmula de fabricação é guardada a sete chaves. Pior: trouxeram um estilo de vida e uma visão de mundo. Muitos ainda se deslumbram com o império hegemônico que dá visíveis sinais de decadência. O sertão se degrada na periferia da cidade. Esse desgaste se acentua com a pauperização das manifestações culturais vindas na bagagem dos migrantes.” Ele completa seu protesto com um saudosismo das quadrilhas e pastoris já extintos, e encerra com as palavras que não há como substituir e nada melhor para concluir: “E assim caminha a Humanidade. E assim vamos levando tudo isso, rindo da própria desgraça, legitimando o que não merece e levando a sério o que deveria ser objeto de escárnio.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CHAUÍ M. &lt;strong&gt;Cultura e Democracia:&lt;/strong&gt; o discurso competente e outras falas.2ed.São Paulo: Moderna, 1981.220p.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CARVALHO, G. &lt;strong&gt;Ofícios, tradição e gambiarra&lt;/strong&gt;. Disponível em: http://angelica.hoeffler.zip.net/arch2008-03-09_2008-03-15.html. Acesso 30 mar.2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;DÉBORD, G. Sociedade do Espetáculo. Disponível em: http://www.cisc.org.br/portal/biblioteca/comentariosociespetaculo.pdf. Acesso 30 mar.2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;LE GOFF, J. &lt;strong&gt;História e Memória&lt;/strong&gt;. Tradução Irene Ferreira.al. 2ed.Campinas:UNICAMP, 1996.554p.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SEVCENKO, N. &lt;strong&gt;A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa&lt;/strong&gt;. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-422360040254713682?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/422360040254713682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/patrimonio-e-ideologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/422360040254713682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/422360040254713682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/patrimonio-e-ideologia.html' title='Patrimônio e ideologia'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-8856651921517599179</id><published>2010-08-24T09:40:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:40:00.735-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Patrimônio imaterial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2005, tive o privilégio de conhecer uma das turmas mais criativas e revolucionárias para a qual já lecionei. Alunos e alunas inquietos, criativos, competentes para planejar e por em prática o que acreditavam como proposta de educação e de vida. Foi nesta turma que conheci Thiago Fijos, "menino" que comparecia às aulas de bermuda e skate e que muitas e muitas vezes superou todas as expectativas (grandiosas) que eu tinha em relação a seu grupo e a ele. Não dá pra dissociar Thiago de sua vida como capoerista. E um dos trabalhos que pedi que fizesse, nas aulas de Museologia e Arquivologia sobre Patrimônio, ele escreveu uma belíssima monografia, de pesquisa ímpar sobre o tema. Até hoje tento convencê-lo a transformar o trabalho num mestrado. Hoje Thiago Fijos é licenciado em História, leciona na rede pública estadual de São Paulo e é estudante de Ciências Sociais. Há um ano, ele e sua turma revolucionaram a universidade em que estudaram com uma Semana da Consciência negra inesquecível, que contou com grupo de Maracatu, palestras sobre Candomblé e, como não poderia deixar de ser, um grupo de capoeira do qual Thiago faz parte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito generoso, Thiago redigiu o texto que segue para publicá-lo neste blog. É só uma amostra da rica pesquisa que ele empreende.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Capoeira Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;por: Thiago Fijos de Souza&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meio milênio depois de sua avassaladora força de resistência, ao sistema escravista, a capoeira finalmente é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial[1] Brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Batizada posteriormente as suas efetivas atividades, em meados do século XVIII, a capoeira teria se materializado aqui, nas terras do além mar, no início do século XVI com a chegado dos primeiros africanos, os quais não dispunham de armas alguma para enfrentar o covarde empreendimento europeu, a escravização do “outro”, nos quais os povos autóctones do novo mundo, além dos africanos, não escaparam das atrocidades impostas pela ocupação e exploração européia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É dentro deste contexto que o corpo do oprimido vai tornar-se arma, pois este é seu único recurso imediato para enfrentar o poderio bélico europeu. A prática da luta corporal negra nunca foi tolerada durante todo o período escravista, tendo que se camuflar de várias formas para continuar existindo. As concepções periculosas da luta adentram o período da República Velha (1889-1930), nas quais a população excluída dos postos de trabalho, após a abolição da escravidão (1888), continuou utilizando a luta, sua astúcia e malandragem para subsistir dentro da complexa política instituída no Brasil depois da Proclamação da República (1889), em que o negro, apesar de liberto, não foi inserido como cidadão e continuou fora dos planos da elite nacional. Isso veio a provocar cicatrizes até nossos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no século XIX a capoeira ganha oficialmente o título de crime com o vigor do código penal de 1890:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Fazer nas ruas e praças publicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecida pela denominação capoeiragem acarreta pena de prisão celular de dois a seis meses; sendo circunstância agravante pertencer a alguma malta ou bando; aos chefes ou cabeças seria imposta pena em dobro ; os reincidentes podem ter uma pena de ate três anos; se o capoeira for estrangeiro, deveria ser deportado após cumprir pena.” (CAPOEIRA,2001,p.43).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez este tenha sido um dos períodos mais contraditórios da história da capoeira, pois apesar de perseguida e criminalizada ela também foi muito utilizada por partidos políticos e pela elite brasileira:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Capoeiras e capangas eram tradicionalmente usados também por políticos e poderosos em geral como instrumento de justiça privada’’(...) “Muitos capoeiras integram a Guarda Negra que dispersava comícios republicanos. A própria policia fazia uso deles como agentes provocadores ou informantes” (CARVALHO, 2004,p.155)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta conotação subversiva da capoeira iria se alterar após o golpe de Getulio Vargas (1930), que vai promover a capoeira como um esporte nacional, através da metodização da capoeira de Mestre Bimba (Manoel dos Reis Machado, 1900-1974), na qual passa a chamar-se Luta Regional Baiana, e por incrível que pareça, no Estado Novo (1937-1945), a capoeira passa a ser ensinada nas forças armadas brasileira. Mas a capoeira primitiva não deixa de existir, e ainda carregando o estigma marginal, a Capoeira Angola recusa os métodos propostos por Bimba e continua a ser praticada livremente, no sentido do seu desenvolvimento intuitivo e natural, tendo a frente Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha, 1899-1981). Estes dois nomes citados são dois dos grandes homens que marcam a história da capoeira, muitos mestres contribuíram para a construção da luta e do titulo por ela atribuído no dia 15 de Julho deste ano, porem se nos atrevêssemos a citar mais nomes nunca contemplaríamos todos os construtores dessa herança cultural, assim como o breve histórico da própria capoeira descrito nestas poucas palavras, no mais todo brasileiro tem um pouco de capoeira, a miscigenação nos proporciona esta virtude e a riqueza do ritmo, do molejo, da criatividade, da estética, da coragem e da brasilidade do povo mais heterogêneo do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto a arte da capoeira supera o preconceito após 500 anos de existência, onde participou ativamente da história do pais, nas rebeliões populares, nos redutos quilombolas, na luta por condições de sobrevivência, nas quais a luta libertadora, consciente e educadora, hoje , com merecimento a conquista do titulo de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIMBA,Mestre. &lt;strong&gt;Curso de Capoeira Regional&lt;/strong&gt;. RC Discos/Fitas Salvador. (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPOEIRA, Nestor. &lt;strong&gt;Os Fundamentos da Malicia&lt;/strong&gt;. 7.ed.. Rio de Janeiro: Record, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, José Murilo de. &lt;strong&gt;Os Bestilizados&lt;/strong&gt;: 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GARCIA, Victor Alvim Itahim. &lt;strong&gt;Historias e Bravuras de Besouro&lt;/strong&gt; : O Valente Capoeira . Rio de Janeiro: Abada Edições, 2006. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PINSKY, Jaime. &lt;strong&gt;A Escravidão no Brasil&lt;/strong&gt;. 12.ed. São Paulo: Contexto, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRADO JÚNIOR, Caio. &lt;strong&gt;Evolução Política do Brasil&lt;/strong&gt;. 16.ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGO, Waldeloir. &lt;strong&gt;Capoeira Angola&lt;/strong&gt;: Ensaio Sócio-etnografico. Bahia:&amp;nbsp;Itapuã,1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOFFIATI NETTO, Aristides Arthur. Como proteger os bens imateriais? Disponível em: http://www.geocities.com/lagopaiva/comoprot.htm. Publicado em 27 ago. 2000 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;[1] O patrimônio imaterial é subjetivo e intangível,”1. dos saberes (conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades); 2. das celebrações (rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social); 3. das formas de expressão (manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas); 4. dos lugares (mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e reproduzem práticas culturais coletivas).” (SOFFIATI NETTO) Os parâmetros citados são uma simplificação do artigo 1 do Decreto 3551. de 04 de agosto de 2000, onde se redefinem os conceitos que definem o Patrimônio Imaterial Brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-8856651921517599179?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/8856651921517599179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/patrimonio-imaterial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/8856651921517599179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/8856651921517599179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/patrimonio-imaterial.html' title='Patrimônio imaterial'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-4583548357150332857</id><published>2010-08-24T09:32:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:33:29.497-07:00</updated><title type='text'>Bestializados</title><content type='html'>Em novembro de 2008, por ocasião das comemorações da Proclamação da República,&amp;nbsp;os alunos do curso de História monitoraram uma exposição criada por eles sob a coordenação da Profa. Lucirene Caragnato sobre a República Velha. Turma criativa, inquieta, produziu textos a partir de diferentes linguagens (sons, fotos, palavras, notícias de jornal...). O resultado foi a inquietação que sente o visitante quando sai da exposição pensando como tudo o que aconteceu na República Velha é tão atual.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para representar esta turma, convidei nosso sempre brilhante colaborador, Marcel Alves Martins, para publicar o texto que redigiu e que está logo à entrada da exposição. Com isso, quero parabenizar a turma e a professora e trazer aos leitores deste blog um pouco das questões levantadas pelo trabalhos dos queridos e queridas do curso.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THP0TfJNWnI/AAAAAAAAAAc/zEcx6BaD2Ak/s1600/rubens_v.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THP0TfJNWnI/AAAAAAAAAAc/zEcx6BaD2Ak/s320/rubens_v.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;E nós, continuamos “bestializados”?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Por Marcel Alves Martins&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Glória à Pátria! Honra aos heroes do dia 15 de Novembro de 1889”. Eis as manchetes do dia seguinte à queda da Monarquia. Que heróis? Uma ala militar, que apressa a derrocada da Monarquia, já decadente, com um “desfile” ao qual o povo assistia bestializado, mostrando qual era a posição do mesmo no ato da Proclamação da República.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Constituída a República, tudo resolvido, afinal ela trará todas as soluções para os problemas encontrados no Antigo Regime com a “Ordem” e o “Progresso”. Mas que República? Qual o projeto de país pretendido por aqueles que fizeram a proclamação? Não sei. Mas o certo é que a república dos militares é distinta da república da burguesia cafeeira de São Paulo, que por sua vez é diferente da república do restante da população.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual República temos hoje? Também não sei, até parece que continuamos a assistir “àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava (e o que significa)”. Ao que tudo indica, e todos falam, esta cena continua a repetir-se sem que haja qualquer tipo de reação e/ou reivindicação, na medida em que insistimos em não participar da construção histórica de nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será? O fato é que no ato da Proclamação o povo não teve participação, mas quem disse que, na construção daquilo que chamamos República, esse povo não foi agente desta história? Seria uma inverdade afirmar o contrário!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que alheia à proclamação da República, o que foi feito pelos militares, esta população foi de fundamental importância para os fatos seguintes. Quase sempre apresentada como massa homogênea e disforme, como povo, sem identidade e dignidade, os brasileiros estiveram muito longe disto. São gente, são pessoas, que vão à luta, mesmo no anonimato, para construir um país, para construir-se como gente, buscando dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja num Belo Monte com bons conselhos contra a República opressora ou na Contestação do avanço do capital estrangeiro opressor, seja na longínqua Juazeiro com os fiéis de meu “padinho” ou nas grandes cidades, por meio das lutas operárias por melhores condições de trabalho e salários dignos; seja com João Cândido contra a chibata ou com os cariocas contra a vacina.... São homens, mulheres, imigrantes, no campo ou na cidade, com religiosidade ou sem, que buscam uma Res – pública, uma coisa que seja de todos e para todos; que ela dê dignidade, preserve os direitos, puna as injustiças e preze pelo bem de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunto-me se hoje também não é assim. Nas “Marias” e “Josés” que saem para a labuta, na busca de melhores condições de vida, na defesa dos que são excluídos, nas reivindicações e nas indignações com a situação que está posta, mas que não é eterna. A luta é a mesma, buscamos construir uma República que seja de fato de todos, lutamos contra os abusos no anonimato, à surdina, mas nunca mórbidos, atônitos e surpresos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto lá quanto aqui lutamos, participamos, buscamos ser agentes da história, na construção de um país, ou pelo menos na organização de um projeto de país. As situações mudaram, mas a luta continua viva e a resistência parece correr nas veias. Mesmo sendo apresentados como massa, como povão, nós estamos aí, buscando dignidade, identidade; homens, mulheres, imigrantes... o processo ainda não parou!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe agora uma pergunta: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-size: large;"&gt;E você, continua bestializado?!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-4583548357150332857?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/4583548357150332857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/bestializados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4583548357150332857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/4583548357150332857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/bestializados.html' title='Bestializados'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THP0TfJNWnI/AAAAAAAAAAc/zEcx6BaD2Ak/s72-c/rubens_v.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-3531634608084001850</id><published>2010-08-24T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:27:51.180-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><title type='text'>Respostas de um espelho</title><content type='html'>Nesta manhã eu acordei com minhas idéias um pouco confusas. Lembrei-me que não precisaria trabalhar já que é o meu dia... o “dia dos professores”. Como quem não mais consegue se livrar da rotina levantei-me e parei para me observar no meu velho espelho, e naqueles pequenos momentos, deixei que minha mente me contasse tudo aquilo que penso sem medos e com pouco pudor (que habita em idéias pouco mastigadas). Aproveitei cada segundo, já que tenho poucas oportunidades de realizar tal nobre ação... minha mente tem tido pouca voz nesses dias de árduo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em um turbilhão de sensações me senti um hipócrita. Como podia estar em casa, sonolento, em dia tão importante? Por que não estava nas ruas reivindicando uma condição de vida mais digna? Entretanto, o estar em casa me causou enorme alívio... tenho andado estressado e preocupado com a minha saúde. Devo admitir que o trabalho tem me consumido e as correções de trabalhos e a preparação de aulas tem me tirado os momentos de folga. Mas enfim, para sobreviver em minha profissão devo me sujeitar a essas enormes jornadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo passei a imaginar a contradição que isto significa. Enquanto devo trabalhar de forma estafante, muitos de meus companheiros têm que se desdobrar para lecionar em diversas escolas, quando ainda possuem campo para trabalhar! Seria tão difícil se criar jornadas mais lógicas e justas com remunerações mais dignas? Não pude deixar de esboçar um discreto sorriso ao meu reflexo... não sou tão culpado assim de tantos problemas educacionais, como afirma minha nobre secretária! Deixei de duvidar que estavam transferindo para mim e meus companheiros uma ingerência que transcende os limites das salas de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras possíveis soluções pairaram em minha mente em frações de segundo, mas todas elas se resumiam a uma coisa: “vontade política”. De fato as relações políticas têm seus efeitos diretos em nossa vida cotidiana, mas em nosso caso, são a essência de nosso labor. Nós, professores, não vamos para a sala de aula despidos de ideologias, ideais e valores. Não brincamos de escolinha, mas queremos formar cidadãos! Ora, estão tentando nos fazer esquecer disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso furado da educação neoliberal que nos trata somente como funcionários, aplicadores de cartilhas e propostas são a maior prova de a quem nossos dirigentes estão servindo: o grande capital que se apropria da mão de obra barata que formamos e de nosso próprio esforço, no já manjado discurso do “se não está satisfeito, que procure outra profissão!” Estufei meu peito e não contive que meus lábios dissessem ao ar, um forte e convicto “não!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irriguei aquele momento com minhas lembranças de quando era eu o aluno. Sentado, calado, admirando a sabedoria dos meus professores. Ah... aquela professora que me mostrou Marx, Da Vinci, Dali, Ghandi! Como sonhei em um dia poder mudar a vida de alguém da mesma forma! Como fiquei orgulhoso em me sentar pela primeira vez no banco da Universidade, sabendo que em breve realizaria meu sonho... o primeiro dia de trabalho? Inesquecível! Tremi, mas não me esqueço dos rostos de cada aluno voltados para mim, o grande ator no palco da educação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguém pode agora me dizer que se não estou satisfeito que mude? Mudarei sim... a minha postura, as minhas aulas, a minha forma de ver o mundo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui conter o avanço dos meus pensamentos. Havia algum tempo que não conseguia reorganizar meu mundo... percebo hoje que talvez seja esta a intenção daqueles que nos ditam regras e nos fazem auxiliares de sua burocracia interminável: limitar nosso campo de visão para que não vejamos que os problemas são mais estruturais que ocasionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meus alunos... se eu sofro, imagine eles! Não importa a sua idade, não passam de crianças, muitas oriundas de famílias desestruturadas, envoltas em uma realidade que o Estado não é capaz de solucionar. O exemplo e as oportunidades vêm daqueles que nem sempre dão bons exemplos. A luta pela sobrevivência faz com que muitas dessas crianças fiquem a mercê de situações que se refletem diretamente em nosso cotidiano. Devemos culpá-las? E que exemplo nós temos dado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado temos um Estado negligente, que em sua incompetência, transfere para as escolas problemas que competem e ele resolver. Senti-me orgulhoso em entender que na verdade eles têm medo. Medo é a palavra correta. Medo de que nossos alunos realmente aprendam e percebam que seu modelo de gestão está errado. Medo de assumir a sua culpa histórica na deteriorização da educação. Medo de não formar uma mão de obra submissa e dependente para compor as fileiras de seus industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas percebi que o maior medo é de nós professores. Eles sabem bem que somos nós que podemos mudar tudo isso. Que através da aplicação de nossos conhecimentos e vivências (não digo de técnicas, mas de cidadania) podemos abalar esta poderosa estrutura, que esconde seus medos e incapacidades em um discurso liberalizante. Naqueles minutos eu percebi que temos mais poder que imaginamos... o poder de nos mobilizarmos e de ultrapassar a famosa educação bancária para ministrar valores, sentimentos (é, a educação envolve sentimentos!)... enfim, condições para uma vida digna aos nossos alunos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela sensação inicial de sair e reivindicar voltou a tomar conta de mim. Entendi que valia a pena trocar um dia de descanso por uma vida profissional mais tranqüila. Que as muitas palavras já nada resolverão, é preciso mais, é preciso ação! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti orgulhoso novamente de ser professor. Ainda que seja difícil, não há nada melhor. Já vestido (com todo o meu arsenal ideológico) resolvi sair e dizer tudo aquilo que todos nós sabemos, mas que nos faltam oportunidades de falar. A verdade é que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Não importam os anos de magistério, mas sim o amor que nos despertou a educação e é esse amor que é capaz de superar qualquer descaso ou problema social... basta que acreditemos. Enquanto deixarmos os medrosos ditarem regras, as propostas audaciosas jamais emergirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou e chamo a todos aqueles que também sabem de seu poder de mudança. Que sabem que é do seio de nosso trabalho que pode surgir a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com orgulho digo, Parabéns professores! O futuro do mundo está em nossas mãos e façamos dele bom uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Querodia Tarelow&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-3531634608084001850?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/3531634608084001850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/respostas-de-um-espelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3531634608084001850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3531634608084001850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/respostas-de-um-espelho.html' title='Respostas de um espelho'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7944254235674140269</id><published>2010-08-24T09:25:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:25:24.829-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depoimentos'/><title type='text'>O tamanho de um sonho</title><content type='html'>Gustavo Querodia Tarelow entrou na minha vida durante sua graduação em História. Em virtude da qualidade dos trabalhos que apresentava, sempre brinquei com ele perguntando se os mais recentes também seguiriam o padrão Querodia. Tudo o que Gustavo fez sempre foi genial, primoroso. Não poderia ser diferente no momento em que comoveu a família e amigos ao apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso na Semana de Pesquisa promovida pelo seu curso. Gustavo estava pronto para caminhos maiores. E seguiu este ideal. No texto que segue, conta um pouco deste percurso. Tal como Diana Navas, o depoimento de Gustavo é importante para que todos aqueles que um dia sonham com o que lhes parece impossível, acreditem que podem, com esforço e dedicação vivenciar o que até então era esperança.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigada, Gustavo, pelo depoimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O&amp;nbsp;tamanho dos sonhos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada dia tenho aprendido que o mundo é do tamanho de nossos sonhos. Se nossos sonhos forem grandes, o mundo sempre será um espaço a ser conquistado e cada novo desafio se tornará uma experiência valiosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com 17 anos de idade ingressei na Universidade, no curso de História, o meu grande sonho até então. Sonho realizado com gosto especial pois na época eu estava desempregado e meus pais não poderiam de forma alguma custear meus estudos. Na busca por uma oportunidade, conheci o Programa Universidade para Todos, o PROUNI, criado naquele mesmo ano e com inexplicável alegria recebi a notícia de que havia sido aprovado e estudaria na UNIABC. Naquele momento não conseguia imaginar nada além de me formar e poder realizar o meu outro sonho que era de voltar à escola em que havia cursado o Ensino Fundamental para ministrar as minhas aulas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que eu era apenas um idealista na Universidade e desejava aprender em cada situação e em cada experiência, em cada diálogo, já que era um dos mais jovens de minha turma. Ali busquei me esforçar, mas na minha visão, onde eu estava era o ápice, sobretudo quando, já no segundo ano do curso, consegui meu primeiro emprego, na escola em que eu havia estudado. Ao ver meus companheiros, muitos já professores de outras disciplinas, já graduados em outras áreas me sentia pequeno, com “muita lenha para queimar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, ainda no meu primeiro semestre no curso, conheci uma professora muito importante para a minha formação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha relação com os meus professores era de respeito e admiração e poucas vezes me dirigia particularmente a eles, até por medo de fazer perguntas bobas. Mas com esta professora foi diferente. Ela, ao ler alguns de meus trabalhos acadêmicos, me procurava para discutirmos alguns pontos, sempre com um elogio, mas sempre com sua criticidade peculiar. Eu sempre admirei o fato de ela ler com tanto empenho nossos trabalhos e dialogar conosco com tanta base. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este tratamento que recebi mudou minha postura. Me deu mais firmeza e segurança naquilo que produzia, liberdade para que eu me sentisse apto a buscar mais informações com todos os demais professores e me ensinou que um professor pode sim fazer diferença na vida de um aluno. A partir desse momento entendi o que era uma Academia e que era neste espaço que eu gostaria de firmar meus passos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dada a obrigação de redigirmos um Trabalho de Conclusão de Curso, o famoso TCC, para completarmos nossa formação, procurei esta professora para apresentar a proposta da pesquisa que eu gostaria de realizar, a saber, a história das políticas públicas em saúde mental no município de Santo André. Ela prontamente aceitou a proposta e me incentivou a realizar uma pesquisa elaborada, dado o pouco enfoque historiográfico sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exatamente por não haver um trabalho deste tipo para nos dar base, tivemos muitas dificuldades em meio à pesquisa. Ao buscarmos auxilio com a professora que em um primeiro momento nos orientou, fomos aconselhados a mudar de tema, o que nos gerou uma enorme frustração. Todavia, a minha querida professora, que não estava nos orientando oficialmente ainda, acreditou que poderíamos superar tais impasses e que poderíamos fazer um bom trabalho. O apoio dado foi ainda maior quando ela assumiu a orientação dos TCCs no último semestre do curso. A partir de então a pesquisa fluiu e pudemos concluir nosso trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, ela nos deu a honra de apresentarmos as conclusões de nossa pesquisa no lançamento de seu livro, o que foi uma responsabilidade e tanto! Mas foi assim que ela me fez acreditar que eu podia alçar vôos maiores. Meu sonho cresceu. Eu desejava cursar um Mestrado e poder ministrar aulas em uma Universidade para talvez ter a mesma importância na formação de outros alunos. Meu mundo ficou maior, pois já não tinha mais medo de sonhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já formado, alimentava o sonho de cursar o Mestrado e meu foco era a USP, inegavelmente a maior Universidade do Brasil, mas não tinha a menor idéia de como adentrar na pós-graduação e não possuía um Orientador definido. Tinha apenas em mente a idéia de ampliar a pesquisa realizada no TCC. Adivinhem para quem pedi ajuda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi esta mesma professora quem me indicou o Laboratório de Estudos da Intolerância da USP como um caminho possível. Descobri que um ex professor da UNIABC realizava pesquisas no laboratório e ele por sua vez me indicou para a sua Orientadora, Zilda Lokoi, que nos informou sobre as pesquisas da professora Maria Amélia Dantes, sobre História das Ciências no Brasil. Assim, enviei um e-mail para ela, pedindo que lesse meu TCC e se ela poderia orientar meu trabalho, já que as inscrições estavam se encerrando. Ela aceitou, desde que o recorte temporal fosse modificado para a década de 1930 e o foco geográfico fosse o estado de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, passei pelas seleções, inclusive de forma milagrosa pela prova de proficiência em Inglês, já que nunca havia feito nenhum tipo de curso de idiomas. Iniciei o Mestrado em História Social em julho de 2008 e mais um sonho se realizou. Sei que coisas maiores virão, mas compreendi que como diria Raul, “o sonho que se sonha junto é realidade”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso agradeço a Deus por ter me feito viver tudo isso e por ter colocado pessoas em meu caminho que se dispuseram a me ajudar e que acreditaram em mim. Entre estas pessoas, está a professora que sempre terá um lugar cativo em meu coração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço a todos,&lt;/div&gt;Gustavo Querodia Tarelow&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7944254235674140269?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7944254235674140269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/o-tamanho-de-um-sonho_24.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7944254235674140269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7944254235674140269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/o-tamanho-de-um-sonho_24.html' title='O tamanho de um sonho'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-5843417671616504990</id><published>2010-08-24T09:21:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:21:45.032-07:00</updated><title type='text'>Contra a xenofobia</title><content type='html'>Recebi a imagem a seguir do querido Prof. Roberto Benjamim, presidente da Comissão Pernambucana de Folclore. Segundo informa no e-mail, a imagem fora veiculada na Espanha, após as numerosas deportações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THPxh1W6t6I/AAAAAAAAAAU/MIO1qwJhGhQ/s1600/xenofobia.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THPxh1W6t6I/AAAAAAAAAAU/MIO1qwJhGhQ/s320/xenofobia.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-5843417671616504990?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/5843417671616504990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/contra-xenofobia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5843417671616504990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5843417671616504990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/contra-xenofobia.html' title='Contra a xenofobia'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THPxh1W6t6I/AAAAAAAAAAU/MIO1qwJhGhQ/s72-c/xenofobia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-3554498050015534389</id><published>2010-08-24T09:19:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:19:13.176-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Filosofia da educação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro semestre de 2008 fui brindada com a disciplina Filosofia da Educação no sexto semestre do curso de Letras. turma vibrante, ,madura, de olhos atentos e mente fervilhante. Uma das reflexões pedidas e feita por dois alunos, Laura e Rodrigo, segue logo abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Protágoras e Sócrates - Relacionando as filosofias&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Laura Lucy Dias, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Lima&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alunos concluintes do curso de Licenciatura em Letras em 2008. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nossos dias vemos na prática de ensino muito do que a filosofia já apontou, em relação ao sofista Protágoras e ao Sócrates temos muito que observar e aprender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente a mistura das duas filosofias ocorre, porém não podemos dizer que de forma harmônica. A questão do sofismo que se relaciona com a aquisição de poder ocorre na educação contemporânea, mas não é em relação a quem adquire o conhecimento e sim em relação a quem o oferece e para quê. Hoje a visão da necessidade de ter um povo alfabetizado está voltada para o mercado de trabalho, o que contraria a Sócrates, que acredita que a educação não deve ser útil, o indivíduo deve aprender para depois entrar no mercado de trabalho com um conhecimento prévio sobre si mesmo e necessário para exercer a sua função.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É complicado falar que todo o método utilizado hoje seja tradicionalista, e que este remonta totalmente ao padrão Sofista, mas não podemos deixar de notar que simplesmente sua base é acompanhada de pitadas desta filosofia. Como? Os currículos definem o que será aprendido pelo aluno, um conhecimento pré-estabelecido é entregue e deve ser aplicado diretamente na mente do indivíduo pelo professor, que por sua vez não exercita a prática de ensino além da exposição de conhecimentos que foram gerados por outros, sem o mérito de discutir e gerar outros conhecimentos que não estes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já com Sócrates vemos que a necessidade do conhecimento da sua própria ignorância leva o indivíduo a gerar idéias e isso é uma forma diferente de se ensinar. A possibilidade de ver o ser através de sua individualidade e depois universalizá-lo é algo até romântico, mas na prática deve ser pensado, sua correção deve partir da formação de nossa sociedade e seus pensamentos, e por isso talvez devêssemos olhar mais para a virtude, como Sócrates, para assim entendermos a sua proposta de ensino e sua filosofia em geral. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capital vem antes de tudo para a sociedade na qual vivemos, e sua virtude é o poder que pode causar, então como podemos em um mundo capitalista vislumbrar a virtude antes do capital? Talvez esta seja a pergunta eminente para alterar a base de nossa sociedade, entretanto a discussão aqui cabe a métodos de ensino, e em relação a isto talvez pudéssemos trazer pequenas alterações, mas estas propostas seriam barradas na impossibilidade da falta de capital destinado à educação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a possibilidade da maiêutica, como método de pesquisa, talvez seja a disponibilidade de material, e principalmente a alteração na consciência social na valorização do aprendizado desde a infância, o que retornaria ao cunho político. A questão da retirada do Currículo seria algo que derrubaria a estrutura do ensino nacional, como ensinar um aluno de acordo com a filosofia de Sócrates (que leva o aluno a gerar uma idéia)? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos que a necessidade de levar ao aluno o conhecimento de coisas pré-estabelecidas é necessária devido a sua inserção na sociedade, porém poderíamos fazer com que ele as pensasse, mediando como tantas propostas nos trazem, para isso precisamos de alunos mais motivados e isso leva à necessidade de ensinar o que eles querem aprender. Então o que faremos? Ele não quereria aprender nada, o professor pode se esforçar e, partamos do pressuposto que ele tenha conseguido que o aluno se motivasse, mesmo que através de estímulos ou de alguma outra forma, então o aluno seria levado à pesquisa, e passaria a formular as idéias pré-existentes, num processo de desenvolvimento e não de assimilação por mera exposição destas idéias, e isso levaria o aluno a uma autonomia que é tão prevista pelos PCN´s e introduzidas pelo neoliberalismo, porém tão pouco motivada e mesmo possibilitada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conhecimento para os sofistas era algo que deveria ser condicionado, isto significa que deveria ser assimilado e não gerado, ao contrário do que diz Sócrates. Está, também, nas mãos dos professores mudar o conceito do ensino de hoje, podemos pelo menos tentar fazer com que o indivíduo tenha sua autonomia, o que pode ser muito mais valoroso até do que lhe proporcionar a possibilidade de se condicionar a ser virtuoso, em vez de sê-lo pela essência dos valores adquiridos com a educação, como Sócrates queria. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-3554498050015534389?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/3554498050015534389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/filosofia-da-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3554498050015534389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3554498050015534389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/filosofia-da-educacao.html' title='Filosofia da educação'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7490603086012384481</id><published>2010-08-24T09:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:15:57.380-07:00</updated><title type='text'>Olhar sobre o cotidiano</title><content type='html'>Cristiano Alexandria de Oliveira é nosso colaborador constante. Já demonstrou suas habilidades com a palavra ao escrever poesia e outros textos de caráter literário para o blog. Neste artigo, ele discretamente nos revela outras facetas: ele projeta seu olhar de artista plástico e pensador da contemporaneidade sobre a cidade. E naquilo que parece banal vê oportunidade de reflexão, de leitura. E nos ensina ...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre as africanas de resina&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;(Ou:” existe arte popular demais”?)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Cristiano Alexandria de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas prateleiras das lojas de resina, principalmente na Avenida 25 de março, no centro de São Paulo, é visível o aumento da quantidade daquelas estátuas que representam negras africanas. O brilho da cor da pele e as cores vivas dos ornamentos chamam a atenção dos consumidores, que estão trocando os velhos anjinhos anglo-saxônicos por esta nova e exótica opção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observando bem as estátuas, percebe-se que todas elas são baseadas numa etnia única: os sudaneses da África negra, que vivem nas savanas da zona boreal. Esta etnia é caracterizada por indivíduos altos e esbeltos. As roupas e utensílios também distinguem este grupo dos demais africanos. Uma sub-raça dos sudaneses, chamada de “nilóticos”, que habita as regiões às margens do rio Nilo, define melhor ainda o tipo representado. São pessoas altas, membros longos, cabeça pequena e lábios delgados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas características são muito acentuadas nas estátuas. A figura, quando observada num primeiro momento, chama a atenção por parecer desproporcional. Mas basta um minuto a mais de atenção para percebermos a singeleza das formas, a suavidade das curvas, a doçura dos braços que parecem quebrar ao menor toque, segurando lanças de caça, baldes e crianças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um sem número de opções e tamanhos para se escolher. Mas o que mais me chamou a atenção foram as estátuas sem rosto. Herdeiras de uma tendência modernista em escultura, a íntima relação entre o real e o abstrato e a harmonia presente mesmo nas formas exageradas dão à obra um valor notável, tanto que assume valor de mercado. Digo isto porque é mais fácil, hoje em dia, para uma obra de arte ter valor artístico do que econômico, como item de compra em potencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu as vi pela primeira vez, achei que estivesse ocorrendo uma heresia contra um Vítor Brecheret, um Henry Moore ou um Alfredo Ceschiatti. Afinal, a temática, as formas, as idéias, o imaginário moderno em escultura estava ali sendo vendido, em resina, ao lado de um pedaço de papel rasgado escrito em letras garrafais “quebrou, pagou”, misturado com dragões chineses raivosos, miniaturas de espadas, Budas e Shivas. Tudo muito “capitalizável”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não. Fui obrigado a reconhecer a beleza das africanas magrelas em seus afazeres domésticos. Os famigerados anjinhos anglo-saxônicos permaneciam lá, de forma cristã, os mesmos. E merecem ter a sua beleza barroca reconhecida. As pessoas em volta ora manifestam apoio às africanas, ora reprimem, alguns por puro preconceito. Não preconceito contra os negros. Mas contra a arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu apoiei. Demorei um pouco, mas compreendi. Compreendi não só o valor daquelas peças, baratas até pelo tanto de história que carregam. Mas compreendi o valor de Bernini, Míron, Antonio Canova e Michelangelo, escultores de base realista, clássica, que se (sub)desenvolveu nos amáveis anjinhos anglo-saxônicos; e o valor de Brecheret, Ceschiatti e Lehmbruck, escultores modernos, voltados para a harmonia das formas geométricas, que se (sub)desenvolveu nas amáveis africanas. Tudo em resina, arte pura, a preços bem mais em conta do que nos leilões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, não era isso o que os modernos queriam? Enfim, a arte mais popular, a arte no centro das cidades, nas principais zonas de comércio, dentro de cestas como se fossem mantimentos, compradas por atacado, acessível às classes mais baixas, tão nossa quanto arroz e feijão, causando espanto, tirando as pessoas de seus estados catatônicos, incentivando o diálogo artístico e a crítica até dos que não são críticos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é. Passeando pelas ruas de uma São Paulo carente, encontro ao menos um sorriso dos heróis de 1922, escondidos atrás das frias prateleiras de uma loja de resinas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7490603086012384481?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7490603086012384481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/olhar-sobre-o-cotidiano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7490603086012384481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7490603086012384481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/olhar-sobre-o-cotidiano.html' title='Olhar sobre o cotidiano'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-1744907860793365834</id><published>2010-08-24T09:13:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:13:25.976-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><title type='text'>Hipocrisia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto escrito em abril de 2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hipocrisia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há aproximadamente quatro semanas aconteceu uma grande tragédia. Uma inocente e doce criança de seis anos de idade, de nome Isabela, foi estrangulada e jogada de um prédio, muito provavelmente pelo pai e pela madrasta, fato este que tomou conta dos noticiários e mobilizou grande parte da sociedade. Após tantas investigações, depoimentos, provas, exames, resta-me um sentimento: cansaço! Cansado da hipocrisia com que esta atitude bárbara tomou conta de nossas vidas. Não há um lugar sequer que não comente e que não se clame por justiça... Hipocrisia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez você esteja achando que sou um desumano e sem coração, caro(a) amigo(a), ao dizer que estou cansado (talvez indignado seja o termo correto). Mas é verdade, não agüento mais ligar a TV ou abrir o jornal e a manchete “Isabela” tomar conta das atenções. Não que eu queira que os culpados saiam ilesos ou que seja a favor de tais atitudes; no entanto o que vejo é que esta JUSTIÇA que pedimos no caso desta doce criança não é para todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou contar-lhes uma história, mas é claro que já viu em alguma manchete de jornal: em dezembro de 2005, antevéspera de Natal, dois adolescentes Fernando e Fabiano, 17 e 14 anos de idade respectivamente, saíram para ir a uma festa (que não existiu). Com a autorização do pai, os dois irmãos saíram, com a promessa de voltarem cedo para inaugurarem, no dia seguinte, o quarto novo, recém construído e mobiliado (talvez como um “presente de Natal”). Nunca mais voltaram... a festa era uma cilada, a volta se deu um dia depois num caixão para a missa de corpo presente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível que você diga: “dois nóias que roubavam ou deviam grana para os traficantes”. Eu e tantos outros dizemos o contrário, pois convivíamos com ambos e sabíamos todos que o perfil dos dois jovens não se enquadrava ao de “nóias”, nem roubavam, nem deviam. Mas é certo que você já ouviu falar deste caso nos jornais, né?! Não!! De fato, não apareceu nenhuma manchete alertando que dois jovens foram brutalmente assassinados com vários tiros. Talvez porque o pai deles fosse um simples auxiliar de limpeza do postinho de saúde do bairro, que trabalhava o dia inteiro e à noite ia para a escola, recuperar o tempo perdido nos estudos. Ou então porque eles morassem lá no “fundão” da cidade onde ninguém escutasse os tiros ou os gritos por justiça! Talvez porque o Aneildo e a Luciene, meus amigos, não sejam tão importantes para ganhar as manchetes dos jornais com a morte de seus dois filhos... afinal, quem é Aneildo? E os filhos dele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível que você pergunte o que aconteceu. E eu te digo: não teve polícia civil, equipamentos ultra modernos, manifestação e mobilização de boa parte da sociedade, investigação, depoimentos... o que teve foram dois corpos e uma família destruída. Qual crime é pior, o de Isabela ou o de Fernando e Fabiano? Os dois são horríveis! Por que somente o dela teve repercussão na mídia nacional?! Eu não entendo, por isso acho isso uma hipocrisia! É provável que você também conheça um ou mais casos destes que, assim como do meu amigo Aneildo (que voltou para o seu Ceará, já que a vida aqui em São Paulo não mais existia sem a presença de seus filhos), são desconhecidos e até mesmo ignorados. Gritos como este que grita só, sem ser ouvido... grito que é vencido pelo cansaço. Cansaço de esperar por uma JUSTIÇA que para ele não virá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quantas “isabelas” nestas três semanas foram assassinadas, espancadas, vendidas como prostitutas, abusadas sexualmente? Quantas “isabelas” morreram de fome no Nordeste e em tantos outros lugares de nosso país? Qual o número de “isabelas” que morreram doentes, nas filas dos hospitais públicos, sem nenhum atendimento ou vitimas da violência? Agora, enquanto você lê estas linhas meu caro(a) amigo(a), quantas “isabelas” gritam, clamam, imploram por socorro... e não são ouvidas?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Justiça ao caso Isabela! JUSTIÇA TAMBÉM aos casos “isabelas” que não chegam à mídia, que não movem a massa, que não dão ibope, mas que são, como o de Isabela, monstruosos, desumanos, e que também requerem justiça... mas eu, estou cansado desta hipocrisia! As histórias do Fernando e do Fabiano e das “isabelas” não vão estar na capa dos jornais amanhã cedo. Talvez porque o Aneildo e os “josés” e “marias”, pais deles, não sejam conhecidos, ou porque o escritor destas linhas não seja famoso. E é provável que a justiça não venha (como está o caso do assassinato dos meus dois amigos) porque eu, Aneildo, Fernando e Fabiano, “isabelas” e tantos outros passamos despercebidos diante de UM caso tão horrível como o de Isabela, que ocupou e ocupará por um bom tempo as manchetes de todos os jornais, até deixar de aumentar a audiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hipocrisia... estou cansado!!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcel Alves Martins&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-1744907860793365834?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/1744907860793365834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/hipocrisia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1744907860793365834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/1744907860793365834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/hipocrisia.html' title='Hipocrisia'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-5618555486609275148</id><published>2010-08-24T09:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:10:33.762-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depoimentos'/><title type='text'>O tamanho de um sonho</title><content type='html'>Conheci Diana Navas quando era aluna do curso de Letras. Olhos vivos, cheia de vida, mente inquieta e constante insatisfação. Aluna dedicada, não se contentava com um trabalho bem feito, queria trabalho muito bem feito. Muitos professores admiravam aquela menina de fala articulada e exímia pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Diana, apesar de todos estes atributos e do nome de deusa, é uma pessoa comum. Na graduação e depois dela partilhou comigo seus sonhos e muitas de suas inseguranças. Será que sou capaz? Será que vou conseguir? Este desafio não é grande demais? O que faz Diana tão especial é o tamanho de seus sonhos. Tudo fica pequeno perto deles. E com muito trabalho, conseguiu realizar parte deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, pedi para ela, hoje minha colega de trabalho, escrever o depoimento que segue. Nele, ela conta parte de sua trajetória para que sirva de inspiração a todos aqueles que acham que são apenas mais um número na matrícula na universidade. Você pode ser diferente. Basta reconhecer o quanto você é especial!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu ingresso no curso de Letras da UniABC aconteceu em 2002. Movida pela minha paixão por livros e, principalmente, pelo fato de ter começado a ensinar inglês em uma escola de idiomas, entrei na faculdade com uma idéia fixa: queria me tornar uma professora universitária. Sabia que se tratava de um longo caminho a ser percorrido (afinal, acabara de iniciar a graduação!), mas, ao mesmo tempo, sabia que o primeiro passo já havia sido dado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A princípio, meu interesse era na área de língua inglesa, em virtude do meu trabalho. O contato com excelentes professores de literatura, no entanto, despertou uma antiga paixão, nutrida desde a infância: a literatura – paixão esta que não foi apenas despertada, mas nutrida durante os três anos do curso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último semestre da Graduação, comecei a pesquisar cursos de mestrado em Literatura. Foram incontáveis as vezes que eu acessei os sites da PUC e da USP para saber das datas, do processo seletivo, sonhando um dia, ingressar em uma delas. Mas, embora quisesse muito, achava algo impossível: afinal, eu estava me graduando em uma faculdade particular (e eu acreditava que sofreria preconceito por isso) e não tinha condições financeiras para pagar o curso (no caso da PUC).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta época, ouvi conselhos diversos: alguns professores consideravam loucura eu ingressar diretamente no mestrado. Outros, e estes eram os meus grandes exemplos, apoiavam-me a enfrentar este desafio. Seguindo o conselho destes últimos (ainda bem que não damos ouvidos àquelas pessoas que insistem em dizer que não vamos conseguir!) e a idéia de que “onde há uma vontade, há um caminho”, em março de 2005, fiz minha inscrição no processo seletivo para o curso de mestrado em Literatura e Crítica Literária na PUC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descrente de que pudesse ser aprovada (vejam que não são somente os outros que nos impulsionam para baixo – “nós” somos nossos grandes inimigos), entreguei meu projeto e, no dia da minha entrevista, tive a minha primeira surpresa: um dos mais renomados professores da PUC, o prof. Dr. Fernando Segolin, convidou-me para ser sua orientanda, afirmando ter gostado muito do meu projeto. Naquele momento, embora que ainda não completamente, comecei a acreditar que era capaz de tornar meu antigo sonho em realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui aprovada no processo seletivo e iniciei o curso em agosto de 2005. Desde então, disposição, empenho, dedicação, trabalho, perseverança, muita paixão pela literatura, renúncias fizeram parte (e ainda fazem!!!) de minha rotina. “Sacrifícios” (assim os chamam as pessoas) que me renderam, no segundo semestre, graças a meu desempenho, uma bolsa da CAPES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não posso negar que foram dois anos difíceis, de renúncias e mesmo de um certo abandono da vida pessoal, mas, sem dúvida, foram anos primordiais para o meu crescimento não só acadêmico, mas, principalmente, pessoal. Cada conquista obtida contribuía para comprovar o que pessoas amigas, diziam e que eu insistia em não acreditar: você é capaz de fazer as coisas acontecerem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A defesa do meu mestrado aconteceu em outubro de 2007 (exatamente três anos depois de eu ter apresentado meu TCC na Semana de Letras da UniABC). Fui aprovada com conceito dez e elogiada pela banca que afirmava que minha dissertação de mestrado poderia, com um pouco mais de tempo e pesquisa, transformar-se em uma tese de doutorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início de 2008, comecei a trabalhar como professora da Uninove e já estava muito feliz com a realização do meu sonho. Porém, tive uma surpresa ainda maior: fui convidada para ministrar aulas no curso de Especialização em Literatura da PUC, substituindo aquele que é meu ídolo/amigo/orientador – o professor Fernando Segolin. Preciso contar a satisfação com que recebi este convite?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A leitura deste “depoimento” pode suscitar em alguns a idéia de que venho apresenta-lo como forma de exibicionismo. O que desejo, no entanto, é algo bastante contrário: é demonstrar e dar um exemplo concreto que somos capazes de concretizar os nossos sonhos. Que somos capazes de criar oportunidades. Que somos capazes de ver caminhos onde muitos só vêem obstáculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vencer as barreiras que nos cercam (barreiras estas, muitas vezes, impostas por nós mesmos) está em nossas mãos. É uma questão de opção nos contentarmos com o que nos é “facilmente” oferecido ou partir em busca daquilo que é, aparentemente, impossível. É uma questão de escolha se colocar na posição de oprimido ou tentar fazer a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho aprendido, a cada dia, a confiar mais em mim. A acreditar que sou capaz. A sonhar e confiar que posso realizar. E é por isso que já estabeleci uma nova idéia fixa: meu doutorado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como já dizia o poeta, não somos do tamanho da nossa altura, mas do tamanho dos nossos sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-5618555486609275148?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/5618555486609275148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/o-tamanho-de-um-sonho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5618555486609275148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5618555486609275148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/o-tamanho-de-um-sonho.html' title='O tamanho de um sonho'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-8193158482251574942</id><published>2010-08-24T09:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:07:29.840-07:00</updated><title type='text'>tradição e modernidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apresentar Gilmar de Carvalho não é fácil. Advogado, jornalista, doutor em Comunicação e Semiótica, professor da UFCe fariam dele apenas um erudito. Mas Gilmar é muito mais. Acima de tudo um homem sensível. Sente o Ceará, terra que lhe viu nascer, pulsar em cada poro. Gilmar respira e exala cultura popular. É pesquisador e pensador das produções deste povo que ele faz questão de conhecer. E valorizar. Gilmar é referência. Referência de um homem apaixonado pela pesquisa, que mesmo sem receber financiamentos para tal, produz muito. Viajou todo o Ceará, documentou as vozes que ecoam de uma cultura material ou não e publicou muito. Entrou nas casas de rabequeiros, assistiu santeiros prepararem o barro, provou doces das quituteiras, compartilhou anos de amizade com Patativa de Assaré, de quem é o maior pesquisador. O texto de Gilmar combina de maneira única crítica mordaz e sensibilidade poética. Gilmar é patrimônio. Não institucional, fruto de um poder elitizado que visa se perpetuar forjando uma memória. Gilmar é um patrimônio do homem cearense, que cria gado, que cultiva a terra, que vende folhetos nas feiras, que faz xilogravuras e reza para o Padre Cícero. E como este homem-patrimônio é generoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Permitiu que publicasse um de seus textos neste blog. Aproveitem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ofícios, tradição e gambiarras&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Gilmar de Carvalho&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como os ofícios tradicionais conseguem sobreviver na contemporaneidade, num contexto de predomínio das novas tecnologias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se chamar de anacronismo a permanência de ourives, barbeiros, modistas, lambe-lambes numa Fortaleza que tem pretensões de ser metrópole?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&amp;nbsp;tradição é a fixação de práticas que se sedimentaram, ao longo do tempo, pelo fato de fazerem muito sentido para as comunidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elas resultam de um processo lento de fixação, se baseiam numa transmissão que muitas vezes não é compreendida como tal, e passa pelo olhar atento, pela experimentação às escondidas e pela necessidade de fazer para sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa aprendizagem escapa à objetividade das políticas culturais e se inscreve como um processo informal. Nem sempre se aprende porque se quer, mas porque é preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São recorrentes os relatos de músicos que não tiveram professor e aprenderam vendo parentes e vizinhos tocarem. Na negação da iniciação sistematizada, entra em cena o conceito de Dom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atribui-se a Deus uma habilidade que é cultural. Mas essa atribuição também está prevista nos códigos da cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curioso como prevalece no Brasil a simultaneidade de tempos. Temos o arcaico convivendo com a tecnologia de ponta no mesmo espaço e ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas assimetrias dão uma idéia da complexidade de uma discussão que deveria ser levantada mais vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raízes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fortaleza é uma grande cidade sertaneja. E nisso não vai qualquer tentativa de depreciar a quarta maior (?) cidade brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viemos do sertão. Essa negação problemática e responsável por muitos traumas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queremos deixar de ser caboclos e assumir novos códigos, na marra. Fomos ingleses no tempo da Casa Manchester. Passamos para a França com a bandeira tricolor dos paquetes da Boris Frères. Durante a Segunda Grande Guerra, fomos invadidos pelos norte-americanos que até hoje não saíram daqui e trouxeram uma bebida gasosa, cuja fórmula de fabricação é guardada a sete chaves. Pior: trouxeram um estilo de vida e uma visão de mundo. Muitos ainda se deslumbram com o império hegemônico que dá visíveis sinais de decadência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sertão se degrada na periferia da cidade. Esse desgaste se acentua com a pauperização das manifestações culturais vindas na bagagem dos migrantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante muito tempo tivemos pastoris. Os pandeiros eram feitos de latas de goiabada e a percussão obtida graças às tampas de garrafas de guaraná batidas que chacoalhavam nos buracos abertos com facas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O partido azul e o encarnado faziam a festa das crianças de um tempo não muito distante. Borboletas pequeninas voejavam. Ciganas do Egito usavam colares, moedas nos turbantes e lenços. A Diana fazia a síntese entre as duas cores. O auto de natal de origem ibérica se perdeu nos escaninhos mais recônditos da memória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os bois de armação de madeira, cobertos de chitas, com aplicação de espelhos e miçangas, não saracoteiam pelas ruas. Hoje, são atrações para turistas e não a celebração dramática do ritual da morte da vaca preferida do fazendeiro pela mulher grávida do vaqueiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os brincantes já não pintam bigodes com lápis de sobrancelha e não se vestem de chita. As quadrilhas juninas são micro-empresas. A adesão a elas se dá como às escolas de samba cariocas: o pagamento de uma prestação mensal garante a roupa de brocado, lanches e transporte. Os ensaios são feitos com “play-backs” e novas coreografias seguem a sintaxe do espetacular. Com paus e fitas, os brincantes batem palmas e fazem seu show. Dá para ser contra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim, entre tensões e aplausos, recusas e adesões, esse embate vai se construindo no espaço da cidade, no tempo de agora e sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pregões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vassoura de espanar, vassourinha e espanador”, “Panelada e fígado gordo”. “Doce gelado, ô doce”. Os pregões do passado são permanentemente atualizados. Hoje, temos o pregão polifônico dos vendedores de água de coco, espécie de ladainha, poesia sonora, música urbana, entrecortada por sincopas, aliterações e repetições (oco, coco, co, ô, água), praticamente pendurados às janelas dos ônibus, num ritual de sobrevivência que comove e incomoda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda persiste, em menor escala, o grito de “borracha pra panela de pressão” e “desentupidor de fogão a gás”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os pregões amplificaram seu alcance. O carro do sorvete oferece, por meio do sistema de som: “quatro bolas por apenas um cinqüenta centavos”. E conclui, agregando praticidade ao produto: “ já temos a vasilha”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O carro do bolo oferece uma diversidade de sabores e cobra apenas dois reais por unidade. Se levarmos em conta que esse dinheiro não paga uma fatia nas doceiras sofisticadas da cidade, dá para se ter uma idéia do que se está a consumir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tapioca é vendida nas bicicletas, com direito a amplificador acoplado ao guidom e é oferecida na hora do café da manhã, com o pregão tendo como trilha uma das canções religiosas de Roberto Carlos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As frutas vêm da Ceasa e chegam as nossas portas, facilitando nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O menino de recados foi substituído pelo serviço de entrega, o “delivery” que deixaria irritado o defensor da exclusão de língua estrangeiras em nosso léxico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como colocar barreiras na língua? Voltaríamos ao tupi, aliás, idéia que vale ser cogitada. E para que mais pregão que o grito do varejo? Se Deus não é surdo, o consumidor tampouco. O insuportável 30/ 60/ 90/ 120/ 180 de boa parte dos comerciais recorre a uma estratégia do rádio que, por sua vez, busca nas feiras seu ponto de partida. A mídia se sofistica, mas o apelo continua o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espelho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é nosso sonho de cidade? E nosso ideal de consumo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O inchaço da cidade não significa crescimento. A proliferação de “shoppings”, “flats”, franquias e bandeiras de cadeias de hotéis acentua o “apartheid” social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos uma cidade sitiada. Os ricos se sentem ameaçados e elevam os muros de suas casas. Os condomínios estabelecem uma vigilância panóptica, onde o “grande irmão” do show televisivo atua de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os arrastões não poupam ninguém e os carros blindados não previnem de todas as pedradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Construímos uma cidade a partir de normas de etiquetas, do que importamos dos grandes centros e esquecemos que o “lixo” nem sempre se comporta debaixo do tapete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A economia informal irrompe, agressiva e se alastra pelo entorno da Catedral. O Beco da Poeira é um dos lugares mais movimentados de Fortaleza, apesar das ruas estreitas, das proteções de plásticos e dos fios descascados que transformam aquilo tudo numa bomba relógio que, graças a Deus, não foi nem será detonada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arcos inúteis, enfeites que arquitetos e urbanistas implantam nas praças e espaços públicos se tornam estruturas para vendas, moradia e lazer. Tudo é ressignificado pelo povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propaganda governamental (em todos os níveis) trabalha com o estereótipo. Quem vê a propaganda do banco regional pensa que está no campo da ficção, tão pasteurizadas e limpas são as imagens do comercial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos dificuldades em conviver com nossa realidade de desdentados, gente feia, mas cheia de garra, com determinação e espírito empreendedor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seremos melhores quando adequarmos nossos sonhos ao nosso cotidiano, ao que somos de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É justamente nessa esquina entre o real e o idealizado que vicejam as paredes de papelão e latas, que se misturam os códigos da norma culta e da fala do povo, que se entrelaçam o “ê má”, o “tu é doido”, com a leitura acadêmica que fazemos dessa babel, um enigma que não conseguimos decifrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As “lan-houses” pontificam incluindo, digitalmente, os que compram mp-3 e os carregam com o forró que nos poupam de ouvir, o que não acontece com o “som de carro”, proibido em alguns bares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pirataria desconcerta as investidas policiais feitas à Feira dos Pássaros, às calçadas do centro e onde quer que esteja um vendedor que inclusive faz um “gato” da rede de distribuição pública de energia para melhor vender seu produto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é mais pirata: a duplicação indevida (?) dos cds e dvds (assim se fez o sucesso de “Tropa de Elite”) ou o preço extorsivo do que é vendido legalmente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que acontece quando nos recusamos a ver o que o espelho, impertinente, nos mostra? Fortaleza...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Centro/Periferia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&amp;nbsp;periferia pode estar no centro do centro. Para que algo mais periférico do que o chamado colunismo social?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que maior caricatura que mulheres enchapeladas, crianças fantasiadas de personagens da mitologia nos “buffets” infantis, casamentos temáticos (Romeu e Julieta), jovens garanhões (mas não tanto), recepções com um quê de Versailles?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A indigência de nossos novos-ricos joga para a periferia o que parece ser centro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, a dignidade e a coerência dos movimentos sociais (bairros e favelas, jovens, sindicatos, sem-teto) levam para o meio da cena questões que não nos interessa enfocar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa tensão é importante para uma compreensão mais fina de nossa complexidade social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidade inchou. As relações sociais se tornaram mais complexas. A violência não é causa, nem efeito: é uma forma extrema do processamento dos paradoxos impostos pelas elites. O mercado se diversificou e se sofisticou. Tenta-se subverter a segmentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E onde ficam barbeiros, ourives, alfaiates, fotógrafos ambulantes nesse contexto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se surpreendam se, em breve, os barbeiros de navalha estiverem fazendo performances nos salões de “haute-coiffure”. Os ourives podem ser chamados para armarem suas tendinhas nas joalherias de grifes dos hotéis de luxo, na linha do típico, da mesma forma com que bandas cabaçais tocam nos teatros com orquestras sinfônicas, fazendo a festa de políticas culturais assimétricas e elitistas, traçadas ao capricho dos gestores de plantão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma forma que o “fast-food” pode incorporar o “cai-duro”, o forró dialoga com o axé, a tapioca ganha recheio de catupiry ou cobertura de chocolate “fondant”, a paçoca é feita no liquidificador e o centro da cidade continua no mesmo local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa relação com a memória é tensa. Negamos a tradição, mas não adianta negar ou rejeitar as práticas culturais mais ancestrais, o que faz sentido (ainda) para a comunidade: tudo volta, como as ondas do mar em seu eterno refluxo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim caminha a Humanidade. E assim vamos levando tudo isso, rindo da própria desgraça, legitimando o que não merece e levando a sério o que deveria ser objeto de escárnio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=518530. Acesso 09 mar. 2008&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-8193158482251574942?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/8193158482251574942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/tradicao-e-modernidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/8193158482251574942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/8193158482251574942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/tradicao-e-modernidade.html' title='tradição e modernidade'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7260119555511992391</id><published>2010-08-24T09:00:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:00:33.832-07:00</updated><title type='text'>Texto e contexto</title><content type='html'>Rodrigo Tavares Freitas é formado em Letras. Conheci este menino de olhos vivos e sorriso contagiante no primeiro semestre de seu curso.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre teve alegria em aprender. Já no 4º. Semestre tinha idéias para desenvolver no Trabalho de Conclusão de Curso. E com a orientação do Prof. Flavio Botton, realizou trabalho primoroso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, Rodrigo nos oferece em forma de artigo, uma parte deste trabalho. Alguns itens da bibliografia como Celso Luft, Vigotsky e Pedro Demo são de leitura obrigatória para todos os educadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O pluralismo de idéias e a interdisciplinaridade na sala de aula&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ser solicitado ao aluno do ensino médio o desenvolvimento de uma redação ou o levantamento de uma análise qualquer que envolvam as disciplinas correntes ou um assunto específico, encontramos fortes obstáculos que demonstram total despreparo do aluno para a sua elaboração. Estes obstáculos denotam problemas em vários aspectos cognitivos que estão ligados à vida escolar do aluno, tais como dificuldades em ler, construir orações lógicas, compreender textos e raciocinar com clareza. Este cenário está estabelecido por todo sistema de ensino do país, que não atinge às perspectivas dos países mais avançados cientificamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os professores responsáveis pelo ensino da redação também apresentam despreparo no processo ensino-aprendizagem no que condiz a um bom desempenho na elaboração da redação. Estes, por sua vez, perdem-se em meio a filosofias de ensino que se diferenciam por suas metodologias: a tradicional (que visa o ensino num processo unilateral, em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno o receptor) e a sócio-interacionista, ou reflexiva (que visa o ensino num processo bilateral, em que o professor é o intermediário na busca do conhecimento pelo aluno). Por conta deste desencontro metodológico, as estratégias utilizadas na rede pública de ensino, para o desenvolvimento da redação pelo aluno, tem se demonstradas incoerentes com a dinâmica de ensino sugerida pelos Parâmetros Curriculares Nacional de Língua Portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que haja a liberdade da expressão de fato como método educacional, o professor deverá abrir debates com seus alunos para que haja divulgação do pensamento por parte dos estudantes. Se o professor pretende abordar a arte, por exemplo, poderá, em meio a debates, trabalhar as artes que os alunos estão habituados, como grafite ou música. Assim, o conhecimento artístico do aluno poderá mesclar-se ao que o professor pretende transmitir, formando assim, uma fusão de conhecimentos ou uma análise paralela comparativa sobre as artes envolvidas no debate. Desta forma, o aluno estará dialogando com o professor, expressando suas idéias e opiniões acerca do assunto por meio da linguagem que o aluno está habituado. No atual Ensino Médio há uma confusão metodológica quanto à liberdade de expressão e pesquisa. As correntes interacionistas e tradicionais de pensamento são observadas em conjunto, evitando uma clareza de idéias. Não é possível que estas duas correntes caminhem juntas para o alcance do conhecimento, já que tratam de itens severamente opostos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Através da interdisciplinaridade entre opiniões a interação torna-se mais viável devido à troca de informações entre os integrantes da turma. O contexto social em que está estabelecida a sala de aula pode ser usado como ferramenta de trabalho pelo professor para a construção de idéias e formação intelectual. Se não for considerado o contexto social em que a sala de aula está estabelecida assim como a aplicação de conteúdos aproveitando esse contexto, o professor não formará alunos autônomos capazes de pensar por si próprios, mas meros reprodutores de seu conhecimento capazes de decorar regras e assuntos e não entendê-las.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saber interdisciplinar é saber comunicar e trabalhar com as diferenças procurando uma resposta comum a todos. Sendo assim, um professor de História, por exemplo, pode interdisciplinar com um professor de Língua Portuguesa no que diz respeito ao estudo da Literatura, já que entendemos que não é possível analisar uma escola literária se não há um estudo do contexto histórico que está por trás daquela escola. Com esta mesclagem, o estudo se torna mais prático e fácil porque não há monotonia em sua aplicação, mas interatividade e ponderação de outros pontos de vista e outros ângulos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em contrapartida ao que apregoa o tradicionalismo educacional, a LDB afirma que a educação não se limita apenas ao centro escolar, mas ao meio social geral do aluno (vida familiar, convivência humana etc.), ou seja, a escola é um centro de referência educacional adicionado ao processo de formação do aluno, já que este possui outras referências além da escola. A escola deve contribuir com a mesclagem dos valores externos a ela como, por exemplo, cidadania, liberdade, democracia e igualdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que entendamos este princípio da LDB, será necessário considerarmos que os ambientes sociais do aluno também auxiliam na sua educação e desenvolvimento intelectual. Se formos analisar quais são estes ambientes, concluiremos que são inúmeros, podendo citá-los alguns deles: a família, a igreja, o clube de esportes, a vizinhança, as festas folclóricas etc. Estes contextos sociais certamente contribuem com o desenvolvimento sócio-educacional do aluno já que por trás deles há princípios educativos e políticos. Por exemplo: a igreja é o centro onde os princípios educativos relacionam-se à moral e à religiosidade e a família é o centro onde os princípios educativos são amplos, podendo relacionar-se à moral, ética, religiosidade, política etc. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos concluir que a LDB e o PCN sugerem que o ensino seja efetivado por meio de um processo reflexivo e não tradicional ao que se pensa em algumas entidades educacionais. Já que o ensino tradicional demonstrou-se instável perante as mudanças sociais decorrentes no país ao longo dos anos 70 a 90.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo da aplicação dos mecanismos sócio-interacionistas é o de tornar o aluno autônomo e capaz de pensar por si só e em grupo, além de seguro e competente para expor suas idéias de forma organizada e compreensível. Sabemos que o intuito do desenvolvimento de uma metodologia sócio-interacionista numa classe do ensino médio não é o de apenas formar seres-humanos capazes de redigir e analisar contextualizações com eficácia, mas o de desenvolver a capacidade da análise social, política e econômica. A capacidade de argumentar, processar informações e resolver problemas cotidianos também são objetivos desta metodologia, pois este método torna o aluno um ser pensante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro princípio que o professor deve ter em mente é o de amigo e companheiro de seus alunos, pois já devem ter sido “abandonados” por professores anteriores. O aluno deve ser visto como construtor do conhecimento e o professor o intermediário deste mecanismo. Sua opinião e expressividade devem ser colocadas em evidência pelo educador e não ser subtraída para que a visão do educador se torne absoluta. A construção do conhecimento pelo aluno o torna pesquisador e ciente das diferentes formas de pensamento do mundo. É exatamente isso o que sugerem os Parâmetros Curriculares Nacional, que, infelizmente, não são observados, o que torna o aluno exatamente o oposto deste processo: um ser incapaz de pensar por si próprio e de construir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BORDENAVE, Juan E. Díaz. &lt;strong&gt;O que é Comunicação&lt;/strong&gt;. 8. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAIT, Beth. &lt;strong&gt;Bakhtin, Dialogismo e Construção do Sentido&lt;/strong&gt;. Campinas. Unicamp, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BURITY, J. A. Interdisciplinaridade, Discurso e Diálogo Científico. In: &lt;strong&gt;Anais Simpósio e Interdisciplinaridade em Questão.&lt;/strong&gt; Campina Grande: Universidade Estadual da Paraíba., 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELGADO, Evaldo Inácio. &lt;strong&gt;Pilares do Interacionismo&lt;/strong&gt;: Piaget, Vygotsky, Wallon e Ferrero. 3. ed. Rio de Janeiro: Erica. 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMO, Pedro. &lt;strong&gt;Conhecimento Moderno&lt;/strong&gt;: Sobre Ética e Intervenção do Conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________. &lt;strong&gt;Pesquisa&lt;/strong&gt;: Princípio Científico e Educativo. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIJK, Van. &lt;strong&gt;Cognição, Discurso e Interação&lt;/strong&gt;. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUFT, Celso Pedro. &lt;strong&gt;Língua e liberdade&lt;/strong&gt;. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO . &lt;strong&gt;Parâmetros Curriculares Nacionais&lt;/strong&gt;. Língua Portuguesa,1998&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VYGOTSKY, Liev Semionovitch. &lt;strong&gt;A Construção do Pensamento e da Linguagem&lt;/strong&gt;. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7260119555511992391?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7260119555511992391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/texto-e-contexto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7260119555511992391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7260119555511992391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/texto-e-contexto.html' title='Texto e contexto'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-5103877610619382377</id><published>2010-08-24T08:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T08:53:23.687-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Este é um país que vai pra frente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rafael Freitas apresenta-se como “Especialista em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), formado em Letras pela Universidade do Grande ABC (Uniabc), professor de Língua Portuguesa da rede estadual e, claro, apaixonado por futebol.” Mas quem conhece o Rafinha sabe que ele é muito mais do que isso. Tive o privilégio de conhecê-lo quando ingressou no curso de Letras. Menino cheio de sonhos, e cheio de medos também. Rafael amadureceu, formou-se com louros apresentando um TCC maravilhoso e ganhou o mundo. Talvez o Rafa não saiba que quem mais ganha, na verdade, é o mundo, por tê-lo por aqui. Rafinha deixou marcas profundas de garra e alegria em todos os que o conheceram. E hoje, apresenta seu texto neste blog. O assunto é polêmico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;De Copas e Paus&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Rafael Freitas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos nós sabemos, pois foi amplamente divulgado pela mídia, que o Brasil irá sediar pela segunda vez o campeonato mundial de futebol. Candidato Único, foi simples e fácil: bastou apresentar um caderno de encargos, prometerem mundos e fundos,apresentar vídeos onde os estrangeiros assistem que o Rio de Janeiro continua lindo, que o país tem uma infra-estrutura de primeiro mundo, e que é capaz de sediar eventos de porte internacional com sucesso, como os Jogos Panamericanos e o Mundial de Fórmula 1 para que tudo se encaixasse na mais perfeita ordem; afinal de contas, a copa do mundo é nossa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais me intriga é algumas situações que me levam a pensar o quanto o mundial de 2014 será um sucesso: é claro que o presidente do país teria de estar presente, mas e todos os outros políticos também? Estariam buscando mostrar as maravilhas de seus estados, com o intuito de sediar um grupo, apenas para constar na história de que foi palco de um (eu disse um!!!) jogo na copa? Estádios? Ah, temos vários, todos em perfeitas condições: Fonte Nova, Pacaembú, Mineirão, Morumbi... (só quem já freqüentou um estádio sabe do amplo estacionamento, banheiros limpos, lanchonetes adequadas, fácil acesso para portadores de necessidades especiais, etc, etc...)Se fosse apenas isto, vá lá, mas tenho minhas desconfianças...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mais curioso foi a presença do escritor Paulo Coelho na cerimônia de diplomação do Brasil para a Copa: até onde minha memória permite me relembrar, nunca vi Paulo Coelho escrever um livro sobre futebol, mas... comparar futebol ao sexo, para discutir o que é melhor ou pior é algo, com o perdão da palavra, broxante. Nélson Rodrigues, Carlos Drummond de Andrade e Luis Fernando Veríssimo, só para citar alguns, em termos futebolísticos, teriam mais direito de serem homenageados, por sua obra visando o bem da bola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos nós somos apaixonados por futebol, e por isso devemos ter as coisas feitas às claras, bonitas, como um drible ou uma grande defesa. Bonito é ver cidadãos educados, formados e unidos, cientes e conscientes de que a Copa é feita para que um país progrida e cresça, assim deve ser o objetivo de um país que sedia uma copa. Bonito é ver o que os alemães fizeram ao perder a semifinal para a Itália, em 2006. Junto ao portão de Brandemburgo, gritavam: “perdemos uma copa, ganhamos uma história”. É natural, vindo de um povo que tem educação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Educação? Sim, futebol e educação estão lado a lado. Como professor, penso que, ao educarmos nossas crianças, adolescentes e adultos, estamos não só ensinando matérias, mas procurando formar cidadãos críticos e conscientes, que possam fiscalizar e observar de que forma esta copa estará sendo organizada, cobrar que tudo corra na mais perfeita ordem. E não só a copa, mas quaisquer outras coisas que venham a influenciar, nossa casa, nosso bairro, a sociedade, o mundo. Mas penso que infelizmente, no patamar em que estamos, a copa não passará de um circo, armado para distrair e alegrar a sociedade, enquanto o governo entrará com o pão para quem tem fome e durante a festa, eles farão a festa em cofres públicos, superfaturamento, lobistas, de forma que, se não estivermos de olhos bem abertos, ficaremos com o pão e eles, com o banquete. Não se deve brincar com o futebol, não se deve brincar com o povo. Estamos de olho!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS: Já que não homenagearam ninguém de fato e direito, lembrei de você, Drummond.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No estádio, na praia, na rua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Futebol se joga no estádio?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Futebol se joga na praia,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;futebol se joga na rua,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;futebol se joga na alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bola é a mesma, forma sacra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para craques e pernas-de-pau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesma a volúpia de chutar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na delirante copa-mundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ou no árido espaço do morro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São vôos de estátuas súbitas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;desenhos feéricos, bailados&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de pés e troncos entrançados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Instantes lúdicos: flutua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o jogador, gravado no ar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– afinal, o corpo triunfante&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;da triste lei da gravidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-5103877610619382377?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/5103877610619382377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/este-e-um-pais-que-vai-pra-frente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5103877610619382377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/5103877610619382377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/este-e-um-pais-que-vai-pra-frente.html' title='Este é um país que vai pra frente'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-601183650874267273</id><published>2010-08-24T06:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:42:33.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><title type='text'>Noturno</title><content type='html'>Cristiano Alexandria de Oliveira é inteligente, criativo e versátil. Publica hoje uma poesia bastante diferente da anterior. Permita-se, caro leitor, perde-se em seus versos para senti-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconsciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia-noite&lt;br /&gt;Triste meia-noite&lt;br /&gt;que se aproxima,&lt;br /&gt;inquieta, &lt;br /&gt;selvagem, &lt;br /&gt;sorrateira. &lt;br /&gt;A nuvem negra cobre a lua. &lt;br /&gt;os coros dos desabrigados &lt;br /&gt;gemendo no frio &lt;br /&gt;invadem as janelas. &lt;br /&gt;os homens loucos &lt;br /&gt;emitem seu brado &lt;br /&gt;de angústia. &lt;br /&gt;planejam suicídios, &lt;br /&gt;arquitetam crimes, &lt;br /&gt;destroem vidas, &lt;br /&gt;estrupam mulheres, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oh meia-noite, &lt;br /&gt;doença fatídica, &lt;br /&gt;porque me corrompes... &lt;br /&gt;deixai-me viver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a lua já é alta, &lt;br /&gt;dominante... &lt;br /&gt;quem somos nós &lt;br /&gt;nesta terra infante. &lt;br /&gt;escorre sangue &lt;br /&gt;dos meus poros. &lt;br /&gt;sinto cheiro de carne queimada. &lt;br /&gt;tenebrosa meia-noite, &lt;br /&gt;desesperada, &lt;br /&gt;pútrida, &lt;br /&gt;rainha, &lt;br /&gt;soberana... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixai-me viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a&amp;nbsp;noite mágica, &lt;br /&gt;a meia-noite cruel. &lt;br /&gt;ladram os cães, &lt;br /&gt;gritam as aves, &lt;br /&gt;cai o frio, &lt;br /&gt;cai a neblina, &lt;br /&gt;desfalece a alma humana &lt;br /&gt;no sono e na doença, &lt;br /&gt;os suspiros rareiam, &lt;br /&gt;os olhos cegam,&lt;br /&gt;as árvores mortas&lt;br /&gt;dão sombras à dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oh noite bela&lt;br /&gt;meia-noite sublime e eterna &lt;br /&gt;deixai-me viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cobiça,&lt;br /&gt;inveja,&lt;br /&gt;luxúria, doçura&lt;br /&gt;morrem os amores&lt;br /&gt;na confiança perdida&lt;br /&gt;o abismo é mais próximo&lt;br /&gt;a dor mais aguda&lt;br /&gt;o vento mais forte&lt;br /&gt;tem asas cortantes&lt;br /&gt;vulcões tremendos&lt;br /&gt;lavas que descem&lt;br /&gt;pesadelos horríveis&lt;br /&gt;pânico&lt;br /&gt;e é tudo verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oh, noite que pune&lt;br /&gt;puna meus erros&lt;br /&gt;mas peço&lt;br /&gt;por tudo&lt;br /&gt;deixai-me viver&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-601183650874267273?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/601183650874267273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/noturno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/601183650874267273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/601183650874267273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/noturno.html' title='Noturno'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-3886267598057481572</id><published>2010-08-24T06:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:34:59.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><title type='text'>Masculino e feminino</title><content type='html'>Cristiano Alexandria Oliveira, mais do que somente um dos brilhantes participantes deste blog, é assíduo colaborador nos bastidores. Foi ele o primeiro a sugerir a criação de categorias para classificar e organizar os textos. Foi o primeiro também a pensar em "botar fogo" nas discussões, quando me forneceu, no final de 2007, o texto abaixo. A idéia que ele teve foi o de inquietar os leitores, fazê-los se posicionar frente ao conteúdo lido. E que assim seja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, Cris, agradecemos. &lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pequeno texto é parte de um pequeno projeto que venho montando para analisar uma grande coisa: a Gramática. Mais uma vez a Gramática, esta virgem maiúscula e severa, tão devassa quanto intocada, mas sedutora aos que se deixam levar pelos seus mais rubros encantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de tratá-la tão poeticamente como uma musa vem bem a calhar ao tema da análise: a questão do gênero nos livros de escolares de Gramática, particularmente quanto ao caso do gênero feminino, sua participação, influência e importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, é bom que eu deixe bem claro que Gramática não tem opinião própria, não tem preconceitos, não se dirige (pelo menos não por conta própria) a esta ou aquela classe social. A Gramática, como coisa da mente, fruto da linguagem, é pura, deusa elevada. Quem opina, preconceitua e dirige são os gramáticos. Oráculos, talvez, de posturas políticas, são eles que delineiam o corpo da Gramática que vai para os livros, mas a alma dela existe bem fixada em nossas mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o texto serve de introdução – porque há muito mais por vir, analiso aqui apenas um livro: Novo Português Básico, para a sétima série, de Maria da Conceição Castro, publicado em 1990. Antes, um porquinho mais de porquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto é assim porque a pesquisa está em processo embrionário e o objetivo dele não é ser frio nem aporrinhar o leitor. Deixemos as citações um pouco, filosofemos sem culpas e bibliografias. E o livro escolhido a ser analisado foi este porque o usuário dele deve estar agora com seus 30 ou 31 anos, se não houvesse bombado em nenhuma matéria anterior. É o adulto de agora, o usuário “competente” da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vamos. Para focar ainda mais a análise, analiso aqui somente os exemplos das explicações de conteúdo. O exemplo é muito importante na formação do conhecimento. É o que faz digerível a parte teórica, organiza o pensamento, dá forma prática e usual à matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Conhecendo melhor a nossa língua”, página 13, vemos uma pequena revisão de classes de palavras. Substantivos: sino, coelho, amor. Adjetivos: bonito, feliz, pequeno. Pronomes: ele, nosso, este. E por aí vão todas as classes de palavras. Perceba que, nos exemplos, não há nenhuma presença do gênero feminino. Nenhuma ocorrência sequer. Seria descuido de quem escreveu? Preconceito não poderia ser, pois quem a escreveu foi uma mulher. O que acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossigamos. Na página 16, uma breve explicação sobre Frase, oração e período. Estas frases introduzem o assunto: “Fiquei um pouco admirado”; “Não saia!”; “Que calor!”; “Nas paredes, nenhum quadro”. Quatro frases. A primeira se refere, como vemos pelo adjetivo, ao gênero masculino. Pelas outras três, impossível definir. Logo abaixo, vem escrito: “A frase que contém um verbo é chamada de ORAÇÃO”. E seguem os exemplos: “a classe está irrequieta”; “Os alunos brincam no pátio”. O primeiro exemplo está no feminino coletivo. E, no segundo, o plural “alunos”, no masculino, dá a idéia de ser somente meninos ou de ser meninos e meninas que brincam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, nestes exemplos, dá-se tamanha preferência para o gênero masculino? Em exemplos que muito bem poderiam se referir ao gênero feminino, a autora preferiu frases cujo gênero é totalizante ou indefinido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A página 17 segue com o assunto e consta com os seguintes exemplos: “cheguei atrasado”; “o dia está chuvoso, mas assim mesmo sairemos”; “ele se enganou”; “eles chegaram e saíram logo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, o papel do gênero feminino vem de forma muito específica, como na explicação dos pronomes retos e oblíquos ou em concordâncias nominais (que é regra, dá preferência ao masculino). Quando o assunto a ser tratado possui uma idéia mais generalizada, os primeiros exemplos vêm sempre com idéias de gênero masculino, seja no adjetivo ou no pronome. O gênero feminino é mais usado com coisas inanimadas, como classe, cadeira, noite e substantivos abstratos, como tristeza, alegria e fome. O masculino recebe a maioria dos pronomes (principalmente no plural, por dar a dupla noção de totalidade masculina, ou parte masculina, parte feminina), os substantivos animados, como nomes de pessoas (Pedro, João etc.) e animais (leão, pássaro etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, por trás destas escolhas (porque são escolhas, à medida que há uma gama quase infinita de formação de diferentes exemplos para um mesmo tópico), uma forma inconsciente de ideologia? Se os exemplos fossem outros e houvesse um balanceamento no uso dos gêneros, haveria mudança de aproveitamento do aluno? E o professor, como se coloca (ou deve se colocar) diante do que tem em mãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente há uma enorme conjuntura histórica por trás de tudo isto e não será possível fugir de averiguar a história da educação, desde os primórdios. Afinal, educação para mulheres é algo recente se considerarmos a educação desde Aristóteles até os nossos dias. Pode haver, nos livros de Gramática, um elo perdido, uma herança do que foram os estudos antigos, infinitamente mais masculinos do que são hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver..? Quantos textos, caro leitor, terminam por aí com uma dúvida? Poucos. Mas não é mais do que posso deixar de lição. Nada encerra totalmente a verdade e, se a dúvida não for dada pelo próprio texto, busque você, leitor, a sua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-3886267598057481572?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/3886267598057481572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/masculino-e-feminino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3886267598057481572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/3886267598057481572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/masculino-e-feminino.html' title='Masculino e feminino'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-6352999552279167020</id><published>2010-08-24T06:24:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:24:55.949-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><title type='text'>Vênus e Medusa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Márcia Serafim&lt;/strong&gt; é nossa estrela de hoje. Estrela de brilho próprio, nascida dos olhos de Vênus, capaz de seduzir como Medusa. Márcia é musa. Mas também é poetisa, escritora de inteligência voraz, criatividade lascinante. O tema de sua monografia em Letras já nos dá pistas de quem é esta mulher que não teme ousar se intitular "maravilhosa": A moral e a religiosidade nas obras do escritor francês Marquês de Sade. Márcia empresta um pouco do brilho deste olhar, fatal e vital, para nós. Segue texto escrito e prontamente ofertado quando descobriu o blog. A imagem que o ilustra foi cedida por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THPIGs8KP3I/AAAAAAAAAAM/LWYjW7eF1M0/s1600/marcia.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THPIGs8KP3I/AAAAAAAAAAM/LWYjW7eF1M0/s320/marcia.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida é uma peça de teatro, que não permite ensaios. Por isso, cante, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."(Desconheço o autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cenas da vida - 1º Ato &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes apagadas, cortinas serradas. O palco que antes parecia tão grande jaz solitário... É a vida que passa ligeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela ali, olhando as cadeiras vazias. Cadê os aplausos que antes a incomodavam? Hoje só pranto se ouve... É o barulho da vida que segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida de poucas saídas, vida de pouco brilho. Vida sentida em poucos sorrisos, sem viço, vida sem juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela sentada à beira do tablado, vê a existência acabando, já não é a mesma mulher, dela restou somente parcelas de uma atriz decadente. Dela restou apenas parcelas do que se foi, do que já não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém mais a aplaude de pé, pois a mulher se perdeu pelos palcos da vida. Fez arte, fez peças... A aprendiz de raposa, foi presa fácil, se perdeu...Decaiu, endureceu...A luz apagou,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palco esvaziou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sua vida descontrolada, totalmente enviesada em dores de amor, se vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a dignidade que ainda lhe resta, permite que levante a cabeça e olhe em direção ao palco...E lá está ela refletida num espelho opaco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena de horror, semi-sorriso de dor...Eis o que faz um grande amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cenas da vida – 2 º Ato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela levanta lentamente, ergue suas ancas cansadas e segue em direção ao nada. Tão vazia de sentimentos, tão cheia de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha-se naquele mesmo espelho opaco e contempla a ação do tempo...Sem expressão, sem começo, sem fim, apenas um imenso nada, um estúpido nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre a bolsinha de camurça vermelha e pega um batom carmim...E fingindo formosura, tenta, desesperadamente, (RE) começar...(RE) abrir as cortinas de sua própria vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show tem que continuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-6352999552279167020?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/6352999552279167020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/venus-e-medusa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/6352999552279167020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/6352999552279167020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/venus-e-medusa.html' title='Vênus e Medusa'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_98MtJLYF2BE/THPIGs8KP3I/AAAAAAAAAAM/LWYjW7eF1M0/s72-c/marcia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7564231169851579355</id><published>2010-08-24T06:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:20:35.423-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Santo Agostinho e Ingmar Bergman</title><content type='html'>Para encerrar a disciplina de História Medieval, costumo passar para meus alunos o filme dirigido por Ingmar Bergman em 1956 O Sétimo Selo e peço-lhes que façam uma resenha para relacionar o filme às discussões da aula. Novamente, Marcel Alves Martins foi além. Disse-me que acordou à noite e inspirado por seus estudos escreveu o texto abaixo. Temeroso, não sabia se aceitaria a criatividade ao invés da resenha proposta como atividade. Como não aceitar? Texto reflexivo, claro, fruto de leitura cuidadosa da bibliografia do curso e daquela já pesquisada.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, Marcel, nós agradecemos sua generosidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Santo Agostinho e Ingmar Bergman&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Marcel Alves Martins&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cidade de Tagaste, atual Argélia, nasceu Aurélio Agostinho no ano de 354. Foi um célebre personagem de sua época e deixou-nos um grande legado intelectual, “um dos maiores pensadores da Antigüidade cristã, sendo o teólogo que mais influenciou o cristianismo ocidental” (KLEIN, 2007, p. 105) e que continua a influenciar o pensamento cristão atual, (prova disso é o fato de ser o santo mais citado no Catecismo da Igreja Católica e der ser estudado e admirado por cristão advindos da Reforma Protestante).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O intuito de citá-lo na análise do filme Sétimo Selo nada mais é do que mostrar sua influência na forma do homem medieval pensar! A meu ver, todo o período da Idade Média está sob a autoridade intelectual deste pensador, já que, com algumas de suas obras (Cidade de Deus, Confissões, Livre Arbítrio, Trindade, dentre outras), expressa bem aquilo que nos foi transmitido no filme, já que “à visão agostiniana permanecerão fiéis todos os medievais até Tomás, e muitos mesmo depois dele.” (MONDIN, 1981, p. 149)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A princípio, a visão dicotômica de mundo que tem o homem medieval pode estar bem relacionada com a visão da “cidade de Deus” e da “cidade dos homens” de Agostinho, além das noções de pecado e graça, liberdade e libertinagem, etc. A idéia de que não somos desta terra, mas passamos por ela, está bem expressa na maneira de ver a realidade tanto de um como de outro. Para o bispo de Hipona, o Bem e o Mal são duas realidades ontológicas que vivem em um “eterno combate” entre si. O mundo medieval é marcado por este combate, onde oratores e bellatores, representantes do Bem, travam uma batalha respectivamente espiritual e terrena contra as forças do Mal, o pecado e a morte. No filme está bem explícita esta visão, onde o Mal (a Morte) está travando um jogo com o cavaleiro temente a Deus, ansioso por obter respostas, por ver Deus “face a face”, que para Agostinho era a beatitude, “bem cuja posse satisfaz todo o desejo e, por conseqüência, confere a paz. (...) ela sempre visa fins práticos e seu ponto de aplicação imediata é o homem” (GILSON, 2006, p.17).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme revela que este, de fato, é o desejo do medieval: ver Deus, descobrir o Deus “escondido” atrás do véu (que no quadro de Bosch, Jardim das delícias, está velado pelo azul do céu) já que “a beatitude pode implicar, e implica, o conhecimento da verdade como condição essencial (...)” (GILSON, 2006, p 18). Isso permeia e move a vida do indivíduo na Idade Média: querer dar sentido à sua existência, fazer a vontade de Deus aqui na terra e Nele encontrar a plena realização, conhecer a Verdade (Deus). Esta também foi a busca de Agostinho, que dizia: “(...) fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousar em ti. Dá-me, Senhor, saber e compreender qual seja o primeiro: invocar-te ou louvar-te; conhecer-te ou invocar-te.” (AGOSTINHO, 1984, p.15) E este, assim como o cavaleiro no filme, buscou conhecer, encontrar e provar sua existência (Cf. GILSON, 2006, p. 31).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este sentimento, este desejo, esta forma de encarar a realidade vai determinar muitas atitudes do homem medieval. Vai-se às Cruzadas movido por este sentimento, que no filme está claro quando mostra o encontro do fiel escudeiro com o “teólogo” (que já se transformara em ladrão) motivador da ida do cavaleiro à jornada na Terra Santa. Este mesmo sentimento é que fundamenta a morte das “bruxas” (tendo na mulher como aquela que atrai o mal, outra característica comum com Agostinho, que também tem uma visão negativa da mulher) e nas duras penitências dos fiéis, tudo isto tendo em vista ganhar a “vida eterna”. A idéia que o filme nos dá é a de que não importa preservar a vida deste mundo, mas garantir a vida futura em Deus, já que a morte faz parte do processo natural da vida e não é o fim definitivo, mas o início para uma “vida eterna” (Cf. FRANCO JUNIOR, 2006. p. 137). Por isso, é até um bem queimar e penitenciar o corpo coberto pelo pecado, pois sendo ele purificado a alma ganha o seu lugar junto de Deus, encontra sua quietude, segundo o pensamento de Agostinho. Sendo assim, o homem deve devotar-se na sua itinerância rumo a Deus pela negação do corpo e elevação da alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta “não preocupação” com a vida terrena está relacionada à idéia de um “Juízo Final iminente”. Esta é outra característica em comum que encontramos com o pensamento agostiniano. Para o homem medieval a vinda do Senhor está prestes a acontecer; antes de vir, Ele lança a peste sobre a humanidade que, por meio da penitência, da oração e da expiação dos pecados, se volta a Ele, de modo a encontrá-los vigilantes e purificados. Esta mesma noção nos passa Agostinho quando diz: “Tenho certeza de que Aquele que é, agora, nosso advogado de defesa, será nosso juiz. É possível que O tenhamos como nosso defensor e que O temamos como juiz? Não! Já que totalmente confiantes O elegemos para nos defender, preservemos nossa esperança nEle quando vier julgar-nos.” (apud ROTELLO, 2002, p. 173). O importante é apresentar-se diante deste juízo final tendo cumprindo em terra aquilo para que, de fato, viemos a ela; por isso o medo não era o da morte, mas sim de como chegaríamos diante de Deus na “pós-morte”. Com isso, dá-se grande importância à esmola, ao jejum, aos sacramentos e até mesmo a ida às Cruzadas, já que eram-lhes garantido a absolvição dos pecados, a bênção e a proteção papal (Cf. FRANCO JUNIOR, 2006, p. 137; ALBERIGO, 1995, p. 192): “A todos os que partirem e morrerem no caminho, em terra ou mar, ou que perderem a vida combatendo os pagãos, será concedida a remissão dos pecados” (URBANO II, 1095). A visão negativa da morte, como fim da existência do cotidiano humano, inicia-se a partir do século XII (Cf. FRANCO JUNIOR, 2006, p. 137).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação às Cruzadas é importante ressaltar sua importância, não sei se religiosa (já que estas só foram três), mas econômicas e expansionistas, já que desde a “primeira expedição, os motivos espirituais e desinteressados receberam o assédio violento e constante das ambições políticas e dos apetites materiais. (...) converteu-se para muitos numa aventura lucrativa” (ROUSSET, 1980, p. 14). O cenário político da época é favorável à instauração das Cruzadas (Cf. ROUSSET, 1980, p. 14), e com elas, o contexto sócio-econômico é alterado, possibilitando a mudança na forma daquela sociedade organizar-se. Poderíamos dizer que com as expedições às Terras do Oriente foram lançadas bases para uma mudança do meio de produção feudal para um incipiente capitalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro aspecto interessante a ser ressaltado é a questão da lealdade, da manutenção da palavra, do “contrato verbal”. No filme isto pode ser identificado seja na fidelidade do escudeiro ou na garantia de proteção dada pelo cavaleiro. Aqui já está expresso um contratualismo de caráter individual, onde alguns indivíduos se comprometem entre si (Cf. FRANCO JUNIOR, 2006, p. 151). Em outra instância, Agostinho também dá grande importância à lealdade e à fidelidade nos seus relacionamentos: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Na época em que eu comecei a ensinar na cidade em que nasci, travei relações com um amigo que, tendo os mesmos interesses de estudo, veio a ser muito querido. (...) poucos dias mais tarde, estando eu ausente, a febre voltou, e ele morreu. O sofrimento encheu-me de trevas o coração (...). Somente as lágrimas me eram doces e substituíam o amigo no conforto do meu espírito” (AGOSTINHO, 1984, p. 86-87). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As situações apresentadas no filme e por Agostinho são distintas, mas o espírito que as permeiam é o mesmo! Fidelidade e o compromisso com o outro (sendo este amigo, senhor ou Deus) vão nortear a vida do homem medieval e dar forma aos tipos de relacionamentos estabelecidos na sociedade, seja ela entre senhor/vassalo ou homem/Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São estas características que estão presentes no imaginário do homem medieval e no pensamento de Santo Agostinho e que julgo pertinentes serem lembradas na análise do filme O Sétimo Selo. Creio que fica mais fácil compreender a realidade medieval apresentada no filme relacionando-a com as idéias e teorias que serviram de sustentação e que ajudaram a constituir o meio no qual eles viviam. Já que se demora séculos para construir ou modificar o imaginário podemos dizer que o pensamento de Agostinho (354-430), demorou mas influenciou e regeu a forma de pensar do homem ocidental por um extenso período.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;AGOSTINHO, SANTO. &lt;strong&gt;Confissões&lt;/strong&gt;. 10. ed. São Paulo: Paulus, 1984. &lt;br /&gt;ALBERIGO, Giuseppe (org.). &lt;strong&gt;História dos concílios ecumênicos&lt;/strong&gt;. São Paulo: Paulus, 1995.&lt;br /&gt;GILSON, Étienne. &lt;strong&gt;Introdução ao estudo de Santo Agostinho&lt;/strong&gt;. São Paulo: Discurso Editorial ; Paulus, 2006&lt;br /&gt;FRANCO JÚNIOR, Hilário. &lt;strong&gt;A Idade Média, nascimento do Ocidente&lt;/strong&gt;. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 2006.&lt;br /&gt;KLEIN, Carlos Jeremias. &lt;strong&gt;Curso de história da Igreja&lt;/strong&gt;. São Paulo: Fonte Editorial, 2007.&lt;br /&gt;MONDIN, Battista. &lt;strong&gt;Curso de filosofia&lt;/strong&gt;. São Paulo: Paulus, 1981. Vol. I&lt;br /&gt;ROTELLO, Jonh E. &lt;strong&gt;Santo Agostinho dia a dia&lt;/strong&gt;. 2.ed.São Paulo: Loyola, 2002. &lt;br /&gt;ROUSSET, Paul. &lt;strong&gt;História das Cruzadas&lt;/strong&gt;. Rio de Janeiro: Zahar, 1980.&lt;br /&gt;URBANO II. &lt;strong&gt;Discurso no Concílio de Clermont&lt;/strong&gt;. 1095.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7564231169851579355?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7564231169851579355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/santo-agostinho-e-ingmar-bergman.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7564231169851579355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7564231169851579355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/santo-agostinho-e-ingmar-bergman.html' title='Santo Agostinho e Ingmar Bergman'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7523880658415827561</id><published>2010-08-24T06:13:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:13:19.125-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><title type='text'>Coração afro-brasilieiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apresentar Maiaty Saraiva Ferraz como professora de Literatura Inglesa seria demasiado simplista para uma alma tão rica. Maiaty, de nome indígena, leciona língua e literatura inglesa e é apaixonada pela cultura afro-brasileira. De sensibilidade ímpar, é professora, tradutora, poetisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emocionada com os eventos comemorativos da Semana da Consciência Negra, organizada pelos alunos de História em 2007, Maia, como carinhosamente a chamo, revelou-me que escrevera um conto....e que poderia publicá-lo no blog. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus queridos, apreciem cada palavra da escritora Maiaty. Mas não com a razão, com o coração. Permitam-se viajar nas palavras com as quais ela tece a teia que nos envolve e nos encaminha ao mundo de nossos ancestrais, tão distante, tão presente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fortuna&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Maiaty Saraiva Ferraz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os navios chegaram ao nascer do dia. Quase silêncio... Canto dos pássaros. Um canto quieto, contido, quase triste. Tão furtivamente quanto aporta o navio, descarregam-se os mercenários. As armas vão à frente de suas cabeças, quebrando folhas e galhos. Caminham sem parada, como quem sabe exatamente aonde vai. Mata adentro. Mata adentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro da mata. Um homem negro, alto, forte, ajoelha-se sobre uma pele de leão. Segura nas mãos um punhado de búzios. Sacode-os, deixa-os cair sobre a pele. Olha atentamente para a pele. Recolhe os búzios. Deixa-os cair de novo. Repete o ritual várias vezes, até que, cansado, resolve descansar um pouco. Envolve os búzios em um pedaço pequeno de pele e os coloca ao lado da pele de leão. Está sentado ao pé de uma árvore, é noite, e uma fogueira acesa bem próxima evita que animais cheguem perto. Uma mulher sai de uma cabana bem próxima e vem até ele. Ele está sentado no chão, os braços apoiados nos joelhos, olhando para o nada. Ela se ajoelha a seu lado. Tem o olhar apreensivo e preocupado que têm todas as mulheres de guerreiros. Ele balança a cabeça negativamente. Nada... nenhuma visão... nenhum sinal... nada... nenhuma pista sobre o futuro da tribo... nenhuma...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&amp;nbsp;mulher do guerreiro volta para a cabana. Não dormiu, não dormirá. Aguardará que ele venha com algum resultado. Sabe que eles têm todos sob sua guarda espiritual, que todos querem saber se a caça será boa na próxima estação, se as águas e as frutas serão abundantes. Devem saber o que esperar, a quem pedir, a quem agradecer... E para saber isso vão esperar a noite toda se for preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os mercenários já estão mais perto de seu destino. Já avistam as aldeias, mas não se aproximam. Vão se esconder feito bichos, para atacar como bichos, dando bote...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O guerreiro volta aos búzios. Volta e pergunta. Volta e pergunta. Insistentemente pergunta... Sua aflição vai aumentando e as forças de seu coração parecem se exaurir. A dor toma conta de seu peito, uma dor tão lancinante, como se uma fera estivesse mordendo seu corpo. Uma dor que parece que nunca mais vai abandoná-lo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia nasce. Os raios do sol nunca lhe causaram tristeza, mas agora causam. Sua companheira vem ao pé da árvore. Ele sente vontade de chorar, mas se controla. Logo todos vão chegar e ele não tem resposta nenhuma, nenhuma... E isso nunca acontecera antes. O guerreiro leva as mãos ao rosto, mas quando as tira o que vê é exatamente o que mais teme. Não está num sonho. Não está num pesadelo. È tudo verdade. Será que os Deuses os abandonaram???????&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O guerreiro não sabe o que fazer. Os outros chegam e querem saber o que viu. Ele diz que tentou a noite toda e ainda não viu nada. Pede que esperem mais. Vai tomar um banho de cachoeira antes de recomeçar. Atordoado, recolhe suas coisas e sai apressado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os homens e mulheres mais maduros ficam assustados. Correm uns até a cabana dos outros. As notícias não soam boas. Sabem o que significa não ter uma só palavra dos céus. Algumas mulheres choram, outras se recolhem para rezar. Alguns homens pegam as armas. Outros vão se juntar ao grande guerreiro na cachoeira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os mercenários levantam ancora. Já fizeram a primeira parte de seu serviço odioso. A tribo acorrentada nos porões do navio, junto com outra tribo próxima. Muitos foram mortos. Não terão funeral digno de heróis. O grande guerreiro queria ter morrido com eles. Pergunta-se por que os Deuses o pouparam. Pergunta-se por que os outros não se revoltam e o matam ali mesmo, por que não o enforcam com as correntes... Tudo o que sente dentro de si é que não conseguiu salvar seu povo, não conseguiu salvar seu povo... esse pensamento perduraria em sua cabeça até o fim de seus dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A companheira do grande guerreiro diz a ele que todos precisam dele, que ele sempre será o chefe deles, não importa onde estejam. E assim será.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tribo se reúne à noite, em volta da fogueira. Não possuem mais lanças, nem escudos, nem peles de animais. Vestem-se com roupas de pano, que lhes cobrem as pernas, o dorso, às vezes também os braços. Agora os brancos estão dormindo e eles podem se reunir, como faziam em sua terra. O chão forrado com folhas, sentam em tocos, fumam cachimbos de madeira, não tão bonitos nem enfeitados com penas, como os que costumavam fazer, mas de formato semelhante. Durante o dia têm de falar a língua dos brancos, mas à noite conversam em volta da fogueira, falando na sua língua. Chamam-se pelos seus nomes, sorriem e cantam as canções que a pouca alegria permite. Sentam-se em tocos de madeira, como faziam na floresta. Os brancos não lhes deixam ter tambores para tocar, mas não podem impedi-los de se reunir e conversar. Os pequenos escutam o linguajar dos mais velhos, aprendem com eles. Amanhã terão de falar a língua dos brancos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tocar a terra e senti-la com as mãos faz com que se lembrem de sua aldeia. O cheiro desta terra que habitam agora não é o mesmo, nem o calor, nem a espessura. Os brancos não são livres. Vivem trancados em casas, em terras com cercas, e suas armas são frias e pesadas. Os brancos não sabem o que é liberdade, por isso escravizam os negros. Rezam juntos, mas não são uma tribo, moram distantes uns dos outros, muito distantes. Não sabem dançar nem sentir alegria, como o povo da floresta sentia. Suas danças e suas músicas não são alegres como as do povo da floresta. Por isso, hoje, o povo da floresta canta mais triste também. Porque vive numa terra triste. Mas ainda é um povo. E sempre será.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A companheira do grande guerreiro já não pode mais andar. Os anos de trabalho roubaram-lhe as forças, e ela passa os dias e noites na cama. Trabalha ainda com as mãos, não quer ficar parada, diz que o dia não passa se ficar só olhando pela janela. As mulheres mais novas vêm conversar com ela, vem ajudá-la a se cuidar e se alimentar, vem pedir conselhos e ensinamentos. O dia passa logo assim. Seu guerreiro também a ajuda. Apesar da idade avançada, ele a carrega no colo. As forças não o abandonaram, deve ser uma compensação dos Deuses. Ela não pode se unir aos outros todas as noites porque as dores nem sempre deixam, mas quando o faz, vai nos braços de seu guerreiro. Quando ele chega com ela nos braços, todos ficam em silêncio, abrem caminho, e preparam um assento para ela. Vêm pedir a benção dos dois. Ela nem acredita que tanto tempo passou, que não é mais jovem, que estão lhe pedindo a benção, que ela agora é senhora. Para ela, será sempre como aqueles dias da floresta, em que os homens matavam as feras com suas lanças e seus escudos. Para ela, seu guerreiro será sempre Rei. O sol vai brilhar acima da copa alta das árvores. Ela sabe que um dia vai partir, e então poderá voltar à sua terra e nadar em sua cachoeira, junto a seus Deuses amados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande guerreiro coloca uma flor na terra. Veio visitar sua amada companheira. Fala com ela, conta-lhe tudo o que está acontecendo com os filhos da tribo. Pede a ela que volte. Agradece a ela por todos os dias junto dele. Todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito anos se passam antes que o grande guerreiro parta. Ele parte sentindo-se ainda culpado por sua tribo ter sido rendida. Parte sem compreender porquê os Deuses assim quiseram. Parte sem saber a importância que tinha para os filhos da tribo. Parte sem saber que eles não seriam mais um povo se não tivessem seu Rei para reverenciar. E isso, os brancos não lhes tiraram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7523880658415827561?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7523880658415827561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/coracao-afro-brasilieiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7523880658415827561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7523880658415827561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/coracao-afro-brasilieiro.html' title='Coração afro-brasilieiro'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-6090399340315242362</id><published>2010-08-24T06:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:08:08.872-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos literários'/><title type='text'>A caminho da prosa poética</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesquisa não é só fruto de trabalho intelectual e muita disciplina, também é o resultado de sensibilidade e criatividade. E a literatura também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos mais belos exemplos destas qualidades é Ana Paula Enes Costa. Revisora de textos, graduada em Letras e finalizando sua pós-graduação em Língua Portuguesa, Ana Paula é uma pessoa apaixonada por aquilo que faz. E devota um amor fiel à Ligia Fagundes Telles. Sua monografia foi dedicada `As meninas, tanto na graduação quanto na pós. E seu rigor na pesquisa desenvolvida valeu-lhe um convite para o mestrado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas teria este convite resultado tão somente da belíssima pesquisa empreendida por Ana e às leituras que fez unidas à sua arguta inteligência. Não creio....Ana também é poeta, cronista, escritora. Costura suas idéias com fios das Musas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E generosamente, oferece o texto a seguir para nosso deleite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pedras&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ana Paula Enes Costa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo carrega pedras nessa vida.&lt;br /&gt;Uns talvez carreguem mais, talvez mais pesadas.&lt;br /&gt;Outros talvez carreguem menos, mais leves... talvez.&lt;br /&gt;Mas não se pode julgar o peso das pedras de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pedras são individuais e intransferíveis.&lt;br /&gt;Cada um é responsável por livrar-se delas pelo caminho que percorre...&lt;br /&gt;Ou...&lt;br /&gt;Fazê-las multiplicar no colo enquanto dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedras podem transformar-se em plumas&lt;br /&gt;quando há disposição em carregá-las com coragem e honestidade.&lt;br /&gt;As oportunidades – com suas mãos generosas – tiram pedras do colo, tornando o fardo mais leve e os passos mais rápidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedras podem transformar-se em chumbo&lt;br /&gt;Quando há preguiça em carregá-las.&lt;br /&gt;As oportunidades se afastam, as pedras se acomodam no colo paralisando os movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, as pedras não são apenas peso de ânimo,&lt;br /&gt;Não são só pedras do caminho,&lt;br /&gt;São inerentes à vida,&lt;br /&gt;São peças que compõem esse imenso rodamoinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-6090399340315242362?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/6090399340315242362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/caminho-da-prosa-poetica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/6090399340315242362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/6090399340315242362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/caminho-da-prosa-poetica.html' title='A caminho da prosa poética'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-7341278387835071653</id><published>2010-08-24T06:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:01:16.895-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relato de experiência'/><title type='text'>Professora, educadora, cuidadora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das possibilidades que se tem como educador é entrar em contato com diferentes experiências e pessoas que sempre nos transformam. Quando era professora do curso de Letras, fui tocada por uma aluna que mais do que conhecimento, ensinou-me muito sobre ser educador-cuidador. Mariotides Gomes Bezerra, que nos deu o texto abaixo de presente, é um SER que faz da educação a ocasião de transformar o mundo. Não o mundo em geral, mas aquele mundo do aluno, mais dele, interno. Lembro-me de uma de suas frases, na defesa da monografia, quando disse: "A escola é o reservatório dos alunos. Mas o que fazemos com estes sonhos?". Ao se formar em Letras, Tide agregou sua experiência como professora do Ensino Fundamental I a uma fé incomensurável no Amor e partiu para um trabalho que só pessoas muito especiais como ela conseguem desenvolver: trabalha em escola hospitalar, com crianças que possuem doenças crônicas.E esta sobre esta vivência que ela nos fala no texto abaixo.Leiam com o coração, deixem-se tocar por toda a sensibilidade e poder de ação que transparecem na prática de Mariotides.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;“Professora! Agora aqui é minha escola!”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;(Reflexões Sobre o Acompanhamento Pedagógico Hospitalar)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Ainda que eu falasse línguas: a dos homens e a dos anjos, se não tivesse Amor seria como um címbalo que tine, não seria nada...”&lt;br /&gt;( da carta de São Paulo aos Coríntios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é uma escola? Para quê serve uma escola? Quem pode ir a uma escola? Onde pode ser uma escola? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa atitude filosófica, comprometida com os rumos da Educação num país como o nosso, que enfrenta adversidades em todos os setores de atividades, as perguntas acima soam cheias de alternativas, combinando sonhos, esperanças, realidades felizes e infelizes... Concordamos, entretanto, que escola é um lugar de aprendizagem e ensinagem, que serve para reunir as pessoas, de todas as idades, em torno destes objetivos, e, que pode ser em qualquer lugar onde as pessoas desejem realizar esta troca de saberes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escola é lugar de sonhos! É lugar de acolhida e de despedida: ponto de chegada e ponto de partida... É lugar de saúde! E o hospital, também não é um lugar assim?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, uma escola no hospital é necessária. Isso mesmo! No hospital! Uma escola no hospital é sinal da nossa HUMANIZAÇÃO, da consciência de que somos seres relacionais, potencializados para o Amor fraterno, para a criação, para a superação de dificuldades, o enfrentamento das doenças, para a convivência em grupos, a aprendizagem da vida... Os professores logo se sentem desafiados: como é isso?... Os profissionais da Saúde também: mais gente trabalhando aqui?... As crianças, como sempre elas, com alegria, indicam o caminho: “Aqui vai ser minha escola!” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um “novo’ campo de trabalho para os professores: o hospital. Conhecê-lo é um importante caminho no sentido de fazer da Educação uma excelência na arte de viver, conviver, amar e ajudar na construção de uma “nova sociedade possível”, em que todas as pessoas são respeitadas e têm seu lugar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ministério da Educação denomina a esta parte da Educação, considerada parte da Educação Especial, de Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico Domiciliar, e a seu respeito declara: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“ Com relação à pessoa hospitalizada, o tratamento de saúde não envolve apenas os aspectos biológicos da tradicional assistência médica à enfermidade. A experiência de adoecimento e hospitalização implica mudar rotinas; separa-se de familiares, amigos e objetos significativos; sujeitar-se a procedimentos invasivos e dolorosos e, ainda, sofrer com a solidão e o medo da morte – uma realidade constante nos hospitais. Reorganizar a assistência hospitalar, para que dê conta desse conjunto de experiências, significa assegurar, entre outros cuidados, o acesso ao lazer, ao convívio com o meio externo, às informações sobre seu processo de adoecimento, cuidados e ao exercício intelectual.” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com base neste conhecimento e avaliando minha pequena experiência neste tipo de atendimento pedagógico, compartilho algumas aprendizagens, oportunidades que a vocação de professora me ofereceu para continuar a remar no barco da vida... Eu acredito que qualquer professora pode ser professora no hospital!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na aproximação do “campo sagrado” da Educação no ambiente hospitalar, é adequado “saber cuidar”, aliás, saber cuidar, creio que é uma atribuição da professora... Partindo desse pressuposto, logo entendi que a abordagem ao aluno hospitalizado deve embasar-se numa visão inter-relacional, considerando seu corpo, muitas vezes sofrido, mutilado, dolorido... sua mente, as realidades social e espiritual, mais sua história, sua identidade, a maneira como o mundo se apresenta a ele e como ele interage com o mundo, sua personalidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evidentemente esta abordagem é adequada para o trabalho com todos os alunos que encontramos pela vida afora, mas, por vários motivos, embora seja viável, esta não é uma prática real na maioria dos casos. No entanto, no hospital não existe outra maneira! Tem que ser assim, ou então, se perde o aluno, sua confiança, sua vontade de estudar... No hospital, a professora lida com a “doença social”, presente em muitas escolas brasileiras e também com a “doença do corpo” que dói, é feia, afasta tanto quanto a social... Nos primeiros contatos com a prática do acompanhamento pedagógico hospitalar, a professora já se dá conta que no hospital se trabalha muito e que Amar dá um trabalho louco! Um trabalho de apaixonada! Um trabalho de Amor! “ É estar-se preso por vontade... Arde sem se ver... Dói e não se sente...” (Camões)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encarando o aluno desta maneira, a professora-cuidadora, vê dois fundamentos imprescindíveis para o desenvolvimento de seu trabalho: auto-conhecimento e saúde psíquica. Mas isso não é tudo. Ela precisa possuir conhecimento teórico e prático, às vezes, de práticas e rotinas nunca vistas em nenhuma escola! Precisa ser firme e passar segurança, pois ninguém cuida de ninguém “sentindo pena”. Sentir pena é se colocar no lugar da pessoa fragilizada, sem entender todo o contexto em que ela está inserida... A criança (aluno é sempre esperto!) pode mobilizar este sentimento da professora, percebendo-o pode manipulá-lo e colocar-se no lugar de vítima para obter ganhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi que como profissional, é preciso trabalhar, todo dia, a pena de mim mesma, “com pena de mim, não cuido de ninguém...” Que sensibilizar-me é diferente de ter pena, sensibilizando-me, me comovo, não tenho dó, e posso agir com conhecimento, firmeza e segurança, ao contrário, se eu sentir pena, o sentimento de dó transmite à criança/aluno que ela não tem condições, que deve mesmo assumir o papel de “pobre coitada”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir das técnicas utilizadas, que são as mesmas da escola, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, estou muito mais atenta à Pesquisa, ao Conhecimento... Claro, entendo mais de Língua Portuguesa que é minha formação, mas, com os alunos, vou superando preconceitos, entendendo mais da aprendizagem... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desenho livre, a pintura a dedo, os desenhos de polaridades (bonito/feio, antes/depois, etc), desenhos da família (considerando toadas as possíveis variações), os tipos de traços, a utilização ou não das cores e seus significados, os brinquedos os jogos (principalmente os de corpo humano), os filmes, todas as leituras (de todos os gêneros), filmes e festas, que aliás são “obrigatórias’... Ajudam-me na significação e re-significação da importância e do papel da professora no ambiente hospitalar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os avanços dos alunos são importantes! Seu amadurecimento e conquistas na vida, no enfrentamento da doença, nas posturas diante do mundo passam pela escola!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, a professora trabalha exatamente o que se trabalha na escola mais alguns aspectos como esclarecer, explicar, aliviar a angústia, recuperar, conscientizar, avaliar condições cognitivas, acalmar e tranqüilizar, facilitar a comunicação e a expressão dos sentimentos, promover o reforço da auto-imagem em decorrência da depressão ou tristeza, estimular, oferecer apoio e atenção, informar, evitar conversas desnecessárias na frente da criança, inserir novos hábitos nas rotinas dos alunos... Verbos que podem ser entendidos, neste contexto, como auxiliares do verbo Amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um trabalho invisível! Mas, que muda o mundo ( começando pelo “mundo” que é cada ser humano)! E que faz as crianças exclamarem alegremente: “Professora, agora aqui é minha escola!” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-7341278387835071653?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/7341278387835071653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/professora-educadora-cuidadora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7341278387835071653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/7341278387835071653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/professora-educadora-cuidadora.html' title='Professora, educadora, cuidadora'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-938537589398038731</id><published>2010-08-24T05:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T05:56:27.173-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos'/><title type='text'>Não sei! Vamos pesquisar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia 19 de outubro de 2007, na aula de História Medieval, tratávamos da Igreja na Idade Média quando, ao mencionar as reformas de Gregório VII, esbarramos no celibato. Marcel Alves Martins, ex-seminarista, perguntou-me se o celibato não fora firmado apenas com o Concílio de Trento. Respondi-lhe que pelas informações que eu tinha, as discussões eram anteriores e que Gregório VII já pedia celibato do clero. Mas sempre há um bom motivo para pesquisa. Propus, então, que nós pesquisássemos a respeito e qual não foi minha surpresa quando, na semana seguinte, Marcel apareceu com um artigo, escrito nas madrugadas daquela semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta experiência foi bastante enriquecedora para, no mínimo, nós dois. Quando o professor compartilha a responsabilidade do conhecimento com o aluno, as aulas ficam mais dinâmicas e ricas. Na aula do dia 26 de outubro, Marcel deu uma aula sobre celibato, expondo sua pesquisa. Foi brilhante! A dúvida como propulsora da pesquisa fez com que nós dois saíssemos da aula muito mais motivados, ansiosos pela solução da questão proposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, podemos desfrutar do texto que Marcel produziu. Mas o que pudemos aprender, vai muito além do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Institucionalização do celibato clerical&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcel Alves Martins &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre 300 e 304 na cidade Elvira, atual Andaluzia, aconteceu o concílio que levou o nome da mesma. Neste concílio há uma ordem para que os membros do clero abstenham-se de suas esposas e que não gerem filhos. No entanto, este concílio não tem caráter universal, restringindo-se à parte da península Ibérica; todavia, ainda não é uma decisão unânime, já que lá não estava representada a maioria das sedes episcopais da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 325 acontece o primeiro concílio universal (Nicéia). Diminuem a quantidade e perdem forças os concílios locais, chamados “concílio apostólico” (no qual o de Elvira está enquadrado), e implementa-se o universal, tendo grande representatividade por parte do clero de várias localidades, daí seu caráter universal. Sendo assim, as questões doutrinárias e disciplinares não serão mais decididas nos sínodos locais, e sim nos grandes concílios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A principal questão de Nicéia não era a questão do celibato, apesar de ser tratada durante o concílio; seu principal enfoque era a questão da profissão de fé (Credo), que na época era tema de muitas divergências. Não obstante este concílio tratou também de questões relativas à disciplina do clero, inclusive o celibato. No que diz respeito à disciplina do clero o concílio decide define algumas questões: proíbe transferências do clero de uma diocese para outra, a ordenação de presbíteros sem autorização de seu bispo e a ordenação rápida dos neo-batizados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vê-se com isso grande preocupação em relação à disciplina do clero, que parecia não haver, e à regulamentação da vida clerical. No que se refere ao celibato, o concílio trás algumas instruções, na tentativa de “garantir sua honra (do clero) e sua dignidade.” (ALBERIGO, 1995. p. 40). O concílio “regulamenta a questão dos eunucos e o sacerdócio. Quem já está ordenado permanece nesse estado se a castração foi feita por razões médicas ou resultou de violência dos bárbaros. Quem, ao contrário, produziu por si mesmo a mutilação deixa de pertencer ao clero ou nele não pode ser admitido. Quem, enfim não é eunuco voluntário, se digno, pode ser admitido à ordenação.” (ALBERIGO, 1995. p. 40). Além disso, a norma conciliar “proíbe a coabitação do clero com mulheres, a menos que se trate de parentes próximos ou de pessoas acima de qualquer suspeita.” (ALBERIGO, 1995. p. 40).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, a regulamentação do concílio no que se refere ao celibato é por demais generalizada, dificultando sua interpretação. Qual o critério para verificar se a mulher que coabitasse com um clérigo estaria “acima de qualquer suspeita”? Além do mais, no tocante às esposas dos clérigos já casados, não se faz nenhuma menção. “O cânon, de fato, não faz o menor aceno às esposas dos eclesiásticos, de modo a suscitar a impressão de que aí se supunha a generalização do celibato. (...) Pode ser que a intenção do concílio fosse só prevenir situações escabrosas que seriam levantadas por formas de coabitação com pessoas do sexo feminino.” (ALBERIGO, 1995. p. 41). Sendo assim, ainda não se pode afirmar que o concílio de Nicéia instituiu o celibato obrigatório a todos os membros do clero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano de 390 o concílio de Cartago, que apesar de ser regional teve grande importância na igreja africana, faz menção à questão do celibato. Na mesma linha de Nicéia, faz uma recomendação: “Dizia por exemplo o Concílio de Cartago (em 390): ‘Convém que aqueles que estão ao serviço dos mistérios divinos sejam perfeitamente continentes (continentes esse in omnibus) para que aquilo que os apóstolos ensinaram e a própria antiguidade manteve, o observemos nós também’” (HUMMES, 2007)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gregório VII (1020-5? - 1085) após os sínodos quaresmais de 1074 e 1075 renova as sanções relativas à simonia e ao celibato. Ao propor o celibato obrigatório há uma reação dos franceses e alemães, no sínodo de Paris, afirmando que “a lei do celibato é insuportável e irracional.” (FRÖHLICH, 1987. p. 85)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro concílio que faz menção significativa ao celibato é o que hoje chamamos de Latrão II (1139). Aqui há uma refinação nas formulações jurídicas que regem a Igreja, na tentativa de acabar com os vários problemas internos da época. Nele é declarado nulo os casamentos contraídos pelos cleros (Cf. ALBERIGO, 1995. p. 194); “o casamento dos clérigos (a partir do subdiaconato) é declarado inválido e não mais simplesmente ilícito, como até então.” (FRÖHLICH, 1987. p. 93). Com isso, dá-se a entender que, por mais que o celibato tenha sido recomendado, até então não era uma obrigatoriedade, já que muitos padres contraiam o matrimônio. Com esta determinação os padres que estavam casados tinham seus matrimônios invalidados, além de proibir o casamento após a ordenação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A culminação deste processo deu-se dos anos 1545 a 1563, com o Concílio de Trento, convocado pelo Papa Paulo III; este foi o décimo nono concílio ecumênico da história da Igreja. O concílio tridentino tem grande importância para a Igreja Romana, já que é nele que ela se reorganiza em resposta à Reforma Protestante (Contra Reforma Católica). Questões de fé e doutrina, estruturação eclesial, formação do clero entre outros, são os principais temas tratados pelos padres conciliares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que foi promulgado pelo concílio, em grande parte, foi um resgate e uma sistematização de algumas normas e práticas que já ocorriam na Igreja: “(...) em muitos pontos nada mais se fez que repetir velhas regras (...) As prescrições são enérgicas, mas não novas.” (ALBERIGO, 1995. p. 345). No que diz respeito à vida do clero foi estabelecido algumas normas: responsabilidade dos bispos sobre os seminários (sementeiras), orientou o clero para sua função pastoral (cura das almas), no serviço aos fiéis sob supervisão do bispo local e a consolidação da força da figura papal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No tocante ao celibato vemos que “desde os inícios do século IV, a Igreja do Ocidente, por meio das decisões de vários Concílios provinciais e dos Sumos Pontífices, corroborou, difundiu e sancionou esta prática” (PAULO VI, 1967), no entanto afirmamos que “a obrigação do celibato foi solenemente sancionada pelo Concílio Ecumênico de Trento e por fim inserida no Código de Direito Canônico (can.132 § 1).” (PAULO VI, 1967).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pudemos perceber que, ao longo da história, o celibato passou por várias fases, num processo paulatino, que vai desde a opção de alguns indivíduos à universalização do mesmo a todo o clero romano. As motivações são inúmeras, desde convicção pessoal, questões teológicas e disciplinares, sendo esta última de grande relevância, e até mesmo econômica. Este processo durou séculos e teve sua culminância em Trento, reafirmando as prescrições do concílio lateranense II. Com isso, concluímos que o celibato institucionalizado e universalmente válido a todo clero romano deu-se a partir do século XII, sendo oficial e solenemente proclamado no século XVI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALBERIGO, Giuseppe (org.). &lt;strong&gt;História dos concílios ecumênicos&lt;/strong&gt;. São Paulo: Paulus, 1995.&lt;br /&gt;FRÖHLICH, Roland. &lt;strong&gt;Curso básico de história da Igreja.&lt;/strong&gt; São Paulo: Paulus, 1987.&lt;br /&gt;HUMMES, D. Cláudio Cardeal. &lt;strong&gt;Importância do celibato sacerdotal&lt;/strong&gt;. Disponível em www.vatican.va. Acesso em 23 out. 2007&lt;br /&gt;PAULO VI. Sacerdotalis Caelibatus. 1967. Disponível em &amp;lt; www.vatican.va&amp;gt;. Acesso em 23 out. 2007&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.enciclopediacatolica.com/"&gt;http://www.enciclopediacatolica.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mackenzie.br/teologia"&gt;www.mackenzie.br/teologia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/351517318715386459-938537589398038731?l=aprender-ensinar-transformar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/feeds/938537589398038731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/nao-sei-vamos-pesquisar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/938537589398038731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/351517318715386459/posts/default/938537589398038731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aprender-ensinar-transformar.blogspot.com/2010/08/nao-sei-vamos-pesquisar.html' title='Não sei! Vamos pesquisar'/><author><name>Angelica Hoeffler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06916710348038070138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-351517318715386459.post-6536710703360225280</id><published>2010-08-24T05:50:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T05:50:35.952-07:00</updated><title type='text'>O lápis e o cinzel</title><content type='html'>O lápis e o cinzel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristiano Alexandria de Oliveira é uma das pessoas mais brilhantes que conheço. Tive o privilégio de aprender muito com ele quando fui professora do curso de Letras. Ser professor tem destes encantos...muitas vezes aprendemos mais do que ensinamos. Com Cristiano é assim. Ousaria dizer que sua alma é renascentista. Cristiano é intelectual arguto, poeta minucioso, artista plástico preocupado com as formas perfeitas. Utiliza as palavras com a mesma precisão que o lápis e o pincel. E com esta genialidade, ainda mantém a humildade do garoto que veio do interior da Bahia e que cursou escolas públicas a vida toda. É gênio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A poesia que segue é claro exemplo de que só sensibilidade não faz um poeta. Alexandria utiliza-se da precisão matemática na construção dos versos e de muita leitura para alcançar a riqueza das imagens que compõe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Permita-se perder-se nas esferas, de Alexandria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As esferas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristiano Alexandria de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi os clamores destes céus soberanos&lt;br /&gt;Inspirai a aragem de passado, vede a nuvem:&lt;br /&gt;É a chaga que nos cega a alma estarrecida&lt;br /&gt;Antevendo os passos daquele que preside.&lt;br /&gt;As campinas olímpicas já murmuravam&lt;br /&gt;E nas catacumbas do Nilo logo ouviam:&lt;br /&gt;- Recebei esta aliança, terreais, e bendizei&lt;br /&gt;Dela, que é convosco tal qual é conosco.&lt;br /&gt;E Zeus dá ao Homem o poder de uma apótema.&lt;br /&gt;Descerrando o céu, eis que vem ao solo árido&lt;br /&gt;E florescendo rubro no Vaza Barris&lt;br /&gt;Antônio, fruto da suprema transgressão.&lt;br /&gt;A humildade, que poucos no mu
